03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

A história do bauru

Posted by Emilio Calil On setembro - 3 - 2009 1 COMENTARIO

Não contentes em debater sobre a origem do bauru e seu controverso ingrediente, o picles, resolvemos ir à fonte do problema: a lanchonete Ponto Chic, onde o bauru foi inventado. Uma vez lá, pude notar que o cardápio continha a história do lanche, mas em momento algum mencionava o picles, fato comprovado pelo colega Renato Lombardero. O amigo Felipe Marx vai além e questiona a própria origem do criador do bauru, Casemiro Pinto Neto. Por fim, já indo embora, James Salinas se depara com um mural onde estava afixada a cópia de uma lei municipal que determinava os ingredientes do bauru. E lá estava o picles. Essa epopéia toda pode ser conferida no vídeo abaixo:

Mas eu não me dou por vencido. Um sanduíche que precisa recorrer a leis municipais para garantir a integridade de seus ingredientes é, no mínimo, suspeito. Muitos se deram por satisfeitos após conferirem a tal lei, mas para mim essa história ainda não acabou.

Blú Bistrô

Posted by Emilio Calil On setembro - 1 - 2009 1 COMENTARIO

Faz exatamente um ano que estou querendo almoçar num bistrô aqui perto da empresa, em Perdizes. É o Blú Bistrô, que chamou minha atenção depois de ler este artigo. E sempre que decidia ir com o pessoal lá, alguma coisa atrapalhava e acabávamos desistindo, até que esqueci completamente do lugar.

E não é que hoje alguém lembrou do Blú? Finalmente conseguimos almoçar lá. Como eu esperava, o bistrô é muito bacana, ambiente aconchegante e a comida é ótima. Faltou apenas o vinho para ser perfeito, mas em horário de trabalho não dá. Voltarei num final de semana desses para o almoço realmente completo. O preço é razoável, ligeiramente acima da média dos restaurantes da região – mas o lugar também está acima da média, então compensa. Não dá pra almoçar lá todo dia, mas vez ou outra é possível. De preferência quando se pode esticar um pouquinho a hora do almoço, pois esse não é um lugar onde se deve comer com pressa.

Enfim, fica a dica para quem quer comer bem na região de Perdizes. E aproveitem, pois o Blú faz parte do evento Restaurant Week, então, até o dia 13 de setembro é possível saborear pratos mais refinados por valores mais acessíveis do que os convencionais.

Para saber mais sobre o Blú Bistrô, basta acessar o site www.blubistro.com.br. Abaixo, fotos da casa:

Comendo números

Posted by Emilio Calil On fevereiro - 19 - 2009 7 COMENTARIOS

Nesta sou obrigado a concordar com o Cristaldo. Entra ano, sai ano e bebidas e alimentos mudam seu status de ‘saudável’ para ‘prejudicial’ da noite pro dia. Até um tempo atrás, ovo era um veneno repleto de colesterol. Depois, descobriram que o colesterol do ovo é bom para a saúde e pronto, todo mundo tem que comer ovo.

Agora a vítima da vez é o vinho. De saudável e benéfico para o coração, tornou-se “altamente cancerígeno”, segundo pesquisa francesa. É preciso ter muita paciência para aturar os resultados estúpidos de pesquisadores imbecis. Resultados esses que amanhã já terão mudado, por sinal. Aliás, outra coisa que me incomoda: Até hoje nunca soube de ninguém que teve problemas de saúde por beber coca-cola, e olha que desde pequeno ouço dizer que isso é um “veneno”.

Que devemos ter alimentação saudável, concordo. Mas como manter essa alimentação baseados nessas pesquisas? Ora um determinado alimento faz bem, ora faz mal. Se formos seguir o que dizem todos os médicos e nutricionistas (que por sinal nunca estão de acordo entre si), é provável que acabemos mais fracos e doentes do que quem se entope de gordura o dia inteiro.

