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	<title>Emilio Calil :: Blog&#187; marketing</title>
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	<description>Comentando o cotidiano</description>
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		<title>Fa&#231;a o que voc&#234; ama</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 18:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Li uma boa dica do Ricardo Jordão hoje e resolvi compartilhar o link aqui (em inglês): The World Needs You To Do What You Love (O Mundo Precisa Que Você Faça O Que Você Ama).&#160; O texto fala da paixão que temos que ter por aquilo que fazemos, e das mudanças que precisamos causar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li uma boa dica do <strong><a title="Conheça o blog do Ricardo" href="http://www.bizrevolution.com.br/" target="_blank">Ricardo Jordão</a></strong> hoje e resolvi compartilhar o link aqui (em inglês): <a title="Leia o texto na íntegra" href="http://zenhabits.net/2009/09/the-world-needs-you-to-do-what-you-love/" target="_blank">The World Needs You To Do What You Love</a> (O Mundo Precisa Que Você Faça O Que Você Ama).&#160; O texto fala da paixão que temos que ter por aquilo que fazemos, e das mudanças que precisamos causar em nós mesmos para poder fazer aquilo que gostamos. Conversei sobre isso dias atrás com um amigo. Eu defendia a idéia de que as empresas devem contratar pessoas que são apaixonadas por sua marca e/ou produtos, o que garante a motivação necessária para que se &#8216;vista a camisa&#8217; e lute pelo sucesso. Mas lendo esse texto indicado, percebi que não estava correto em minha afirmação. É preciso, primeiramente, ser apaixonado por aquilo que fazemos (e fazemos bem!). A empresa entra em segundo plano.</p>
<p>O texto é bem bacana e, apesar do viés de auto-ajuda, traz sete dicas bem interessantes para que possamos nos mexer e fazer aquilo que realmente gostaríamos de estar fazendo. E para quem não lê inglês, traduzo abaixo essas sete dicas. Acreditem, eu mesmo preciso aprender muito com elas.</p>
<ol>
<li><strong>Encontre sua paixão</strong>. É tudo uma questão de amor e do que o faz sentir-se vivo. Pergunte a si mesmo: &quot;No que eu estou interessado?&quot;, &quot;Sobre qual assunto eu poderia falar por horas e horas?&quot; e &quot;O que eu faria de graça?&quot;. </li>
<li><strong>Encontre sua força</strong>. Estamos procurando coisas em que somos naturalmente bons e temos talento nato para isso. É uma contribuição dos seus dons para o mundo. Para começar, converse com familiares, amigos e colegas e pergunte a eles três coisas nas quais eles acham que você é naturalmente talentoso. </li>
<li><strong>Encontre seu valor</strong>. Tudo se resume a encontrar a interseção entre o que você é bom e pelo quê as pessoas estariam a dispostas a lhe pagar. Se você não consegue encontrar uma forma de ser pago para fazer o que você ama, então o resto não importa. Portanto vale a pena gastar um tempo tentando entender essa questão. Para começar, pense nos benefícios que você daria aos outros com a contribuição do seu valor. Reflita se existe ou não uma dor desesperada ou paixão envolvida no que você está oferecendo. </li>
<li><strong>Assuma um compromisso</strong>. Mais do qualquer outra razão, as pessoas falham ao tentar o sucesso porque falham ao se comprometerem. Pensar &quot;Eu não sei&quot; ou &quot;Talvez outra hora&quot; não vai te levar ao objetivo de viver daquilo pelo qual você é apaixonado para fazer. É necessário um comprometimento inflexível para poder mudar a si mesmo. Em vez de pensar &quot;Eu não sei&quot;, experimente &quot;Eu vou aprender&quot;. Lembre de que os caminhos são trilhados caminhando-se. </li>
<li><strong>Tenha força para mudar</strong>. Mesmo que você queira mudar seu jeito por si próprio, pode ser difícil largar certos hábitos e atitudes. Muitos de nós têm a idéia de que o &quot;trabalho não deveria ser divertido&quot;. Derrubar essas crenças pode ser difícil, mas seguir em frente em uma nova direção é definitivamente recompensador. </li>
<li><strong>Do que você abrirá mão</strong>? Você pode pensar que talvez não tenha tempo para trilhar uma nova jornada. E tem razão. Você não terá tempo a menos que faça seu próprio tempo. Existem montes de tarefas que agendamos e achamos que temos que fazer tudo aquilo. Mas, na verdade, o mundo não vai acabar se escolhermos outras coisas. Faça uma lista de todas as suas atividades e selecione aquelas das quais você abrirá mão para conseguir o tempo necessário para sua nova jornada. </li>
<li><strong>Você dirá &#8216;Sim&#8217; para si mesmo</strong>? Você pode ter vontade de ser escritor, dentista, pintor, salva-vidas ou orador público. Se você sabe que é isso o que você deseja fazer, então permita-se chamar a si mesmo disso – mesmo que ainda não esteja estabelecido nesse ramo. E mesmo que essa não seja a sua ocupação principal. Possua a sua paixão, completa e incondicionalmente. </li>
</ol>
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		<title>Ecologicamente t&#243;xicos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 17:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Divirto-me ao ler sobre o empenho de empresas para se mostrar ecologicamente responsáveis. Agora todos querem fazer deste planeta um lugar melhor. Muitos setores da indústria já possuem suas chamadas &#8216;linhas verdes&#8217; de produtos. Até internet entrou na roda, com o debate de que sites com fundo preto gastam menos energia do monitor – e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Divirto-me ao ler sobre o empenho de empresas para se mostrar ecologicamente responsáveis. Agora todos querem fazer deste planeta um lugar melhor. Muitos setores da indústria já possuem suas chamadas &#8216;linhas verdes&#8217; de produtos. Até internet entrou na roda, com o debate de que sites com fundo preto gastam menos energia do monitor – e há os que defendem o contrário, que sites brancos são menos poluentes.</p>
<p>Há uns dez anos, para uma empresa ser &#8216;moderna&#8217;, não podia vender produtos, tinha que &#8220;fornecer soluções e se comprometer com resultados dos clientes&#8221;. Hoje isso é o mínimo que se espera. Agora o mote mudou, empresa moderna cuida do meio-ambiente. Ora, isso também é o mínimo, e não diferencial.</p>
<p>Não ironizo a redução de poluição, reciclagem e coleta seletiva. São ações importantes. A ironia está em ver que isso é apenas moda. Alguém disse que consumidores compram mais de empresas engajadas com o meio-ambiente e agora um quer ser mais ecológico que o outro. Isso é coisa de eco-chatos esquerdistas que vivem falando em causas ambientais, mas sem resultados. É como abraçar árvore. Ninguém está nem aí para a derrubada de árvores, então faz-se uma ação onde pessoas dão as mãos e &#8216;abraçam&#8217; uma árvore. Pronto, a natureza está salva.</p>
<p>Isso me remete a meados de 2005, época em que a agência onde trabalhei atendia uma indústria química de Piracicaba. Visitei o lugar algumas vezes. Quem andasse pelas instalações não imaginaria que ali se produzia resinas. Entre os galpões e tonéis, ruelas de pedra arborizadas davam num jardim com quiosque e churrasqueira. Parecia um sítio. Acima ficava o reservatório de água, com muros forrados de vegetação e uma criação de carpas. Para quem não sabe, carpa demanda água cristalina e cuidados especiais para sobreviver. Aquelas carpas habitando a água tratada da fábrica provavam o cuidado com o meio-ambiente.</p>
