07/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

O Pequeno Pardal

Posted by Emilio Calil On janeiro - 24 - 2010 1 COMENTARIO

De vez em quando, nas manhãs de sábado, gosto de levantar cedo e caminhar pelas ruas do bairro. Nenhum trajeto especial – deixo as pernas escolherem o destino. Numa dessas incursões, meses atrás, parei para fuçar alguns DVDs em promoção. Na gôndola, em meio a diversos títulos, vi o filme Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme – 2007) dando sopa. Como aprecio as músicas de Edith Piaf e já tinha ouvido falar bem dessa cinebiografia, não pensei duas vezes e arrematei-a.

Em seguida, parei para um café. Entre mordidas no pão de queijo, peguei o filme para ler a sinopse. Na hora de pagar a conta, o dono do café puxa conversa: “Notei que você está com o filme da Edith Piaf. É muito bom, minha esposa e eu adoramos. Você fez uma ótima compra”. Saí de lá duplamente feliz. Primeiro, pela certeza de ter comprado um bom filme e, segundo, pela boa conversa com o dono do café, de cultura admirável.

Mas por pura falta de tempo, o DVD acabou esquecido e empoeirado na prateleira, junto a outros filmes – alguns ainda lacrados – que comprei e esperam na fila para serem vistos. Pois bem, neste fim de semana consegui um tempinho e resolvi dar uma chance à La Môme Piaf (Pequeno Pardal).

Talvez o termo para descrever o filme deva ser usado no próprio idioma de Piaf: Ces’t magnifique! Conhecia pouco da vida da famosa cantora francesa e o que eu esperava era uma boa biografia musical e uma excelente atuação de Marion Cotillard, muito elogiada (e premiada) pela crítica internacional. Mas nem eu nem minha noiva estávamos preparados para uma tragédia. Acho que a vida de Edith Piaf pode ser definida assim: trágica. Trágica e ao mesmo tempo gloriosa. A impressão que se tem ao final do filme é que Piaf não conheceu a felicidade. Mesmo indo da pobreza à fama e fortuna, poucos momentos de sua vida parecem ter sido realmente felizes.

O filme possui uma sequencia cronológica linear que é permeada por flashbacks (e flashforwards), a fim de não perder tempo explicando demais certos detalhes. A fórmula funciona bem, mas em certos momentos a falta de explicação é um problema, como na cena do encontro com a cantora Marlene Dietrich, que me fez buscar mais detalhes na internet para entender.

A fotografia é soberba e a reconstituição da Paris dos anos 20/30/40 é impecável. Tão impecável que, juntamente com a atuação de Marion Cotillard (de levar às lágrimas), fica a impressão de que você não está vendo um filme, e sim uma janela para o passado em que presencia os fatos na vida de Edith tal como eles foram.

Enfim, fica a dica para quem está procurando um ótimo filme em que possa ‘entrar’ na história e se perder na vida de uma das maiores cantoras francesas de todos os tempos. Siga o conselho do dono do café sem medo: É uma ótima aquisição.

Abaixo, o trailer:

Highlander: Curiosidades

Posted by Emilio Calil On janeiro - 15 - 2010 10 COMENTARIOS

Quem me conhece sabe que sou fã da série Highlander (tanto dos filmes quanto da série de TV). E fã é uma desgraça, pois, mesmo que o produto final seja ruim, achamos uma forma de gostar da coisa – exceto, claro, o segundo (The Quickening) e o quinto filme (The Source); a esses não há fã que os defenda.

Fuçando em alguns arquivos outro dia, encontrei uma lista de curiosidades sobre os filmes e a série de TV que tinha guardado. Na falta de inspiração para escrever algo aqui, publico a lista a seguir. Eu, particularmente, gosto de saber dessas curiosidades, conhecer problemas técnicos enfrentados pela equipe ou ver como os atores reagiram a determinados conceitos. Enfim, segue a lista, que engloba o primeiro filme (1986), o terceiro (1994), o quarto (2000) e a série de TV (1992 a 1998).