Eu, particularmente, me recuso a comer acompanhado de uma tabelinha nutricional, contando as exatas calorias de cada alimento que coloco no prato: “Puxa, tenho que consumir 0,12 Kcal deste único tomate, então de acordo com a tabela, preciso deixar o palmito de lado”. Ora, isso não é comer, é viver em paranóia com números!

Comer, para mim, é um dos maiores prazeres que vida oferece. Não digo aquele almoço corrido do trabalho, em que se engole qualquer coisa em poucos minutos, mas uma refeição demorada, onde saboreamos o prato que nos apetece com calma, regado a bom vinho e sempre em cumplicidade com alguém que gostamos. Comer é quase um ritual, e não apenas uma forma de saciar a fome e repor as energias.

Que todos esses pesquisadores, médicos e nutricionistas me desculpem, mas cada vez que emitem uma opinião sobre o que se deve ou não comer, minha confiança na ciência despenca vertiginosamente. Se eles – por algum motivo -são contra bebidas alcoólicas, frituras, carnes, massas, molhos, temperos ou refrigerantes, que não os consumam. Mas não venham querer privar o resto da humanidade de tudo isso, sendo que a própria realidade depõe contra essas pesquisas.

Se no fim vamos todos morrer, eu pretendo partir deste mundo feliz e com a certeza de estar gastronomicamente satisfeito.

O preço de um sorriso

Posted by Emilio Calil On janeiro - 7 - 2009 4 COMENTARIOS

Na rua da empresa onde trabalho há um pequeno café de esquina. É nosso point das tardes. Lá pelas 16h ou 17h corremos lá para um cafezinho, doces e bate-papo. O lugar foi batizado de ‘Tia Rica’ devido aos altos preços que cobrava. Trocou de dono já há algum tempo, os preços melhoraram um pouco, mas o apelido continua – confesso que nem sei o nome real do lugar.

As atendentes garantem momentos de humor com comentários pitorescos sobre o cotidiano. E são honestas a ponto de dizer: “Ih, não pega esse quindim, está aí há dias. Mas a torta de limão é de hoje”. Um atendimento que faz diferença e garante nosso retorno quase diário.

Limítrofe ao café, abriu recentemente um estacionamento. Estacionamento é exagero. É um corredor estreito, onde cabem uns dez carros na diagonal. Virou moda na região estacionamentos não possuírem mais vagas para mensalistas – afinal, por que cobrar R$ 100 mensais de um veículo que ficará ocupando espaço de outros que pagam R$ 15 por dia? Esse novo estacionamento não é diferente. Mas apesar de pequeno, está estrategicamente bem posicionado na rua e chama atenção de muitos que lutam por um espacinho para estacionar.

O manobrista desse estacionamento, entretanto, é um verdadeiro bronco. Não faz questão de ser gentil, quase não conversa com os clientes e passa a maior parte do dia em pé, braços cruzados, encostado na porta do café da esquina. Soube de pessoas que deixaram o carro com ele e envolveram-se em bate-boca.

Nessa terça houve problemas com a internet na empresa e, como meu trabalho depende cem por cento da web, saí pra tomar café. E lá estava o manobrista-neandertal, feito lagartixa na parede. Enquanto eu estava entretido com minha xícara, um carro parou na esquina. Lá de dentro, uma mulher olhou para o manobrista e perguntou: “Olá, vocês têm vagas para mensalistas?”. Ele, sem mover a cabeça nem descruzar os braços ou tirar o pé da parede, resmungou: “Só diária”. A mulher do carro quase se desculpou por ter feito a pergunta e foi embora. Uma das atendentes do café brincou: “Que horror, hein? Vai ser grosso assim lá longe! Custava ser gentil com a mulher? Mas nem um sorriso?”.