<p>Conversando com o diretor comercial, sugeri ressaltar essas preocupações ambientais com clientes e imprensa. Sorrindo, me respondeu: &#8220;Bem, Emílio&#8230; Apesar do verde e água limpa, eu não usaria isso como diferencial. Há alguns meses houve um vazamento e os resíduos contaminaram água e solo de uma favela lá embaixo no vale. Tivemos problemas sérios com a prefeitura e ficamos com a pecha de empresa malvada que despeja lixo tóxico nos pobres&#8221;. Tragicômico. Com tantos lugares para o vazamento escoar, foi logo para a favela.</p>
<p>Não basta querer ser ou se auto-proclamar ecologicamente responsável. O menor descuido destrói essa imagem.</p>
<p>Outro exemplo clássico é o do ex-vice-presidente americano <strong>Al Gore</strong> e seu demagogo evento <em>Live Earth</em>, que reuniu, em 2007, artistas de todo o mundo contra o aquecimento global e desperdício de energia, sendo que o próprio Gore <a title="Uma verdade inconveniente" href="http://pt.wikinews.org/wiki/Al_Gore_gasta_mais_energia_num_m%C3%AAs_do_que_um_americano_m%C3%A9dio_num_ano" target="_blank">gasta mais energia</a> em um mês na sua casa do que um americano médio em um ano.</p>
<p>Tenho visto gente comemorar o surgimento do <a title="Conhe&ccedil;a o Kindle" href="http://www.amazon.com/Kindle-Amazons-Wireless-Reading-Device/dp/B000FI73MA" target="_blank">Kindle</a>, o leitor de e-books da Amazon. É sem dúvida um produto revolucionário – você armazena centenas de livros digitais em um único aparelho. Mas esses que celebram o Kindle mandam uma mensagem aos jornais convencionais: &#8220;Parem de derrubar árvores!&#8221;. Alto lá! Apesar dos leitores de e-books substituírem livros e jornais de papel, não podemos ignorar que o produto é feito de plástico, possui tela LCD e usa bateria – para ler as notícias do dia, você estará gastando energia. Não que o Kindle seja um agente poluente, mas há de se pesar os prós e contras. Árvores podem ser replantadas.</p>
<p>E mais uma vez volto àquele diretor da indústria química. Na mesma conversa, insisti que poderiam fazer parceria com algum instituto de proteção ambiental. E ele: &#8220;Veja bem, Emílio. Nós não fabricamos móveis, não vendemos frutas, não produzimos tecidos. Somos uma indústria química que produz plástico, produto que leva mais de 100 anos para começar a se decompor. O plástico sempre será visto como o pior vilão contra a natureza. Nenhum instituto ambiental se interessaria em nos ter como parceiros, pois nosso trabalho implica em poluir mais ou poluir menos, mas sempre poluir. É bem provável que estejamos, neste exato momento, contribuindo para o fim do mundo. Mas o planeta inteiro depende de plástico e, até que alguém invente uma alternativa viável, não há nada que nós ou nossos concorrentes possamos fazer&#8221;.</p>
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		<title>Clipping: 2&#170; semana de janeiro de 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 14:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana foi péssima para o blog. Não consegui escrever mais do que o post de segunda-feira. Mas, tentando manter a promessa de publicar um apanhado de notícias todas as sextas, eis abaixo algumas que me chamaram a atenção durante a semana (com alguns parênteses meus). Novamente, destaco que o grau de relevância, utilidade e veracidade de cada notícia não está atrelado a nenhum conceito ou opinião pessoal meus. Interprete-as como quiser.</p>
<p>» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI3441859-EI1141,00.html">Vaga de zelador de ilha paradisíaca oferece salário de R$ 40 mil</a><br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3440572-EI300,00.html">Empresa dos EUA testará carro voador em fevereiro</a><br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3444697-EI295,00.html">Egito: arqueólogos encontram ruínas de quase 4 mil anos</a><br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3444780-EI8147,00.html">Estudo relaciona tamanho de dedo a sucesso financeiro</a> (???)<br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3444896-EI319,00.html">Fóssil no RS reforça teoria da ligação África e América</a><br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3445605-EI302,00.html">Imagem em cores mostra diferenças em lua de Saturno</a><br />» <a target="_blank" href="http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid307546,0.htm">Beber café pode ser bom contra Alzheimer</a> (agora leia a notícia abaixo)<br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3446887-EI8147,00.html">Excesso de café pode causar alucinações, diz estudo</a> (agora leia a notícia acima)<br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3447107-EI8147,00.html">Piadas ruins fazem rir 4 em cada 10 pessoas, diz estudo</a> (eu costumo rir de piadas ruins)<br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3448082-EI302,00.html">Inglês teria traçado mapa da Lua antes de Galileu</a><br />» <a target="_blank" href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/13012009-44.shl">O ameaçador romance do Google e Obama</a><br />» <a target="_blank" href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/13012009-46.shl">Coma canguru e combata o aquecimento global</a> (essa é para um amigo que vive na Austrália)<br />» <a target="_blank" href="http://feedproxy.google.com/~r/SiteInovacaoTecnologica/~3/Lo9EFaQIuOM/noticia.php">Sinal cósmico de origem desconhecida é detectado pela NASA</a><br />» <a target="_blank" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3450017-EI8147,00.html">Contato com cães libera hormônio ligado ao amor</a><br />» <a target="_blank" href="http://www.baboo.com.br/absolutenm/anmviewer.asp?a=33897&amp;z=221">Primeiras telas da versão Alpha do Office 14</a><br />» <a target="_blank" href="http://feedproxy.google.com/~r/SiteInovacaoTecnologica/~3/Rd7mbM29uK4/noticia.php">Gás metano detectado em Marte pode indicar sinais de vida</a><br />» <a target="_blank" href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/15012009-24.shl">Microsoft renova site corporativo do Windows Vista</a> (um projeto do qual participei apareceu na <strong>Info</strong>, quem diria. Em tempo, o site é este <a title="Windows Para Empresas" target="_blank" href="http://www.windows.com.br/empresas/">aqui</a>)<br />» <a target="_blank" href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/15012009-7.shl">Funcionário trapalhão rouba protótipos da SonyEricsson</a></p>
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		<title>O pre&#231;o de um sorriso</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 18:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na rua da empresa onde trabalho há um pequeno café de esquina. É nosso point das tardes. Lá pelas 16h ou 17h corremos lá para um cafezinho, doces e bate-papo. O lugar foi batizado de &#8216;Tia Rica&#8217; devido aos altos preços que cobrava. Trocou de dono já há algum tempo, os preços melhoraram um pouco, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na rua da empresa onde trabalho há um pequeno café de esquina. É nosso <em>point</em> das tardes. Lá pelas 16h ou 17h corremos lá para um cafezinho, doces e bate-papo. O lugar foi batizado de &#8216;Tia Rica&#8217; devido aos altos preços que cobrava. Trocou de dono já há algum tempo, os preços melhoraram um pouco, mas o apelido continua – confesso que nem sei o nome real do lugar.</p>