HIGHLANDER (1986)

  • Clancy Brown quase declinou o papel do vilão Kurgan em virtude de sua alergia à maquiagem, o que o impediria de usar algumas próteses exigidas em certos momentos do filme.
  • Christopher Lambert passou um bom tempo com um professor de idiomas, desenvolvendo um sotaque que não parecesse muito estrangeiro (em inglês). Lambert não era fluente em inglês na época, seu único filme nesse idioma até então tinha sido Greystoke: A Lenda de Tarzan (1984), no qual ele pronunciou poucas palavras.
  • Algumas versões estrangeiras do filme incluem uma sequencia da Segunda Guerra Mundial que mostra Connor MacLeod resgatando a garotinha Rachel, onde ele diz "It’s a kind of magic". Mais tarde, Rachel tornou-se a secretária de MacLeod no loft de Nova Iorque. Essa cena foi incluída na “Immortal Edition” do DVD americano e também está presente no DVD brasileiro do filme.
  • Algumas cenas inéditas foram perdidas em um incêndio. A filmagem incluía uma sequencia onde o vilão Kurgan enfrenta o imortal Yung Dol Kim, trabalhando como segurança em um escritório. Kim, cansado de sua vida imortal, rende-se a Kurgan, que lhe arranca a cabeça. A versão “Director’s Cut” do DVD americano possui, em seus extras, algumas fotos dessas cenas perdidas no incêndio.
  • Na cena onde Connor arranca a cabeça de Kurgan, o diretor Russel Mulcahy tinha originalmente imaginado um dragão feito em animação (usando o elmo de caveira) que emergiria do corpo de Kurgan e desafiaria Connor novamente. Somente após derrotar o dragão-fantasma é que ele receberia o ‘quickening’ final e, então, o ‘Prêmio’. Essa ideia foi descartada devido a restrições de orçamento.
  • Durante a batalha final entre MacLeod e Kurgan no topo do estúdio Silvercup, é possível ver cabos no chão que puxam as letras de neon do letreiro. Depois de completar a filmagem, a produção descobriu que os danos feitos no set e no topo do prédio foram tantos, que seria impossível refilmar a cena.
  • De acordo com a tela do computador onde Brenda compara as assinaturas de várias certidões de nascimento de MacLeod, podemos ver que as identidades anteriores de Connor foram Adrien Montagu, Jacques Lefebert, Alfred Nicholson, Rupert Wallingford e Russel Nash.
  • Sean Connery e Christopher Lambert ficaram tão amigos durante as filmagens que eles chamavam um ao outro pelos nomes de seus personagens, mesmo quando não estavam filmando. Connery só retornou ao papel de Ramirez no segundo filme por causa da insistência pessoal de Lambert.
  • Entre diversos artefatos antigos no quarto secreto de MacLeod, é possível ver o chapéu e a roupa de Ramirez.
  • Apesar de não confirmado, dizem que a narração no início do filme, onde se ouve a portentosa voz de Sean Connery, foi gravada em um banheiro. O filme estava quase finalizado quando resolveram inserir a narração. Como estavam longe do estúdio, Connery teria se trancado num banheiro com o microfone, a fim de minimizar ruídos externos.
  • De acordo com o diretor, a luz feita em animação nos ombros de Connor quando ele recebe o ‘Prêmio’ foi inserida para disfarçar os cabos que o faziam levitar. Ironicamente, isso acabou tornando os cabos mais visíveis ainda – especialmente no DVD.
  • Rumores dizem que uma versão do filme exibida no Festival de Brussel mostrava um final ligeiramente diferente do convencional. Nessa versão, após a luta final, os demônios de animação circulando Lambert eram nitidamente vistos dizendo “thank you” (obrigado).
  • No filme, o ‘quickening’ é a absorção da energia vital de um imortal decapitado por outro. Em inglês, a palavra é o termo utilizado quando o bebê dá seus primeiros sinais de vida no útero da mãe – os primeiros “chutes”. A tradução para o português de “quickening” pode ser interpretada como: apressar, acelerar; ressuscitar, acordar, despertar; apresentar sinais de vida.
  • A cena da igreja envolvendo Kurgan (Clancy Brown) foi filmada com permissão dos padres responsáveis. Ainda assim, os diálogos de Brown eram obscenos e foram considerados sacrilégio, fazendo com que os padres por trás das câmeras fizessem constantemente o sinal da cruz.
  • O padre que contracena com Clancy Brown na cena da igreja era, na verdade, um rabino ortodoxo.
  • A famosa frase de Kurgan na igreja, "I’ve got something to say. It’s better to burn out than to fade away!" (“Eu tenho algo a dizer. É melhor queimar do que desaparecer!”) é parte da canção “Rock Of Ages” do Def Leppard. Essa, por sua vez, era uma referência à frase "It’s better to burn out than to fade away" da música "My My, Hey Hey" de Neil Young, e também foi citada na carta de suicídio do músico Kurt Cobain (Nirvana).
  • Todas as cenas de Sean Connery tiveram que ser filmadas em uma semana devido à apertada agenda de Connery.
  • Durante a cena filmada no castelo Eilean Donan, na Escócia, o estacionamento do castelo teve que ser coberto com toneladas de turfa para disfarçá-lo. A casa na ponte do castelo também precisou ser coberta com um cenário pintado para se parecer com pedra.
  • Os figurantes receberam 25 libras por dia com um bônus de 10 libras se trouxessem seus próprios cavalos. Muitos habitantes locais tiraram o dia de folga para participar das filmagens.
  • Entre as potenciais bandas selecionadas para criar a trilha sonora do filme estavam The Police, David Bowie e Duran Duran, sendo que a escolhida acabou sendo o grupo Queen.
  • O breve trecho de "New York, New York" interpretado pelo Queen nunca foi lançado oficialmente em nenhum álbum. Diversas canções presentes no filme são versões diferentes das lançadas posteriormente e permanecem nos porões esquecidos do Queen.
  • Apesar de contar nos créditos, nenhuma trilha sonora oficial do filme chegou a ser lançada. O mais próximo disso é o álbum “A Kind Of Magic”, do Queen, que possui muitas canções e trechos dos diálogos de Highlander.
  • Posteriormente, o CD “Highlander: the Original Scores”, lançado em 1995, reuniu as trilhas sonoras dos três primeiros filmes. Mas o CD contém apenas as músicas sinfônicas incidentais (compostas por Michael Kamen, Stewart Copeland e J. Peter Robinson), sem nenhuma canção do Queen.