Ele respondeu: “Sou pago pra manobrar carros, não pra sorrir”. Engraçado como uma simples parede separa dois estabelecimentos com atendimentos tão distintos. Eu já comentei antes aqui sobre pessoas que fazem somente aquilo pelo qual são pagas pra fazer, mas às vezes até eu me espanto.

Qual será o valor a ser acrescido no salário do sujeito para que ele mostre os dentes além de manobrar carros?

Duas garrafas de Bolla e ó…

Posted by Emilio Calil On julho - 24 - 2008 1 COMENTARIO

Andei procurando alguns livros sobre vinhos para aprofundar meus conhecimentos – ou iniciá-los, já que sei quase nada sobre esse universo. Fucei em blogs e sites especializados e montei uma lista considerável de publicações recomendadas sobre o assunto. Fui atrás desses livros e percebi que, assim como os próprios vinhos, o que é bom custa caro. A tal A bíblia do vinho, bem falada por sommeliers e enólogos, gira em torno de R$ 190 a R$ 130 – tudo bem, são 800 páginas, mas estava além do que pretendia gastar. Talvez mais pra frente. Os outros livros da lista também não saem por menos de R$ 60. Não que sejam demasiado caros, mas, para o momento, estão fora do orçamento. Se compro o livro, não sobra dinheiro para o vinho. Fiz uma rápida busca em sites de livrarias e encontrei centenas de livros sobre o assunto. Para um leigo como eu, a quantidade de opções mais atrapalha do que ajuda. Estava decidido a comprar um livro chamado Vinhos em 101 Dicas – Um Guia para o Enófilo Amador, a módicos R$ 20, quando novamente o fator preço me incomodou: Se um bom vinho custa caro, e um bom livro sobre vinhos também, valeria a pena investir nessa publicação? Na dúvida, não comprei. Mas ainda estou tentado a fazê-lo, afinal, é preciso começar de alguma forma.

Então, voltando ontem do almoço com o pessoal do serviço, paramos em uma banca de jornal – há séculos não fazia isso. Enquanto folheava uma ou outra revista, notei, entre os lançamentos da semana, um pequeno livro preso a um display de papelão, onde se lia “Degustação de Vinhos“. Peguei o exemplar em mãos. Capa dura, acabamento bacana, papel de boa qualidade, fotos coloridas. Mas não era muito extenso. Então notei que se tratava, na verdade, do primeiro fascículo de uma coleção e não de um livro único. Preço: R$ 15. Quando pedi mais informações ao jornaleiro, ele me disse que o segundo fascículo, Vinho Tinto, também estava disponível. Para minha surpresa, o valor do primeiro número era ‘promocional’, já que o segundo (e todos os seguintes) custava R$ 25. Como o jornaleiro também se mostrou apreciador de vinhos e bastante amigável, me fez a segunda edição pelo mesmo preço da primeira. Arrematei-as. Essa coleção chama-se Curso de Vinhos e pertence à editora espanhola Folio – a impressão da versão brasileira é feita na Catalunha. Ao todo são 10 fascículos, cada um abordando uma faceta do vinho: tinto, branco, espumantes, combinações com comida, para sobremesas, etc. Ainda não parei para ler e dar minha opinião, provavelmente só terei tempo no final de semana. Se os dois primeiros forem bons, tento comprar o resto da coleção.

Antes de ir, o jornaleiro tentou esticar o papo: “Vinho é bom, né? A minha esposa aqui e eu adoramos. Domingo passado levamos duas garrafas de Bolla pro motel e ó…”. Fascinante, além de aprender sobre vinhos, também tomei conhecimento das atividades sexuais do jornaleiro.

Comendo e aprendendo

Posted by Emilio Calil On junho - 13 - 2008 4 COMENTARIOS

Dia dos Namorados. A cidade completamente congestionada à noite e nenhum restaurante com menos de 1 hora – no mínimo – de espera para entrar. Não está fácil sair para jantar em datas especiais em São Paulo. Ainda assim encontrei, quase por acaso, ótimo lugar para aproveitar a noite fria ao lado da minha noiva: a Pizzaria Valentina, no Tatuapé. O lugar já foi um restaurante chamado Jardim Anália Franco, mas, apesar de muito bom, tinha pouco movimento e fechou, dando lugar à pizzaria, que parece fazer mais sucesso.