<p>As atendentes garantem momentos de humor com comentários pitorescos sobre o cotidiano. E são honestas a ponto de dizer: &#8220;Ih, não pega esse quindim, está aí há dias. Mas a torta de limão é de hoje&#8221;. Um atendimento que faz diferença e garante nosso retorno quase diário.</p>
<p>Limítrofe ao café, abriu recentemente um estacionamento. Estacionamento é exagero. É um corredor estreito, onde cabem uns dez carros na diagonal. Virou moda na região estacionamentos não possuírem mais vagas para mensalistas – afinal, por que cobrar R$ 100 mensais de um veículo que ficará ocupando espaço de outros que pagam R$ 15 por dia? Esse novo estacionamento não é diferente. Mas apesar de pequeno, está estrategicamente bem posicionado na rua e chama atenção de muitos que lutam por um espacinho para estacionar.</p>
<p>O manobrista desse estacionamento, entretanto, é um verdadeiro bronco. Não faz questão de ser gentil, quase não conversa com os clientes e passa a maior parte do dia em pé, braços cruzados, encostado na porta do café da esquina. Soube de pessoas que deixaram o carro com ele e envolveram-se em bate-boca.</p>
<p>Nessa terça houve problemas com a internet na empresa e, como meu trabalho depende cem por cento da web, saí pra tomar café. E lá estava o manobrista-neandertal, feito lagartixa na parede. Enquanto eu estava entretido com minha xícara, um carro parou na esquina. Lá de dentro, uma mulher olhou para o manobrista e perguntou: &#8220;Olá, vocês têm vagas para mensalistas?&#8221;. Ele, sem mover a cabeça nem descruzar os braços ou tirar o pé da parede, resmungou: &#8220;Só diária&#8221;. A mulher do carro quase se desculpou por ter feito a pergunta e foi embora. Uma das atendentes do café brincou: &#8220;Que horror, hein? Vai ser grosso assim lá longe! Custava ser gentil com a mulher? Mas nem um sorriso?&#8221;.</p>
<p>Ele respondeu: &#8220;Sou pago pra manobrar carros, não pra sorrir&#8221;. Engraçado como uma simples parede separa dois estabelecimentos com atendimentos tão distintos. Eu já comentei antes aqui sobre pessoas que fazem somente aquilo pelo qual são pagas pra fazer, mas às vezes até eu me espanto.</p>
<p>Qual será o valor a ser acrescido no salário do sujeito para que ele mostre os dentes além de manobrar carros?</p>
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		<title>Criatividade come&#231;a no ber&#231;o</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 16:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma vez perguntaram a Clayton Christensen, &#8220;O que faz uma pessoa ser criativa e inovadora?&#8221;. Ele respondeu: &#8220;Os pais dela. Se a pessoa cresceu em uma família onde ela via os próprios pais consertando as coisas de casa ao invés de chamar um técnico para fazê-lo, essa criança cresce criativa. É super importante que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez perguntaram a <strong><a title="Professor de administra&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios" target="_blank" href="http://www.claytonchristensen.com/">Clayton Christensen</a></strong>, &#8220;O que faz uma pessoa ser criativa e inovadora?&#8221;. Ele respondeu:
<p>&#8220;Os pais dela. Se a pessoa cresceu em uma família onde ela via os próprios pais consertando as coisas de casa ao invés de chamar um técnico para fazê-lo, essa criança cresce criativa. É super importante que os pais demonstrem para os filhos que é possível consertar as coisas, aprender como as coisas funcionam por conta própria, esse tipo de conserto doméstico estimula a curiosidade da criança. Pessoas curiosas são pessoas criativas. A criança que não teve uma infância assim, cresce pouco ou nada criativa. Uma vez adulto, você não consegue torná-la criativa. Portanto, se você procura uma pessoa criativa, vasculhe a infância dela. Pergunte sobre a relação dela com os pais, pergunte sobre o que os pais lhe ensinaram, experiência de infância etc.&#8221;
<p>O resto do texto você <a title="Leia o texto na &iacute;ntegra" target="_blank" href="http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2008/11/inovao-de-ruptu.html">confere aqui</a>.</p>
<img src="http://www.emiliocalil.com/blog/?ak_action=api_record_view&id=195&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Qualidade de vida &#233; uma bobagem</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 19:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O inglês Martin Sorrell, dono da maior empresa de marketing do mundo, diz que ninguém enriquece sem muito trabalho e que qualidade de vida é uma bobagem. Clique aqui para ler a entrevista à Veja. Comecei justamente a escrever uma crônica sobre um assunto parecido. Leiam a entrevista e falaremos mais sobre isso quando eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[</p>
<p>O inglês <strong>Martin Sorrell</strong>, dono da maior empresa de marketing do mundo, diz que ninguém enriquece sem muito trabalho e que qualidade de vida é uma bobagem.
<p><a title="Leia a entrevista de Martin Sorell" href="http://veja.abril.com.br/080502/entrevista.html" target="_blank">Clique aqui para ler a entrevista à Veja.</a></p>
<p>Comecei justamente a escrever uma crônica sobre um assunto parecido. Leiam a entrevista e falaremos mais sobre isso quando eu publicar meu texto.</p>
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		<title>N&#227;o confie na mem&#243;ria</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 20:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ando sem tempo de escrever aqui, mas estou cheio de idéias. Na verdade, uma das melhores coisas que eu já fiz foi não mandar arrumar o rádio do meu carro. Assim consigo deixar a imaginação correr solta enquanto estou parado no trânsito. E considerando o trânsito de São Paulo, a criatividade vai longe. Faço isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ando sem tempo de escrever aqui, mas estou cheio de idéias. Na verdade, uma das melhores coisas que eu já fiz foi não mandar arrumar o rádio do meu carro. Assim consigo deixar a imaginação correr solta enquanto estou parado no trânsito. E considerando o trânsito de São Paulo, a criatividade vai longe.</p>
<p>Faço isso não apenas no carro. Se estou andando na rua, esmagado no ônibus ou enlatado no metrô, gosto de ‘usar a cabeça’ como válvula de escape da balbúrdia. Fico concentrado nos meus projetos, em novas idéias, novas possibilidades. Chego a viajar mesmo, perdido em pensamentos. O grande problema disso, entretanto, é que em trânsito fica complicado de anotar tudo o que vem à mente. Mesmo que eu andasse com um bloco de papel e caneta, nem sempre é possível fazer anotações no momento em que as idéias surgem. Tenho que confiar na memória e esperar até estar diante de um computador para anotar tudo.</p>
<p>E falando em computador, um dos meus maiores aliados nesse quesito é o <a title="Veja o OneNote 2007 em a&ccedil;&atilde;o" href="http://office.microsoft.com/pt-br/onenote/HA101686341046.aspx?pid=CH100740841046" target="_blank">Office OneNote 2007</a>. Como só trabalho com o <em>Word</em> e <em>Excel</em>, costumo ignorar os outros programas do pacote <em>Office</em> – na verdade, sequer os instalo. Mas abri exceção ao <em>OneNote</em> depois da insistência do pessoal do serviço. Adorei o programa. É um ‘bloco de notas anabolizado’, ótimo para ir rascunhando tudo o que vai à cabeça, separando idéias por pastas, páginas, abas ou cores. Além disso, a vantagem é que ele salva tudo automaticamente – basta fechar o programa e abri-lo novamente para continuar o texto de onde parou. Tem sido meu fiel companheiro quando estou no micro e surge aquela idéia instantânea (o famoso “e se…?”) que desaparece em poucos segundos. Antes que desapareça, jogo no <em>OneNote</em> &#8211; nem que seja só uma palavra. Mais tarde volto às ela e vejo com calma se é realmente boa ou cretina demais.</p>
