01/08/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Aos apreciadores da boa música

Posted by Emilio Calil On março - 25 - 2008 2 COMENTARIOS

Duas notícias:

Violino raro de US$ 3,9 milhões é o mais caro de todos os tempos
‘Guarnieri del Gesu’ foi confeccionado na Itália há cerca de 300 anos. Instrumento é mais raro do que o conhecido ‘Stradivarius’. [Mais]

Maestro italiano Ennio Morricone se emociona em São Paulo
Compositor assistiu à Orquestra Sinfônica de Heliópolis, formada por jovens carentes. Ele fará um concerto à frente da Orquestra Roma Sinfonietta na próxima segunda-feira. [Mais]

Recebi essas duas notícias por e-mail. Foram enviadas por um amigo. Fui procurá-las nas primeiras páginas dos principais sites de notícias brasileiros. Nada. Nem uma nota. Aliás, eu sequer sabia que Ennio Morricone estava no Brasil. De qualquer forma, colaboro com a divulgação.

Uma noite no Municipal

Posted by Emilio Calil On fevereiro - 22 - 2008 2 COMENTARIOS

Nesta quinta-feira dediquei-me a atividade que há tempos estava ensaiando, mas nunca me sobrava tempo. Cedendo ao convite de amigos, fomos ao Teatro Municipal assistir a apresentação do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Experiência magnífica.

Primeiro, pelo próprio Municipal, que enche os olhos. Estou tão acostumado a criticar São Paulo e o Brasil que às vezes esqueço que há coisas belas por aqui, também. O Teatro é lindo e transporta você para outras épocas. A sensação de imaginar as pessoas que já passaram por ali, desde a fundação, em 1911, é mágica. E a história escorre pelas paredes do lugar. Se você nunca foi, vá. Não se arrependerá.

Em segundo, claro, pelo próprio Quarteto, composto por Betina Stegmann (violino), Nelson Rios (violino), Marcelo Jaffé (viola) e Robert Suetholz (violoncelo). Destaque para Betina, que fazia seu violino criar vida de forma tão suave que dava a impressão de sequer encostar o arco nas cordas. Na apresentação, tocaram o Quarteto nº 2 do compositor brasileiro Cesar Guerra-Peixe (1914-1993), contemporâneo de Villa-Lobos (1899-1959), e A Morte e a Donzela, de Franz Schubert (1797-1828). Confesso que não conhecia Guerra-Peixe e como primeira impressão não me agradou. A peça era uma mistura de estilos em alternância constante, chegando quase à cacofonia. Os instrumentos pareciam não se entender. Depois me disseram que essa música não foi composta para ser realmente harmoniosa, mas para incorporar estilos musicais brasileiros a sinfonias e testar a habilidade do músico – é quase um forró com instrumentos clássicos. Mas me garantiram que o compositor tem outras obras belíssimas, “estas sim com harmonia”, disseram, então darei outra chance a Guerra-Peixe qualquer hora.

Mas quando começaram Schubert a diferença foi gritante. Execução impecável, de arrepiar, mesmo. Tocaram quatro movimentos da peça e tudo transcorreu de forma tão suave e integrada que, às vezes, não se percebia a troca de um movimento para outro. Marcelo Jaffé aproveitava as pausas para contar um pouco sobre a vida dos dois compositores em destaque na noite, o que achei excelente, pois dava ao público uma visão geral da época em que eles viveram e do porquê criaram tais obras. Triste foi notar o teatro vazio. Havia bastante gente, sim, mas as cadeiras vazias estavam em maior número. O leitor deve estar pensando que desembolsei uma pequena fortuna lá e, por isso, não é programa para as massas. Bem, esta hora e vinte de música sublime me custou R$ 10. Um ingresso para um jogo de futebol está na faixa dos R$ 20 (R$ 60 os mais caros) e os estádios vivem lotados, portanto preço não é desculpa. E não havia exigência de trajes específicos, ou seja, você podia ir de jeans e camiseta ou de terno – a escolha era sua. Aliás, vi muita molecada de piercing, tatuagem e cabelos esquisitos lá. E, se não me engano, também vi o prefeito Kassab.

Na saída, como nem tudo é perfeito, queríamos ficar conversando um pouco na escadaria do Municipal e aproveitar a brisa refrescante pós-chuva. Infelizmente, a abordagem constante de pedintes e sujeitos embriagados nos forçou a apressar as despedidas. Estávamos no Brasil, apesar de tudo – claro que eu não deixaria escapar essa farpa.

Mas fica a sugestão para um programa de classe, culturalmente rico, emocionante e barato. Afinal, acredito que todos possam abrir mão de R$ 10 uma vez por mês, que seja, para apreciar boa música. Devo voltar lá mais vezes e farei saber os dias. Quem quiser aparecer por lá, já está convidado.