Ambiente aconchegante em estilo rústico e à meia-luz. Ou seja, propício para casais. A espera estava entre 30 e 40 minutos – suportável perto do que já havíamos encontrado. Recomendo vivamente a quem deseja passar bons momentos junto a alguém especial ou mesmo com amigos. Enquanto esperávamos nosso pedido, fui ao buffet de antepastos dar uma olhada nos queijos, frios, pães e patês disponíveis. Bem completo e variado. Fiz um prato e voltei à mesa. Um italiano nos fez companhia durante a noite e tornou tudo ainda mais agradável e ‘alegre’.

Enquanto provava os queijos com vinho, pensei comigo mesmo que adoro essa culinária que reúne ingredientes simples para criar uma refeição com ar sofisticado. Esse tipo de cozinha tem um nome: bistrô. Adoro bistrôs. Por mim, nem precisava das pizzas – apesar de estarem ótimas. O conceito dos bistrôs originou-se na França, mais precisamente em Paris. Antigamente, em Paris, os bistrôs serviam como extensão da sala de estar da família e, depois, se tornaram esses pequenos restaurantes para refeições frugais. Nos bistrôs, as pessoas não sussurram, falam alto, e os fregueses são chamados pelo 1º nome – quase um boteco, mas com um pouco mais de elegância. Nesse tipo de estabelecimento, a convivência e as relações pessoais têm tanta importância quanto a qualidade do serviço.

Ao pensar nisso, imediatamente lembrei de uma série da BBC sobre Paris que estou assistindo. É relativamente recente – 2005 ou 2006, se não me engano. A historiadora da arte, Sandrine Voillet, ciceroneia os telespectadores pela cidade-luz, revelando a história tempestuosa, a beleza imortal e a alma boêmia dessa capital apaixonante. Arte, gastronomia e cultura se fundem em um belo documentário dividido em três partes: City of Dreams, Blood and Chocolate e Bohemian Rhapsody. Infelizmente a falta de tempo ainda não me permitiu sair do primeiro capítulo.

Mas falava de bistrôs. Pois bem, no documentário Sandrine visita um bistrô e o animado garçom explica a origem dessa palavra que, até então, eu acreditava ser francesa. A palavra ‘bistrô’ tem origem russa. Na época em que Pedro, o Grande expulsou Napoleão de Paris e suas tropas ocuparam a cidade, os soldados russos iam aos restaurantes e, com medo de serem vistos pelos seus superiores, gritavam “bistrô! bistrô!”, que significa “rápido! rápido!” em russo. Talvez isso não seja novidade para alguns leitores, mas foi para mim.

Acho fascinante descobrir coisas desse tipo. A gastronomia está intimamente vinculada à história da humanidade. E boa gastronomia rende boas histórias. O tempo que ficamos na Valentina foi mágico e o ambiente certamente remeteu-me aos bistrôs de Paris e à vontade de degustar os pães, queijos, patês e vinhos lá na terra de Descartes. Enquanto isso ainda não é possível, fico com o documentário da BBC. Tentei encontrá-lo aqui no Brasil, mas sem sucesso, portanto, se o leitor estiver interessado em passear pela França através da telinha do computador, indico nos links abaixo a opção de download dos arquivos torrent para os três vídeos (cada parte tem 697 MB) do documentário. Ele é falado em inglês e legendado em inglês quando há diálogos em francês. Mesmo quem não entende nem um nem outro idioma consegue pegar o sentido do documentário. E se não entender, aproveita o visual.