HIGHLANDER III: THE FINAL DIMENSION (1994)

  • Em seu lançamento, o filme recebeu o nome de Highlander: The Sorcerer (Highlander: O Feiticeiro). A versão Director’s Cut, lançada em VHS e DVD, com algumas cenas a mais, ganhou o subtítulo de Final Dimension.
  • Algumas cenas foram filmadas no Marrocos.
  • O rock que toca durante a luta final entre Connor e Kane é um rearranjo de “Dr. Feelgood”, do Mötley Crüe.
  • Christopher Lambert considera este filme a sequencia real do primeiro Highlander.
  • Embora o “guerreiro número 1” do vilão Kane (Mario Van Peebles) não possua nome no filme, o script se refere a ele como "Khabul Khan".
  • Em 1996, em uma entrevista para o Cinefantastique, o produtor de Highlander, Bill Panzer (falecido em 2007), mencionou que diversas referências à continuidade da série de TV foram inseridas em Highlander: The Final Dimension, com o propósito de criar um elo mais forte com o universo da TV.
  • Em determinado momento, Christopher Lambert deixou a produção devido a uma disputa de pagamento.
  • Diversas cenas foram filmadas na província de Quebec, no Canadá: o vilarejo medieval japonês e o edifício no qual a caverna de Nakano é encontrada foram filmados perto de Montreal. Além disso, muitas cenas que se passam em Nova Iorque também foram filmadas em Montreal.
  • Na versão americana do filme, Kane usa seus poderes mágicos para se teletransportar para Nova Iorque. Na versão europeia, Kane simplesmente anda por um estaleiro, o que sugere que ele deve ter pegado um navio até Nova Iorque.
  • Na versão americana (e brasileira) do filme, a canção de Suze DeMarchi e Nuno Bettencourt, "God Took A Picture", é tocada nos créditos finais. Na versão europeia, "Bonny Portmore" de Loreena McKennitt toca nos créditos. No DVD francês e canadense, lançado em 2005, as músicas dos créditos são "Bonny Portmore" de Loreena McKennitt, seguida por "Bluebeard" do Cocteau Twins.
  • A versão lançada em VHS nos EUA (e Brasil) possui duas cenas extras. A primeira adição é a cena aonde Kane chega à Nova Iorque e sai com uma prostituta. A segunda é a cena de amor entre Connor e a repórter Alex (Deborah Kara Unger), que contém nudez mais explícita.
  • A atriz Deborah Kara Unger fez as cenas de amor com Christopher Lambert, recusando usar dublê de corpo.
  • Na versão europeia do filme, Kane diz: “o Highlander está lá fora em algum lugar e me deve por todos esses anos”, assim que escapa da caverna, no tempo atual. Na versão americana ele diz: “o Highlander está lá fora em algum lugar e me deve 400 anos”. A versão europeia faz mais sentido, se considerarmos que Kane não tinha como saber quantos anos ele ficou preso na caverna de gelo. Na versão atual do DVD foi mantida a versão europeia.