<p>O famoso ditado “não confie na memória, escreva” nunca encontrou tão perfeito lugar como nos dias corridos de hoje.</p>
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		<title>Revolu&#231;&#227;o dos neg&#243;cios</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 17:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma dica para quem deseja sempre inovar e renovar em seu cotidiano profissional – ou &#8216;pensar fora da caixa&#8217;, como comentei em crônica anterior. Adicione aos seus favoritos de internet o site BizRevolution (www.bizrevolution.com.br), do consultor de marketing Ricardo Jordão. Ou assine o feed de RSS dele. O blog é atualizado várias vezes ao dia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma dica para quem deseja sempre inovar e renovar em seu cotidiano profissional – ou &#8216;pensar fora da caixa&#8217;, como comentei em <a title="Leia o texto anterior" href="cronicas/bebendo-em-outras-fontes" target="_blank">crônica anterior</a>. Adicione aos seus favoritos de internet o site <strong>BizRevolution</strong> (<a title="Conheça o BizRevolution" href="http://www.bizrevolution.com.br" target="_blank"><strong>www.bizrevolution.com.br</strong></a>), do consultor de marketing <strong>Ricardo Jordão</strong>. Ou assine o <a href="http://feeds.feedburner.com/bizrevolution">feed de RSS</a> dele. O blog é atualizado várias vezes ao dia, por isso o RSS é mais recomendável para acompanhá-lo.</p>
<p>Jordão faz observações muito importantes no que tange a marketing, carreiras, tendências de mercado, filosofias corporativas e muitos outros assuntos pertinentes ao dia-a-dia profissional. Na maioria das vezes, os textos dele são dirigidos a empresários, mas o funcionário inteligente também pode se beneficiar desses conteúdos pondo em prática certas ações descritas no blog e ganhar pontos por pró-atividade. Uma das partes que mais gosto são as &#8216;perguntas do dia&#8217; que ele faz no blog e as pessoas deixam as respostas nos comentários. Coisas como &#8220;<em>A Disney tem 200 maneiras de ouvir seus clientes, quantas tem a sua empresa</em>&#8220;? São perguntas assim que exercitam a mente e a faz buscar soluções para problemas relativamente comuns, mas que, até então, não se havia parado para pensar neles.</p>
<p>Às vezes há certos exageros e algumas observações quase egocêntricas por parte do Jordão, que parece querer passar a imagem de alguém ligado a uma bateria atômica vinte e quatro horas por dia. Ele não é um fenômeno, mas, no geral, tem seus méritos. Dê um pulo lá.</p>
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		<title>Bebendo em outras fontes</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Gosta de histórias em quadrinhos? Então você provavelmente conhece dois grandes ícones desse universo: Frank Miller e Alan Moore. Ambos produziram obras memoráveis. Se falarmos em Batman, Miller nos brindou com O Cavaleiro das Trevas e Moore com A Piada Mortal. E há muito mais: Watchmen, V de Vingança, 300, Ronin, Demolidor, Elektra, Monstro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosta de histórias em quadrinhos? Então você provavelmente conhece dois grandes ícones desse universo: <strong>Frank Miller</strong> e <strong>Alan Moore</strong>. Ambos produziram obras memoráveis. Se falarmos em <em>Batman</em>, Miller nos brindou com <em>O Cavaleiro das Trevas</em> e Moore com <em>A Piada Mortal</em>. E há muito mais<em>: <em>Watchmen, </em>V de Vingança</em>, <em>300</em>, <em>Ronin</em>, <em>Demolidor</em>, <em>Elektra</em>, <em>Monstro do Pântano</em>. A lista é enorme.</p>
<p>Cada um desses autores tem um estilo único de contar histórias. Miller prefere ação, enquadramentos dramáticos e roteiros que se desenvolvem rápido. Já Moore é mais introspectivo, aprofunda-se na trama e na personalidade de cada integrante da história, preferindo diálogos tensos a cenas de ação. Essa diferença não se dá sem motivo. As fontes de inspiração desses autores são nitidamente distintas.</p>
<p>Frank Miller sempre usou o cinema como referência – compare o primeiro filme do <em>Robocop</em> aos quadrinhos do <em>Cavaleiro das Trevas</em> e notará boas semelhanças, como a trama sendo resumida na forma de noticiários de TV, entre outras. Não por acaso, Miller acabou sendo convidado para escrever o roteiro de <em>Robocop 2</em> (que não foi lá essas coisas). Se Frank Miller é mais ‘hollywoodiano’, podemos dizer que Alan Moore é mais ‘shakespeariano’. Suas inspirações vêm da literatura, de romances clássicos e obras de ficção e fantasia como as de <strong>Edgar Alan Poe</strong>, entre outros. E note que o cinema busca inspiração na literatura, que por sua vez inspirou-se nas tradições orais e musicais dos povos da antiguidade sobre relatos históricos, religiosos e mitológicos.</p>
<p>São essas referências externas que fizeram as obras desses dois autores se destacarem das demais e serem cultuadas até hoje. Claro que são talentosos, mas muitos outros na indústria dos quadrinhos também são. Eles se diferenciaram porque foram buscar inspiração em outros lugares para seus trabalhos, em vez de apenas olhar ao redor e fazer o que estava ao alcance dos olhos. Em marketing e publicidade, isso é chamado de &#8216;<a title="Pense fora da caixa" href="http://vocesa.abril.com.br/aberto/colunistas/pgart_0701_26012004_28828.shl" target="_blank">pensar fora da caixa</a>&#8216; (do inglês <em>out-of-box</em>), ou seja, fugir do convencional, ir na contramão de idéias pré-estabelecidas, fazer mais do que se espera para alcançar o inusitado.</p>
<p>Se você trabalha com cinema, os filmes são sua única fonte de referência? Se trabalha com quadrinhos, só busca notícias sobre isso? Se você é designer, olha apenas o trabalho de outros designers ou inspira-se em uma música? Se você é escritor, que outras referências tem além de livros? Por que um comentarista esportivo não poderia, sei lá, citar Schubert?</p>
<p>Seja você patrão ou empregado, advogado ou faxineiro, o que o torna diferente dos outros? O que você faz para se destacar do convencional? De onde vem a inspiração que o torna único?</p>
<p>Você pensa fora da caixa?</p>
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		<title>O erro zero</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 16:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Fuçando em algumas gavetas, encontrei meu caderno de anotações da época em que trabalhei em uma agência de marketing cuja experiência relatei nesta crônica anterior. O dono da agência marcava reuniões semanais e discorria sobre fórmulas para alcançar o que ele chamava de ‘erro zero’, ou seja, entregar um trabalho impecável do começo ao fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fuçando em algumas gavetas, encontrei meu caderno de anotações da época em que trabalhei em uma agência de marketing cuja experiência relatei <a title="Leia o meu texto anterior sobre a agência" href="http://www.emiliocalil.com/blog/?p=96" target="_blank">nesta crônica anterior</a>. O dono da agência marcava reuniões semanais e discorria sobre fórmulas para alcançar o que ele chamava de ‘erro zero’, ou seja, entregar um trabalho impecável do começo ao fim, sem retoques ou retrabalhos.</p>