Meu conceito de um bom carnaval

Posted by Emilio Calil On fevereiro - 4 - 2008 1 COMENTARIO

Estou em casa, frente ao micro, aproveitando esta segunda-feira de carnaval para adiantar alguns trabalhos freelancer. Pela janela do quarto entra uma brisa gelada e, quando olho para fora, vejo as gotas de chuva tamborilando nas plantas do jardim, que assume uma cor verde escura e com ar de ‘saúde’. Não sei por que, sempre associei vegetação molhada a algo saudável.

O frio é agradável e a luminosidade do dia cinzento transmite profunda sensação de paz. Ficaria horas olhando a janela sem me queixar. À minha frente, um bom livro que pretendo adiantar a leitura mais à noite. À esquerda, videogames esperando para serem jogados. Com sorte (e tempo), conseguirei aventurar-me em alguns joguinhos.

Enquanto trabalho, ouço a suave trilha sonora que Hans Zimmer compôs para O Amor Não Tira Férias (The Holiday), filme de Nancy Meyers, a mesma diretora de Alguém Tem Que Ceder – aliás, recomendo esses dois filmes. A música de Zimmer encaixa perfeitamente com o dia de hoje. Logo mais pegarei minha noiva e vamos bater perna em algum lugar – provavelmente um shopping – tomaremos um café e aproveitaremos esta São Paulo deserta.

Não há carnaval melhor do que este. Samba? Desfiles? Bagunça? Desculpe, não sei do que você está falando.

O duro golpe da realidade

Posted by Emilio Calil On dezembro - 25 - 2007 2 COMENTARIOS

Vamos assistir ao coral de natal no shopping Anália Franco? – perguntou minha noiva. Era domingo, dia 23, e seria a última apresentação da orquestra. Como não resisto à música clássica, o convite foi mais do que bem recebido. Fomos.

Quem esteve lá conferiu a maravilhosa performance da composição de cordas (violinos e violoncelos) e vocais. Os primeiros acordes já serviram para marejar os olhos. Estávamos na galeria superior, que circunda o grande vão do shopping, e a orquestra tocava bem abaixo de nós. Não tínhamos a melhor visão, mas a acústica era perfeita. O ponto alto foi a interpretação de Hallelujah, da obra O Messias, de Handel. Impecável.

A certa altura, ergui os olhos e comecei a perceber as pessoas em volta. Aglomeravam-se para ver a apresentação, maravilhadas. Mais gente do que eu esperava – brasileiro gosta de música clássica, apenas não tem o costume de manter contato freqüente com o gênero. Senti-me, por breves momentos, no meio de pessoas civilizadas, apreciadoras das coisas boas que a vida oferece.

Fim da apresentação, chuva de aplausos – eu não batia palmas apenas para a orquestra e coral, mas para os espectadores que, em meio à correria das compras, dedicaram uma pequena hora das suas vidas para desfrutar de boa música em confraternização no shopping.

Infelizmente, exagerei com as palmas. Ao levantarmos, papéis amassados e copos de milk shake decoravam os bancos ao redor. Senti, como um murro nas fuças, o golpe da realidade: Eu não estava na civilização.

Fica ao menos a imagem dos músicos curvando-se ante os aplausos. Parasse a história ali, tudo teria sido perfeito.

O Céu, a Alvorada e o Sol

Posted by Emilio Calil On dezembro - 2 - 2007 COMENTAR

Conhecia o grupo Celtic Woman? Nem eu. Mas nunca é tarde para se admirar belos talentos musicais. Portanto, clique aqui e delicie-se.

Abaixo, a letra:

The Sky and the Dawn and the Sun

High is the moon tonight
(Ya da da da ya da da da)
Hiding its guiding light,
High

Heaven and earth do sleep,
Still in the dark so deep,
I will the darkness sweep
(Ya da da da da da da)…

I will the moon to flight,
I will the heavens bright,
I will the earth delight
(Ya da da da da da da)

Open your eyes with me,
See paradise with me,
Awake and arise with me
(Ya da da da da da da)
(Ya da da da da da da)
(Ya da da da da da, ya da da da da da, ya da da da da da…)

I am the dawn; and the new day Begun;
I bring you the morning; I bring you the sun;
I hold back the night and I open the skies;
I give light to the world; I give sight to your eyes;
From the first of all time, until Time is undone,
Forever and ever and ever and ever,
And i am the Dawn and the Sky and the Sun -
I am one with the One, and i am-
The Dawn.

(Pausa)

I am the Sky and the Dawn and the Sun,
I am the Sky and the New Day begun,
I am the Sky and the Dawn and the Sun…..

Fim de semana com boa música

Posted by Emilio Calil On novembro - 30 - 2007 COMENTAR

Sexta-feira, 18h. Deixo a vocês a sugestão de fugir um pouco das porcarias que tocam por aí e deleitarem-se com um pouco de boa música neste fim de semana. Segue um bom link abaixo e, logo após, a letra da música.

Josh Groban – Alla Luce Del Sole

Qui c’è il buio fuori di me
ed anche un pò dentro di me…
che assurdità questa città
senza persone!