HIGHLANDER: ENDGAME (2000)

  • Existem quatro cenas nesse filme que foram extraídas do original de 1986. A primeira é uma versão aperfeiçoada por computador de Connor deixando sua vila em Glenfinnin. A segunda é o letreiro do estúdio Silvercup, extraída da cena onde Kurgan leva Brenda como prisioneira. E no “quickening” de Duncan (Adrian Paul) no telhado do prédio, onde duas cenas de Connor com Heather são exibidas rapidamente.
  • Conforme Duncan (Adrian Paul) viaja para se encontrar com Connor, há uma cena onde seu táxi passa pelo prédio do estúdio Silvercup, fazendo referência à luta final de Connor e Kurgan no primeiro filme.
  • A cena de Duncan no vale da Escócia foi a última a ser filmada e foi enviada para o editores no dia em que eles começaram a fazer as cópias de lançamento. Essa cena foi filmada em um fundo verde e o cenário escocês inserido digitalmente. Em algumas cópias exibidas nos cinemas americanos, a cena foi inserida sem edição, mostrando o fundo verde em vez do vale escocês.
  • Na versão para os cinemas do filme, Methos (Peter Wingfield) se refere ao ‘Santuário’ como “solo sagrado”. Muitos fãs reclamaram que Kell (Bruce Payne) matou dezenas de imortais em solo sagrado sem sofrer consequências, o que vai contra as ‘regras’ da mitologia da série. Assim, todas as referências sobre o Santuário ser solo sagrado foram removidas na versão estendida do DVD.
  • No início do filme, o vilão Jacob Kell (Bruce Payne) possui um total de 661 mortes. Na ‘última ceia’ com seus capangas, ele mata mais cinco imortais. Isso totaliza 666 mortes, numa clara referência ao número da besta.
  • O trailer do filme mostrava Connor MacLeod dividindo Jacob Kell em dois com um golpe de espada, além de mostrar também Connor e Duncan atravessando um portal de luz, bem como Kell parando uma espada no ar com a mão. Essas cenas nunca aconteceram no filme.
  • O castelo Stalker é visto rapidamente no filme durante um flashback de Connor. Essa construção também pode ser vista no filme Monty Python e o Cálice Sagrado.
  • Cada vilão principal nos filmes de Highlander possui um nome que começa com a letra “k” (em ordem: Kurgan, Katana, Kane e Kell).
  • As espadas longas usadas por Connor e Duncan em uma cena de treino no flashback são reproduções da espada utilizada por Clancy Brown no primeiro Highlander de 1986.
  • O título original do filme era Highlander IV: The Immortals (o primeiro rascunho feito por Gregory Widen, o criador da série). Mais tarde o título mudou para Highlander: The Search for Connor e Highlander: World Without End até, finalmente, Endgame. No Brasil, ele recebeu o nome de Highlander: A Batalha Final.
  • No xadrez, ‘endgame’ é um movimento no qual restam poucas peças no tabuleiro e o jogador deve sacrificar uma peça importante para fazer uma manobra que possibilite a vitória final. No filme, essa ideia fica clara com a decisão entre Connor e Duncan para enfrentar Kell. Alguns fãs consideraram o título do filme como o ‘fim do jogo’, que teria Duncan como vitorioso, mas na verdade o jogo continua, pois restaram imortais vivos após a morte de Kell.