<p>Acredito ser impossível obter ‘erro zero’ o tempo todo, visto que há muitas variantes. Mas a busca por esse resultado torna o trabalho indiscutivelmente melhor. Resolvi, então, fazer um resumo dessas lições e compartilhá-las aqui. Independente da sua profissão, creio que serão proveitosas. E sempre que você ler a palavra ‘cliente’, interprete-a como a pessoa que lhe pediu um serviço – seja um cliente real, seu patrão, seu colega de trabalho ou mesmo seu parente.</p>
<p><strong>Objetivo de um trabalho<br />
</strong>Gerenciar e entender as expectativas do cliente para evitar decepção. Para isso, realize projetos <em>tailor-made</em>, ou seja, o trabalho deve ser personalizado de acordo com as expectativas de cada cliente. Um trabalho não é bom se não atingir essas expectativas, por melhor que possa parecer a você.</p>
<p><strong>Gerenciamento de expectativas<br />
</strong>Se alguém lhe pediu algo, ele espera algo. E para entregar um trabalho que atenda a essa expectativa, deve-se seguir essas regras:</p>
<blockquote><p><strong>1 &#8211; Pergunte<br />
</strong>Obtenha o máximo de informações sobre o trabalho. Não se limite a fazer o que lhe pediram, pois nem sempre todas as informações estão claras. Questione prazos, tipo de trabalho, o que o cliente realmente espera do resultado, etc. Isso evita aquele famoso “mas você não me disse isso antes” no fim do trabalho.</p>
<p><strong>2 &#8211; Entenda<br />
</strong>Procure entender realmente o trabalho solicitado. Às vezes o cliente não sabe se expressar direito e o que parecia simples torna-se um vai-e-vem com coisas a acrescentar ou modificar. Um trabalho 100% compreendido é um trabalho 50% realizado.</p>
<p><strong>3 &#8211; Argumente<br />
</strong>Além de perguntar e entender, argumente. Se você sabe que o trabalho pode ser melhorado ou que essa não é a melhor maneira de fazê-lo, exponha suas idéias. Ainda que quem lhe solicitou o serviço tenha mais conhecimento, não significa que ele está sempre certo. Sugestões são ótimo exemplo de pró-atividade.</p>
<p><strong>4 &#8211; Posicione<br />
</strong>Explique ao cliente a forma como o trabalho será realizado com base nas informações que você extraiu dele. Diga que começará no dia tal, que utilizará estes ou aqueles recursos, se dividirá o trabalho em etapas ou que pode haver atrasos se depender de terceiros.</p>
<p><strong>5 &#8211; Dê feedback constante<br />
</strong>Não abandone o cliente durante o trabalho. Mantenha-o informado com relatórios diários, semanais ou mensais. Se surgirem contratempos, avise-o para evitar justificativas posteriores. As pessoas mudam de idéia e isso serve para que o cliente interaja com o trabalho, caso resolva mudar algo. Não espere terminar para ouvir “ficou bom, mas não vamos mais trabalhar com essa linha de produtos”.</p>
<p><strong>6 &#8211; Discuta resultados parciais<br />
</strong>Conforme o trabalho for progredindo, apresente os resultados e discuta se essa é a melhor forma de continuar ou se há outros caminhos. Antes de terminar, um trabalho sempre pode ser melhorado. Tudo o que vier depois da entrega é retrabalho por falta de comunicação.</p>
<p><strong>7 &#8211; Relate detalhadamente o resultado final<br />
</strong>Uma vez terminado o trabalho, apresente-o como se defendesse uma tese. Arme-se do maior número de informações para que não haja erros. Mostre o resultado e explique os objetivos alcançados. Se perguntarem “por que você pintou isso de verde?”, tenha à mão os feedbacks para dizer “porque no dia tal, na hora tal, nós dois concordamos que o verde era a melhor cor para isso”. Jamais fique sem argumentos.</p></blockquote>
<p><strong>O que não fazer<br />
</strong>As regras acima mostram como fazer um trabalho que atinja ou até supere as expectativas do cliente. Agora veremos as regras do que não se deve fazer:</p>
<blockquote><p><strong>1 &#8211; Não ache, tenha certeza<br />
</strong>Quando for expor sua opinião, baseie-se em fatos e não em impressões pessoais. Por preguiça, é comum dizermos “eu acho que não fabricam mais isso” ou “eu acho que não dá pra fazer dessa forma”. É muito melhor dizer “eu liguei lá e não fabricam mais isso” ou “eu sabia que você ia me pedir isso e já tentei, mas não é possível fazer dessa forma”.</p>
<p><strong>2 &#8211; Não espere, aja<br />
</strong>Nada pior do que ver algo errado e não fazer nada porque não lhe pediram pra fazer. Se o fornecedor não entregou o material, se o e-mail com os arquivos não veio, não cruze os braços esperando isso se resolver e muito menos diga ao cliente “eu não fiz porque você não me mandou o material”. Está faltando algo? Vá atrás, ainda que não seja sua função. Não deixe o trabalho morrer no seu colo por falta de ação.</p>
<p><strong>3 &#8211; Não espere que o cliente vá esquecer<br />
</strong>Às vezes, em meio a dezenas de trabalhos que o cliente solicitou, existe um que é complicado demais e que você pode não dominar muito bem. É comum correr com os outros e ir deixando esse de lado, mas o cliente não esquece. Portanto, se for difícil, peça ajuda, mas evite ser cobrado, semanas depois, por aquele trabalho em específico.</p>
<p><strong>4 &#8211; Não chute<br />
</strong>Não é porque você não possui todas as informações que vai ‘chutar’ uma resposta. Durante a execução do trabalho, pode haver dúvida se deve seguir pelo caminho A ou B. Não adivinhe a resposta. Melhor comunicar o cliente e, juntos, escolherem a melhor solução.</p>
<p><strong>5 &#8211; Não minta<br />
</strong>Algo deu errado. Pode ou não ser culpa sua, não importa. Diga a verdade ao cliente, em vez de inventar uma historinha que, cedo ou tarde, virá por terra. As informações giram rápido e você será pego na sua própria mentira.</p>
<p><strong>7 &#8211; Assuma responsabilidades e não se justifique<br />
</strong>Jamais fuja da responsabilidade ou arrume justificativas para um erro. Se o cliente lhe pediu algo, você é o responsável pelo trabalho – ainda que delegue funções a outros. Quem dá muita explicação, perde a razão. Não ponha a culpa neste ou naquele fator. Ao cliente não interessam os problemas que você enfrentou, mas sim se a expectativa dele foi alcançada.</p></blockquote>
<p>Todas as regras acima têm por objetivo uma única ação sobre o trabalho a ser realizado: Fazer uma vez só e bem-feito.</p>
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		<title>Ao professor, minha gratid&#227;o</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 01:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Disse em crônica passada que elogios nos incentivam a fazer um trabalho melhor. Mas há algo mais importante e que serve como indicador para melhorar o trabalho: as críticas. O elogio incentiva a fazer, a crítica mostra como fazer. Diz o ditado: &#8220;Quem me elogia é meu inimigo; quem me critica é meu professor&#8221;. Sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Disse em crônica passada que elogios nos incentivam a fazer um trabalho melhor. Mas há algo mais importante e que serve como indicador para melhorar o trabalho: as críticas. O elogio incentiva a fazer, a crítica mostra como fazer.</p>
<p>Diz o ditado: &#8220;Quem me elogia é meu inimigo; quem me critica é meu professor&#8221;. Sendo assim, tive muitos professores na vida. De parentes e amigos a chefes e desconhecidos, aprendi (e ainda aprendo) a enxergar meus defeitos. Não sou dono da verdade nem tenho opiniões imutáveis. Discordâncias são bem-vindas, pois abrem a mente para novos aprendizados. Relembro a seguir um de meus &#8216;professores&#8217;.</p>