Io non so spiegar neanche come
ma non è questa la mia dimensione,
e la mia mente non è mai in pace,
è sempre altrove.
Tu dove sei? La tua voce dov’è?
Senza di te, senza il tuo aiuto
che sarà di me?

Tutto sembrerà migliore
alla luce che verrà dal sole!
Questa notte passerà,
il buio che c’è si dissolverà!

Si vedranno le colline,
io continuerò a cercare te.

Via da questa malinconia,
invidia o rabbia che sia.
Qui nel mio cuore
non voglio più queste parole.

Tu dove sei? Il tuo sorriso dov’è?
Senza di te, senza il tuo amore
che sarà di me?

Tutto sembrerà migliore
alla luce che verrà dal sole!
Questa notte passerà,
il buio che c’è si dissolverà!

E alla luce di quel sole
Io continuerò a cercare te.

Tutto sembrerà migliore,
alla luce, al sole.
Il silenzio morirà,
la gente che c’è si confonderà.

E alla luce di quel sole
Io continuerò a cercare te.

Cinema Paradiso

Posted by Emilio Calil On outubro - 28 - 2007 1 COMENTARIO

Há anos queria assistir a Cinema Paradiso e sempre me faltava oportunidade – ou simplesmente esquecia do filme. Sábado passado resolvi compensar essa falta e obriguei-me a vê-lo. Tinha trabalhado quinta e sexta-feira direto, varando a noite para entregar um projeto, e estava absurdamente exausto. Por isso, no sábado dei a mim mesmo algumas horas de descanso.

Aproveitei, então, para assistir Cinema Paradiso. E vi logo a versão estendida, com 50 minutos a mais. Assisti pelo micro, sozinho e com fones de ouvido.

Quem me conhece sabe do meu apego pelo passado, pela nostalgia. E Cinema Paradiso foi um golpe baixo, pois tocou justamente nessa minha ferida, deixando-me boquiaberto e com os olhos marejados. No lançamento do filme em VHS, no início dos anos 90, ouvi uma senhora na locadora dizendo que quis mostrar o filme ao pai, mas este se recusou afirmando que “não iria agüentar”. Não entendi na época, mas hoje isso me faz todo o sentido.

Ao terminar de assistir, pensei em escrever dúzias de parágrafos para tentar transmitir tudo o que eu estava sentindo. Mas uma rápida busca no Google mostrou que centenas de pessoas já haviam escrito tudo o que era preciso escrever sobre Cinema Paradiso. Eu nada tinha a acrescentar.

Duas seqüências, entretanto, devo destacar aqui: A cena em que o personagem Totó, agora velho, entra em seu antigo quarto e vê todos os objetos e fotos que fizeram parte da sua infância – aí já fiquei com um nó na garganta. A segunda é – obviamente – o final do filme. Se antes me esforcei para não derramar lágrima na cena do quarto, o fim do filme derrubou todas as minhas defesas. Só posso recomendar a quem ler este meu texto que, se ainda não viu ao filme, corra! É algo que foge a explicações convencionais. Só vendo para entender.

E o que falar da trilha sonora composta por Ennio Morricone? Ela beira o espetacular e dá ao filme o tom necessário para levar os espectadores às lágrimas. Há uma versão cantada do tema, interpretada pelo cantor Josh Groban, que também toca fundo na alma. Você pode vê-la aqui.

Abaixo, a letra da música:

Se tu fossi nei miei occhi per un giorno
Vedresti la bellezza che piena d’allegria
Io trovo dentro gli occhi tuoi
Ignaro se magia o realtà

Se tu fossi nel mio cuore per un giorno
Potreste avere un’idea
Di ciò che sento io
Quando m’abbracci forte a te
E petto a petto noi
Respiriamo insieme

Protagonista del tuo amor
Non so se sia magia o realtà

Se tu fossi nella mia anima un giorno
Sapresti cosa sento in me
Che m’innamorai
Da quell’istante insieme a te
E ciò che provo è
Solamente amore

Música de verdade

Posted by Emilio Calil On outubro - 22 - 2007 COMENTAR

Gosta de boa música? Daquelas que tocam no fundo da alma e mostram a diferença entre música de verdade e o “barulho” ouvido pelas massas? Então você precisa ouvir Katherine Jenkis.

Segui uma dica encontrada em outro blog e fui conferir melhor o talendo dessa belíssima cantora lírica. Ouvi dois de seus álbuns e fui fisgado na hora. Aliás, ultimamente é só o que tenho ouvido. Se quiser conhecer a voz de Katherine, o YouTube tem uma boa coletânea de apresentações dela. Vale a pena.

Segue uma pequena lista de músicas dela que você precisa ouvir:

• I Vow to Thee My Country
• Canto Della Terra
• Amazing Grace
• (Quello Che Faró) Sara Per Te
• O Mio Babbino Caro
• The Flower Duet (dueto com Kiri Te Kanawa)

VÍDEO DO DIA » THOR (TRAILER)
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