[BBC] Paris: City of Dreams (1 de 3)
[BBC] Paris: Blood and Chocolate (2 de 3)
[BBC] Paris: Bohemian Rhapsody (3 de 3)

Música e vinho

Posted by Emilio Calil On maio - 14 - 2008 COMENTAR

Estudo afirma que música pode afetar sabor do vinho. Uma pesquisa realizada por psicólogos afirma que tomar vinho enquanto se escuta um determinado tipo de música pode afetar a forma como se percebe o sabor da bebida.

A notícia completa você lê aqui.

Ainda a cantina

Posted by Emilio Calil On maio - 5 - 2008 COMENTAR

O leitor Fabio me corrije a respeito do dono da ‘Cantina Bizarra’ (Trattoria del Michele), que relatei anteriormente. Parece que o verdadeiro ‘Don Michele’ não é o que hoje toca o negócio. O que também não tira o charme peculiar do lugar. Mesmo assim, grato pela informação, Fabio.

O retorno à Cantina Bizarra

Posted by Emilio Calil On abril - 4 - 2008 4 COMENTARIOS

Já falei sobre alguns lugares pitorescos onde costumamos almoçar aqui perto do serviço. Volto a um deles, que parece ter despertado curiosidade nos leitores. É a famosa ‘Cantina Bizarra’, também conhecida como Trattoria del Michele, localizada no número 792 da rua Turiassú, em Perdizes.

É uma cantina simples, sem grandes pretensões, que passa despercebida se você não a estiver procurando. Ficou fechada em dezembro passado para reformas. Quando reabriu, apenas as paredes estavam pintadas de verde e branco, em homenagem ao Palmeiras. Ou seja, mudou, mas não para melhor.

Toda a educação e finesse do proprietário, ‘Don Michele‘, também já relatei na crônica anterior. Grisalho, óculos pendurado no pescoço, camisa desabotoada até o umbigo e sandálias gastas, é a prova viva de que Darwin estava errado. Outro dia perguntamos quais os ingredientes de um determinado molho e o gentleman respondeu: “Olha aí na última página do cardápio que tá tudo explicado, assim vocês não ficam me perguntando”. Por outro lado, os garçons, em especial o Pelé, sabem atender bem e com bom humor. Não anotam o pedido em lugar algum e nunca erraram nossos pratos.

Em outra ocasião, mais recente, formos à cantina num dia bem quente. No teto, um ventilador desligado. Pedimos a Don Michele para ligar o ventilador. Ele nos indicou o interruptor na parede. Ligamos e… nada. Vendo o problema, Michele berra: “Pelé, traz a vassoura!”. E veio o Pelé, com a vassoura, e começou a bater nas pás do ventilador. Como que desperto de um sono milenar, o ventilador começou a se mover e fazer um ruído assustador, além de derramar poeira que parecia acumulada desde a época dos faraós. Estávamos refrescados, mas ficou o medo de morrermos decapitados caso o ventilador despencasse a qualquer momento.

Mas não se deixe levar pelas impressões. A comida do lugar é sensacional. Especialmente a lasanha à bolonhesa. Desde que a provei pela primeira vez, nunca mais consegui pedir outra coisa. Todos os pratos parecem ótimos, mas ir à ‘Cantina Bizarra’ e não pedir a lasanha é, para mim, impensável. Ultimamente as porções têm vindo um tanto desproporcionais – um mesmo prato vem em tamanhos diferentes na mesma mesa. Mas isso só serve para aumentar o folclore da casa. Dê uma chance a Don Michele.

O pior slogan do mundo

Posted by Emilio Calil On abril - 1 - 2008 1 COMENTARIO

Ontem almocei no shopping West Plaza. Enquanto decidia, lá na praça de alimentação, aonde iria comer, vi uns tapumes pintados anunciando para breve a abertura de uma nova franquia do Premiatto. Passaria despercebido, não fosse o slogan em amarelo pintado num fundo vermelho:

Fast food com sabor de slow food

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