<p>Trabalhei numa agência de marketing onde aprendi em um ano o que não aprenderia em quatro na faculdade. O diretor contratou-me como designer e jornalista. Fui logo avisando: &#8220;Sou melhor com design de web do que com impressos&#8221;. Estudei desenho técnico de comunicação, mas jamais fiz faculdade de desenho industrial. O que sei, aprendi fuçando em programas e observando outros profissionais. &#8220;Tudo bem&#8221; &#8211; disse ele. &#8220;Você cuida da web e eu contrato alguém para impressos&#8221;. Esse alguém jamais apareceu.</p>
<p>Como primeira tarefa, tive que criar um anúncio de revista &#8211; ou seja, material impresso. O design que um profissional levaria uma tarde para fazer, eu levei uma semana. Nervoso, cometia erro atrás de erro. &#8220;Vou considerar isso como adaptação no emprego, mas não pode se repetir&#8221; &#8211; disse ele. Lembrei-lhe da minha falta de experiência com impressos. &#8220;Bobagem, quem faz design pra web faz pra impressão e vice-versa&#8221; &#8211; retrucou. Eu sequer sabia fechar arquivo para gráfica ou criar faca especial, então ficava aterrorizado.</p>
<p><img class="alignright" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/triangulo.png" alt="" /> Toda segunda-feira tínhamos reunião logo cedo para definir projetos da semana, onde ele dissertava sobre métodos de trabalho. Um que não esqueço era o triângulo da eficiência: <strong>Qualidade</strong>, <strong>Tempo</strong> e <strong>Preço</strong>. Dizia que o trabalho perfeito equalizava esses três pontos. Se pendesse mais para um, os outros seriam prejudicados. Por exemplo, se fizéssemos algo rápido e barato, a qualidade seria inferior. Se priorizássemos qualidade, demandaria mais tempo e seria mais caro. Ao lado reproduzo o gráfico que ele costumava desenhar. Ainda hoje busco sempre esse ponto de equilíbrio em meus trabalhos. Ele também criticava ações comerciais das grandes empresas, dizendo que não faziam bom trabalho de marketing e que ele possuía os meios necessários para promover melhores vendas.</p>
<p>O diretor tinha alto nível de perfeccionismo. Tudo o que eu fazia era criticado. Verdade que fiz muita besteira, mas depois melhorei. As críticas vinham diariamente e eram pesadas. Ele criticava a mim e ao programador que trabalhava comigo, debatendo códigos, até. Se disséssemos que algo era impossível, ele pegava o trabalho pra si e fazia o impossível. Depois ouvíamos belos sermões &#8211; e com razão. Mas o que lhe sobrava em conhecimento técnico, faltava no trato com funcionários.</p>
<p>Não poucas vezes, recebi longos e-mails dele, literalmente acabando comigo, dizendo que eu não tinha técnica, que meu trabalho não era &#8216;vendedor&#8217; e que eu teria de provar por que deveria continuar lá. Houve dias em que encontrava minha noiva depois do trabalho, caía em seu colo e dizia &#8220;não agüento mais, sou muito burro&#8221;, quase chorando de ódio. Como eu, sozinho, era o departamento de criação (fazia toda a arte e textos), era difícil acertar sempre. Mas aprendi a me antecipar às expectativas dele, dando o máximo de mim. Nessa época os ataques diminuíram &#8211; houve até elogios. Jamais rebati suas críticas. Ainda que eu tivesse razão, assumia a culpa e refazia o trabalho, afinal, o resultado ficava melhor. E perdi o medo de design de impressos.</p>
<p>Quando achei que estava indo bem, ele mudou as regras. Contratou outro designer e me deixou como jornalista de um site de automobilismo. Reduziu o salário pela metade e me propôs vender anúncios do site para compensar a diferença. Desnecessário dizer que jamais vendi anúncio sequer. Esse nunca foi meu <em>métier</em>. Se em design era ruim, em vendas fui um desastre. E escrever sobre algo que não gostava e não tinha conhecimento gerou mais críticas ao meu trabalho. &#8220;Com ou sem você, o site vai decolar&#8221;, dizia ele. Claro que isso anunciava algo que eu não ia esperar acontecer. Naquela época já disparava currículos. Tinha que sair de lá.</p>
<p>Assim, consegui novo emprego e mantive o site como <em>freelancer</em>. E pouco depois veio irrecusável proposta de outra empresa. Porém, o novo volume de trabalho me impediria de continuar com o site. Expliquei ao diretor da agência que pararia de escrever, senão o trabalho sofreria queda de qualidade. A resposta ainda ecoa na minha mente: &#8220;Piorar ainda mais é impossível, Emílio&#8221;. Mesmo assim, para não deixá-lo na mão, indiquei um amigo para a vaga. Esse amigo durou uma semana lá.</p>
<p>Adquiri trauma profundo daquele diretor. Sua simples presença na sala minava minha confiança. Este trauma carrego até hoje. Pensar em encontrá-lo por aí me assusta. Dá a impressão que ele me cobrará algum trabalho.</p>
<p>Mas isso foi positivo. Hoje exijo o mesmo perfeccionismo que ele me exigia. Não me contento com o &#8216;bom&#8217;, busco o &#8216;ótimo&#8217;. Sou incapaz de ir pra casa tendo trabalho inacabado e faço as coisas com paixão. Isso me rendeu muitos elogios na empresa, mas, de tanto que já fui criticado, eles soam sem importância. Claro que fico feliz, mas devo esses elogios às críticas daquele diretor. Ele é a minha referência. Quando crio algo, me coloco no lugar dele: &#8220;O que ele diria se visse isso?&#8221;</p>
<p>E com assombro soube que a agência dele fechou as portas neste ano. O pessoal que trabalhou comigo lá disse que ele passara quase oito meses investindo em coisas que não davam retorno &#8211; como o site de automobilismo. Um divórcio e a perda de clientes importantes o desnortearam, disseram, e iniciou-se o declínio rápido da empresa.</p>
<p>O leitor deve achar que nutro satisfação pelo ocorrido, depois de tudo o que passei. Só um imbecil se alegraria com isso. Espantou-me ver como alguém tão inteligente e perfeccionista, que criticava o marketing de multinacionais, não foi capaz de utilizar esse conhecimento a seu favor. Nem mesmo o triângulo da eficiência.</p>
<p>Mas o ocorrido serviu para que eu o visse de outra forma. Aquele que me criticava até assustar agora era um homem comum, com problemas. Sei que ele conseguirá se reerguer, ainda que não como empresário, mas em um bom emprego. Preocupo-me com os ex-funcionários &#8211; um deles foi pai ano passado. Tenho tentado ajudá-los com indicações.</p>
<p>O tempo que passei naquela agência serviu para que eu ganhasse confiança e dominasse mais assuntos. Estou longe de ser bom, mas aprendi a buscar o ótimo. Se hoje sou elogiado por exercer minha profissão com dedicação, comprometido com resultados e querendo sempre fazer melhor, devo grande parte disso às pesadas críticas de um ex-patrão, um dos melhores professores que já tive.</p>
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		<title>Intelig&#234;ncia subliminar</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 11:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda recebo comentários em meu artigo que fala dos boatos sobre a personagem Hello Kitty estar vinculada a pactos obscuros e coisas assim &#8211; você pode lê-lo aqui. Uns me agradecem por esclarecer o assunto, outros se enterram ainda mais, chegando até a sugerir que eu esteja a serviço de forças malignas para proteger a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda recebo comentários em meu artigo que fala dos boatos sobre a personagem <em>Hello Kitty</em> estar vinculada a pactos obscuros e coisas assim &#8211; você pode lê-lo <a title="Leia meu texto original" href="http://www.emiliocalil.com/blog/?p=19" target="_blank">aqui</a>. Uns me agradecem por esclarecer o assunto, outros se enterram ainda mais, chegando até a sugerir que eu esteja a serviço de forças malignas para proteger a verdadeira origem da personagem. Devaneios à parte, responderei as indagações que me fizeram para tentar lançar um pouco de luz ao tema. Transcrevo, <em>ipsi literis</em>, as perguntas, com minhas respostas na seqüência:</p>
