Vi nas bancas a revista Veja desta semana com a seguinte matéria de capa: “Casamento Faz Bem: O casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação”. Não li a reportagem, mas apenas pelo texto da capa posso dizer que estou cem por cento de acordo.
Estou a exatamente uma semana do casamento. E só Deus sabe o caminho que percorri para chegar até aqui. Dizer que foi difícil não passa sequer a ideia dos fatos. Estou cansado e estressado, com pendências a resolver e dívidas a saldar.
Mas, então, por que casar? – você se pergunta. Para que passar por tudo isso? Essa resposta tenho na ponta da língua: Para estar ao lado da mulher que amo o resto da vida. Dificuldade alguma é grande demais quando se tem uma companhia ao lado que nos motiva, nos inspira e nos anima. E quanto mais se está com essa pessoa, mais se quer ficar com ela.
E essas são algumas das inúmeras qualidades dela. Companheira, amiga, namorada, noiva e, agora, esposa. Minha mente recua no tempo para a época que nos conhecemos.
A primeira vez que nos vimos, a primeira troca de olhares – tanta coisa foi dita sem uma única palavra. O primeiro beijo, a sensação de querer ficar 24h por dia com ela. A falta de apetite quando estava longe dela. O coração palpitando forte quando ela sorria.
O leitor provavelmente já passou por isso, também. Paixão. Todo relacionamento começa em paixão que depois aflui em amor. Palavrinha abstrata essa que nos engana terrivelmente ao tentarmos defini-la. E mesmo assim, apesar de indefinível, o “eu te amo” é de fácil entendimento, seja do mais ignorante ao mais letrado dos homens.
E devo dizer que amá-la é coisa das mais fáceis. Difícil mesmo é encontrar quem não goste dela. Sempre alegre, altiva, pronta a dar tudo de si para ajudar os outros. De coração tão largo quanto seu sorriso, não mede esforços para fazer as pessoas felizes. Impossível olhar um cachorro na rua e não ouvi-la dizer: “Tadinho, ele tá muito magro! Para o carro que vou comprar alguma coisa pra ele”.
Ela é assim. Capaz de brigar comigo um dia inteiro porque minha camisa não combina com as meias e, quando surge um problema realmente sério, ela apenas me abraça e diz “está tudo bem”.
Tivemos nossas discussões e nossos incontáveis vai-e-vem. Nisso viramos piada. Bastava dizer que tínhamos terminado o namoro para que alguém respondesse: “Sei… E quando vocês voltam?”. Que se pode fazer? Sempre que tentamos seguir caminhos opostos, descobríamos que os caminhos se juntavam lá na frente.
Diferenças temos aos montes. No gosto por música, filmes ou literatura, não combinamos em nada. Ela prefere praia e calor; eu gosto do campo e frio. Mas temos um acordo velado, ela me apresenta às Beyoncés e Black Eyed Peas da vida, e eu lhe mostrarei um pouco dos Mozarts e Beethovens. Eu assisto às comédias românticas dela; e ela cede aos meus filmes de ação e super-heróis. Água e óleo, direis. De fato, mas é nas diferenças que a convivência se torna divertida. Do contrário, seria monótono.
Mas nem tudo é discordância. Há coisas em que combinamos bem, como a apreciação por bons vinhos e boa gastronomia. A vontade de viajar. O prazer em estarmos reunidos com amigos. Até a decoração do apartamento foi um consenso: ambos gostamos de ambientes bem iluminados, com muito branco, vidro e inox. Minha única reclamação é sobre o sofá branco, que deixará de ser branco assim que começar a ser usado.
E como disse lá no início do texto, não foi fácil chegar até aqui. Foram altos e baixos, obstáculos, problemas e desafios. E tudo isso serviu apenas para fortalecer ainda mais o que sinto por ela. Se antes já a amava, hoje não há palavra no dicionário que exprima o que sinto por ela.
A troca de olhares hoje é quase uma cumplicidade. Como se quiséssemos dizer “e depois de tudo o que passamos, estamos aqui”. Que posso fazer a não ser agradecer a Deus por ter colocado em minha vida pessoa tão notável, tão especial?
Se posso prometer algo, é que farei de tudo para fazê-la feliz, assim como ela me faz feliz.
Que venham as dificuldades! Que venham os problemas! Esses são nada mais que marolas batendo nas canelas, pois a maior vitória eu já tive: Casar com a mulher mais linda do mundo.
E se pareço brega, paciência. A ocasião pede isso.
Para ela, depois de tudo, só resta render-me à tal expressãozinha abstrata, mas que tanto significado traz consigo: Eu te amo!
E à ela dedico o vídeo abaixo, cuja música tem um significado especial para nós.
| You And Me
What day is it Cause it’s you and me and all of the people All of the things that I want to say Cause it’s you and me and all of the people Something about you now Cause it’s you and me and all of the people You and me and all of the people What day is it |
Você e Eu
Que dia é hoje? Porque somos você, eu e todas as pessoas Todas as coisas que quero dizer Porque somos você, eu e todas as pessoas Existe algo sobre você agora Porque somos você, eu e todas as pessoas Você, eu e todas as pessoas Que dia é hoje? |
Foi pesquisando sobre civilizações antigas atrás de referência para um projeto pessoal que me aprofundei na fascinante civilização da Suméria. Ela foi, sem dúvida, a mãe das civilizações da antiguidade e grande influenciadora da evolução do mundo como o conhecemos. A Suméria (Sinar na Bíblia, Sangar no Egito e KI-EN-GIR na língua nativa), que significa “Lugar dos Senhores Civilizados”, é considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia, posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milênio a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.
Comecei a pesquisa em incontáveis páginas da web e culminei na bibliografia de
Pela visão dos sumérios, entende-se a criação do horóscopo e notamos que as adivinhações publicadas nos jornais não são nem a sombra da ciência de observação astronômica da antiguidade. Para os sumérios (ou os Anunnaki), havia diferença entre Destino e Sorte. O Destino era tudo o que se podia prever – como a movimentação dos corpos celestes, o dia depois da noite, as estações do ano e tudo o que mantinha um movimento constante. A Sorte eram os acontecimentos que estavam além da capacidade de previsão dos próprios ‘deuses’ – os imprevistos. Assim, os sumérios sabiam que em determinada época do ano uma constelação seria vista no céu; mas não podiam dizer se alguém morreria nesse período. Parece idiota aos olhos do século XXI, mas pense nisso há seis ou sete mil anos atrás.
Essa informação é esclarecedora para os primeiros capítulos do Velho Testamento, ao visualizarmos a dificuldade e resistência que Abraão, Moisés e os outros patriarcas enfrentaram ao tentar difundir a Palavra de um Deus invisível para povos acostumados a ‘deuses’ que viviam entre eles, tinham esposas e filhos – algumas daquelas pessoas podiam até mesmo ser descendentes desses ‘deuses’.
Eu já me preparava para dormir quando ela apareceu de madrugada. A princípio ignorei-a, tentando passar despercebido. Mas já a conhecia de outra data e sabia que não seria fácil. Ela não é do tipo que desiste sem luta. Sua presença foi ficando mais forte e, antes que se tornasse insuportável, precisei de ajuda para me livrar dela.
Ano de Copa do Mundo. E também de eleições. Quem criou o famoso ditado popular “desgraça pouca é bobagem” devia ter em mente anos como este. Detesto futebol. E detesto política. Ou melhor, de política até gosto, não gosto é de políticos. Mas futebol não tem jeito.