<p><strong>Escreve Jhessika:</strong></p>
<blockquote><p>MAIS SE VC PEGAR UM ROTULO DA COCA-COLA E LER ELE DO AVESO VERA Q ESTA ESCRITO ALO DIABO. COMO SE EXPLICA ISSO?!?!?!?!</p></blockquote>
<p>Explico assim:</p>
<p><img class="alignleft" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/logo_coca.png" alt="" /></p>
<p>Cada um vê o que quer ou o que é induzido a ver. É como olhar formas nas nuvens. Eu enxergo &#8220;ALOC-ACOC&#8221;. Nem mais, nem menos. Até onde sei a <strong>Coca-Cola</strong> não possui nenhuma tubulação que extraia a bebida das profundezas do hades. Além do mais, isso de ler ao contrário só funcionaria em países de língua portuguesa ou espanhola, pois em inglês (predominante no mundo!), não teria significado algum. No máximo, você pode dizer que não é uma bebida saudável ou pode se juntar ao coro dos esquerdistas e xingar a coca de &#8220;líquido negro do capitalismo&#8221;.</p>
<p><strong>Pergunta Abel Izidoro dos Santos:</strong></p>
<blockquote><p>Olhe pode até ser que essa historia não tenha nada a ver, mas como você explica essas coisas horrendas que estão acontecendo no mundo atualmente? Pode ser que o mal queira que acreditemos em você?</p></blockquote>
<p>O mundo não está melhor hoje do que estava há 20 anos, e não estará melhor daqui a 20 anos do que está hoje. Rumamos a passos largos para um futuro onde a única certeza é que tudo piora. As &#8220;coisas horrendas&#8221; de que fala de fato vêm ocorrendo com mais freqüência. Mas responsabilizas uma gata branca com laço cor-de-rosa por isso? Se a eliminássemos do mundo cessariam as guerras, as tragédias, os assassinatos? Banir a <em>Hello Kitty</em> impediria vulcões de entrar em erupção ou que <em>tsunamis</em> destroçassem costas tropicais? Não é o homem &#8211; e unicamente o homem &#8211; responsável por suas ações? Ainda que se curve a sussurros nefastos de forças malignas, o livre arbítrio lhe permitiu escolher esse caminho. Serão uma marca de bebida ou um personagem de desenho mais responsáveis pelas desgraças mundiais do que o tráfico de drogas, a banalização do sexo ou a aniquilação dos valores morais da família? Isto ocorre por meio de  ideologias assassinas (não marcas ou personagens) que arrancam do homem a fé e a espiritualidade, tornando-o um ser insípido, sem esperança e escravo de suas vontades. Isso sim deveria ser repugnado, mas muitos defendem essas idéias com toda a paixão. E sobre acreditar ou não em mim, tens o livre arbítrio para decidir.</p>
<p><strong>Indaga Marcia Silva:</strong></p>
<blockquote><p>E sobre mensagens subliminares é verdade mesmo pois eu vi as fotos de filme da disney. é verdade mesmo ou é mais um engodo, ou foi pura montagem?</p></blockquote>
<p>Leia a resposta abaixo dada à Amanda.</p>
<p><strong>Diz Amanda:</strong></p>
<blockquote><p>olha eu acredito que a disnei e satanismo i pornagrafia infantil e [...] rei leao e principalmente pequena seria que e pura pornagrafia infatil olha na capa presta atençao vc vai ver um orgam sexsual do homen no castelopode dizer que e mentira e tudo tal mais ok percebe isso e a xuxa e ridicula ela especialmente fez pacto</p></blockquote>
<p>Faltou mencionar a &#8216;faquinha do Fofão&#8217;. E também faltaram vírgulas, pontos, acentos e obedecer a todas as regras gramaticais. Acho divertido quando me perguntam coisas como se eu fosse um especialista no assunto. Não sou. Apenas me dei ao trabalho de ir atrás da veracidade do caso da <em>Hello Kitty</em>. Só isso. Sobre a <em>Pequena Sereia</em>, já conhecia essa história.</p>
<p><img class="alignright" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/peq_sereia.jpg" alt="" /></p>
<p>Existem duas versões desse desenho (como se vê ao lado) e, de fato, a imagem da esquerda assemelha-se ao órgão sexual masculino. Numa pesquisa rápida, encontrei duas explicações para isso. A primeira diz que o artista havia brigado com a <strong>Disney</strong> e, deliberadamente, desenhou um pênis no castelo. A segunda, mais aceitável, diz que o artista havia feito o pôster do filme para o cinema sem perceber a semelhança e, mais tarde, quando começou a se falar no assunto, ele refez o desenho para a capa da fita VHS. Daí as duas versões da imagem. Se essas histórias são falsas ou verdadeiras, ou se há outra explicação, jamais saberemos ao certo. Pode-se acreditar ou não. Melhor ainda, dê um pulo na locadora e confira de perto o desenho.</p>
<p>Sobre a questão de mensagens subliminares, como músicas tocadas ao contrário ou imagens transmitidas em frações de segundo, confesso que já acreditei mais nisso do que hoje. Aliás, jamais sofri o efeito dessa técnica ou conheci pessoa suscetível a isso. Quem estuda marketing conhece a história de um filme no qual foram intercaladas imagens com os dizeres &#8220;beba coca-cola&#8221; e que, ao término da exibição, as vendas do refrigerante no cinema aumentaram consideravelmente. Eu mesmo acreditei nisso. Mas vejamos:</p>
<blockquote><p>A história do cinema, da coca-cola e da pipoca é uma farsa, admitida pelo próprio autor em uma entrevista publicada em 1962. E ninguém, nem mesmo o próprio <strong>James Vicary</strong> (o autor), conseguiu reproduzir a experiência até hoje.</p>
<p>Estímulos sensoriais abaixo do limiar de percepção objetivo, ou seja, fora do alcance dos sentidos, como um som fraco demais para ser captado pelo ouvido ou ininteligível como uma mensagem reversa, ou uma imagem rápida demais que não possa ser captada pelo olho, não causam absolutamente nenhum efeito a quem for sujeitado a eles.</p></blockquote>
<p>Esses parágrafos foram extraídos de um excelente artigo que pode ser lido <a title="Leia o texto e aprenda mais." href="http://www.pesquisapsi.com/linhacetica/article/47/mensagens-subliminares" target="_blank">aqui</a> &#8211; obrigatório para desmistificar muitos boatos. Claro, você também pode dar vazão à sua paranóia e ficar com medo de folhear revistas se der uma olhada <a title="www.mensagemsubliminar.com.br" href="http://www.mensagemsubliminar.com.br/" target="_blank">neste site</a>. Tudo é questão de bom senso e de se buscar a verdade acima dos mitos que circulam pela Internet.</p>
<p>Devo ressaltar que não ignoro a mensagem subliminar e seu uso na propaganda, mas questiono, sim, a eficácia desse método. Da mesma forma, também sei que há pessoas que pendem para o mal, para práticas torpes e inenarráveis. Acontece que, quanto mais se fala no assunto, quanto mais se espalham tais notícias, mais forças elas ganham. Se a única &#8216;evidência&#8217; é a opinião de um amigo ou o texto recebido por e-mail, melhor faríamos ficando quietos em vez de sair acusando este ou aquele de algo que sequer podemos provar.</p>
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		<title>Festival de besteiras</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 05:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
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		<description><![CDATA[Ano passado escrevi um texto desmentindo uma mensagem que circulou por um tempo nos e-mails de muita gente, na qual se avisava que o 13º salário seria extinto. Pura bobagem que não tinha utilidade nenhuma a não ser se beneficiar de leitores desavisados e fazer-lhes a cabeça para se tornarem adeptos dos terroristas partidos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado escrevi um texto <a href="http://www.emiliocalil.com/croni/33_13salario1.html" target="_blank">desmentindo uma mensagem</a> que circulou por um tempo nos e-mails de muita gente, na qual se avisava que o 13º salário seria extinto. Pura bobagem que não tinha utilidade nenhuma a não ser se beneficiar de leitores desavisados e fazer-lhes a cabeça para se tornarem adeptos dos terroristas partidos de esquerda.</p>
<p>Agora, uma idiotice semelhante chamou minha atenção na última semana, forçando-me a pesquisar melhor um assunto que, apesar de ridículo, merece uma explicação para que os ingênuos não saiam por aí acreditando em engodos infantis sem nem mesmo procurar saber se a informação que lhes chega é verídica.</p>
<p>Para vocês entenderem: Conversava com minha noiva semana passada e ela me perguntou se eu conhecia a história da <em>Hello Kitty</em>. &#8220;Que história?&#8221;, perguntei. &#8220;A história de uma mulher que tinha um filho com câncer na boca e vendeu a alma para curá-lo e, em troca, criou a <em>Hello Kitty</em> como uma marca para espalhar pelo mundo a imagem do mal&#8221;. É provável que vocês, leitores, já tenham ouvido falar nisso, mas para mim a coisa era novidade. Tudo começou porque minha noiva colocou um papel de parede da <em>Hello Kitty</em> no micro do trabalho, e seus colegas a advertiram sobre a &#8220;verdadeira&#8221; história por trás da tal gata.</p>
<p>Comecei, então, uma busca sobre o assunto e encontrei a seguinte explicação, perdida em um site:</p>
<blockquote><p>Havia uma menina de cerca de 14 anos q estava em fase terminal de câncer de boca. Os médicos já haviam tirado todas as esperanças da família em relação à cura da garotinha.</p>
<p>A mãe da menina, desesperada, tomou uma decisão insana. Fez um pacto com o demônio: consagrou a menina ao demônio para que ele a curasse e, como promessa, criaria uma marca que afetaria todo o mundo (no caso, a <em>Hello Kitty</em>).</p>
<p>Posteriormente o demônio curou a garotinha, e a mãe cumpriu o que havia prometido: criou a <em>Hello Kitty</em>.</p>
<p>A palavra Hello, em inglês, quer dizer &#8220;olá&#8221;, e a palavra Kitty, de origem chinesa, quer dizer &#8220;demônio&#8221;. Logo, <em>Hello Kitty</em> quer dizer: &#8220;Olá demônio&#8221;.</p>
<p>Vocês podem perceber que a <em>Hello Kitty</em> não tem boca, devido ao caso da garotinha ter o câncer de boca.</p>
<p>A <em>Hello Kitty</em> é um símbolo da Nova Era. A Nova Era é uma seita que vai contra todos os princípios de Deus. Ela busca criar símbolos &#8220;bonitinhos&#8221; para agradar a todos.</p></blockquote>
<p>Esse texto é uma das coisas mais absurdas e desconexas que já li. Um verdadeiro festival de besteiras cujo único propósito me parece ser desacreditar a Sanrio, empresa detentora da marca da <em>Hello Kitty</em>. Em primeiro lugar, não existe referência a essa história em lugar algum a não ser sites brasileiros. Procurei em sites americanos, franceses, espanhóis e italianos e nada. Para uma história que se pretende verídica, o mínimo que se espera é que tenha repercussão mundial. Ou será que nós, brasileiros, fomos os únicos a ter acesso a tal revelação?</p>
<p>Nutro esperanças de que nenhum brasileiro se aventure a divulgar essa besteira em outros países e nos faça passar vergonha, pois, já disse aqui antes que nós não monopolizamos a estupidez, mas nos esforçamos para conquistar esse título.</p>
<p>Voltando à história da <em>Hello Kitty</em>, diverte o fato de misturarem dois idiomas diferentes (inglês e chinês) para explicarem a origem do nome da gata. A tradução de &#8220;hello&#8221; está certa, mas o &#8220;kitty&#8221; é de doer &#8211; especialmente porque a empresa Sanrio é japonesa. Ainda assim, existem duas palavras que significam demônio em chinês: &#8220;wu gui&#8221; e &#8220;wu mo&#8221;. A primeira é composta pelos ideogramas que significam &#8220;mal&#8221; + &#8220;diabo&#8221;. A segunda é composta por &#8220;mal&#8221; + &#8220;magia&#8221;. Em mandarim são &#8220;e-gui&#8221; e &#8220;e-mo&#8221;. A palavra &#8220;kitty&#8221; não significa demônio em nenhum idioma do planeta.</p>
<p><img class="alignright" title="Para quem nunca viu, aqui está a boca da Hello Kitty" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/kitty.jpg" alt="" /> O fato da <em>Hello Kitty</em> não ter boca é outra palhaçada. Quem conhece desenhos japoneses sabe que muitas vezes os artistas suprimem a boca dos personagens para destacar a expressão nos olhos &#8211; a boca fica subentendia. É coisa comum por lá. Desde a primeira vez que vi o desenho da tal gata, jamais pensei que ela não tinha boca, mas sim que estava de boca fechada. A imagem ao lado mostra que, quando necessário, a gata usa sua boca.</p>
<p>O último parágrafo, que faz referência à &#8220;nova era&#8221;, parece estar ali gratuitamente. Não é auto-explicativo e nem possui referência que justifique tal afirmação. Triste é ver menções a Deus em besteiras assim, apenas para tentar dar credibilidade às insanidades.</p>
<p>Em tempo: A <em>Hello Kitty</em> é o bem sucedido resultado do trabalho da designer <strong>Ikuko Shimizu</strong> para a empresa <a href="http://www.sanrio.com/" target="_blank">Sanrio</a>, sediada em Tóquio, Japão. Os primeiros itens foram lançados no mercado em 01 de novembro de 1974. Um ano depois, Ikuko Shimizu deixou a empresa e foi substituída por <strong>Setsuko Yonekuboe</strong>. Desde 1980 a responsabilidade pelo design da personagem é de <strong>Yuko Yamaguchi</strong>.</p>
<p>Fica claro que essa mensagem absurda é uma forma de protesto contra o sucesso da marca. Não é novidade, especialmente no Brasil. Estamos tão acostumados à corrupção e mediocridade que, quando um conhecido é promovido na empresa ou alcança um sucesso financeiro, perguntamos quem ele roubou para chegar aonde chegou. Mérito próprio, esforço, dedicação, reconhecimento pelo trabalho e até uma bênção estão fora de questão.</p>
<p>O mesmo vale para outras marcas famosas. O fato de multinacionais como Coca-Cola e Microsoft serem detentoras de enorme sucesso econômico só pode ser porque seus líderes fizeram algum pacto maligno para serem bem sucedidos. Já que nós não temos capacidade para nos igualar a eles, atiremos pedras.</p>
<p>Não digo que não existam pessoas que façam pactos ou vendam a alma visando sucesso pessoal &#8211; afinal, o que não falta no mundo é a tendência para o mal. Mas estes são pobres coitados que chafurdam em sua própria desgraça. Entretanto, cabe o mínimo de bom senso a quem se pretende culto e civilizado para discernir uma história verdadeira de um boato ridículo e sem fundamento.</p>
<p>Portanto, se você está com medo de usar uma mochila da <em>Hello Kitty</em> ou vira o rosto quando vê a imagem da gata estampada em algum lugar, pode respirar aliviado. Ela é apenas fruto de uma idéia de marketing. Seria bom se nós, antes de amaldiçoarmos as trevas, lembrássemos primeiro de agradecer pela luz.</p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><em>Foto: Cartoon Network</em></span></p>
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