HIGHLANDER: SÉRIE DE TV (1992 a 1998)

  • Muitos episódios da série tiveram atores franceses cujas vozes foram dubladas para inglês em Vancouver.
  • A série segue diretamente o filme Highlander (1986), mas com uma ligeira diferença: De acordo com a série, Connor MacLeod não é o último imortal e não ganhou o ‘Prêmio’. De fato, Christopher Lambert faz uma aparição no episódio piloto para ‘passar o bastão’ para Adrian Paul, que interpreta Duncan MacLeod.
  • Alguns clipes utilizados na sequencia de abertura foram extraídos do filme Highlander II: The Quickening (1991).
  • No início da segunda temporada, a atriz Alexandra Vandernoot, que interpretava Tessa, a namorada de Duncan, disse aos produtores que não queria mais participar da série. Isso levou os escritores a matarem a personagem no episódio “The Darkness”. Posteriormente, Alexandra fez algumas participações especiais em outros episódios.
  • O último episódio da quinta temporada, “Archangel”, foi filmado originalmente com um final situado 20 anos no futuro, quando Duncan finalmente estaria preparado para enfrentar o demônio Ahriman. A sexta (e última) temporada deveria se passar no futuro, mas foi considerada muito sombria e a ideia foi descartada após um corte no orçamento.
  • O ator Jim Byrnes, que interpretou Joe Dawson, também contribuiu com muitas músicas para a trilha sonora da série. Algumas dessas canções podem ouvidas de fundo durante as cenas que se passam no bar do Joe.
  • O personagem Duncan MacLeod ficou em 11º lugar no TV Guide de 1º agosto de 2004, numa lista com os 25 maiores personagens da ficção científica.
  • Planos para uma série derivada de Highlander levaram a um conjunto de seis episódios focados em mulheres imortais (na tentativa de medir o carisma das personagens). Nenhuma delas ‘vingou’ e o personagem escolhido foi o de Amanda (Elizabeth Gracen), já estabelecida na série principal, que estreou Highlander: The Raven (1998). A série, entretanto, não passou da primeira temporada.
  • Um dos últimos episódios da quinta temporada, que sugere uma inspiração fictícia para Frankenstein, utilizou o mesmo subtítulo do livro: "The Modern Prometheus" (O Moderno Prometeu).
  • Werner Stocker, que interpretou o imortal Darius, já havia morrido de câncer no final da primeira temporada, então, o episódio que abre com o assassinato de Darius teve partes extraídas de outros episódios para compor as primeiras cenas.
  • A série foi originalmente planejada para seguir o filme, com Connor MacLeod no papel principal, que seria interpretado por Adrian Paul. Entretanto, Paul quis liberdade para criar sua própria caracterização, a fim de evitar comparações com Christopher Lambert. Assim, os escritores concordaram em criar um novo personagem.
  • Joe Dawson (interpretado por Jim Byrnes) era para ter se chamado Ian Dawson e seria um historiador com menos experiência de vida do que Joe. Outros atores considerados para o papel foram Michael York e David McCallum.
  • O personagem Matthew McCormick, um imortal que trabalha como agente federal e investiga serial killers, foi criado especificamente para o ator Eric McCormack (da série Will & Grace). Os produtores estavam considerando dar a Eric uma série derivada, na qual o personagem cruzaria o país atrás de assassinatos que envolvessem decapitações.
  • O ator Alastair Duncan foi considerado pra o papel principal da série. Mais tarde ele fez uma participação como o imortal Terence Coventry.
  • O nome "Duncan" significa "guerreiro negro" e foi escolhido de última hora para o personagem de Adrian Paul.
  • Diversos cantores famosos fizeram participações especiais no seriado. É o caso dos imortais Annie Devlin (a cantora Sheena Easton), Xavier St. Cloud (Roland Gift, vocalista do Fine Young Cannibals) e Hugh Fitzcairn (Roger Daltrey, vocalista do The Who), entre outros.

De volta aos 80

Posted by Emilio Calil On outubro - 14 - 2009 1 COMENTARIO

Trailer do filme Os Mercenários (The Expandables):

Não sei você, mas eu tive uma forte sensação de nostalgia ao ver esse trailer. Um grupo de guerrilheiros mercenários durões que resolve depor um ditador sul-americano e acaba explodindo metade do país? Isso é puro anos 80! Sem falar no elenco: Sylvester StalloneJason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Terry Crews, Mickey Rourke, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger.

O que mais você pode querer? A história será horrível, claro, mas e daí? Filmes assim não são feitos pra criar debates filosóficos, mas para garantir boas risadas vendo meia-dúzia de mercenários chutando o traseiro de todo o exército de um país.

Mal posso esperar pela estréia!

Fim 2012

Posted by Emilio Calil On outubro - 7 - 2009 5 COMENTARIOS

O mundo vai acabar em 2012. É o que nos dizem as profecias maias. Mas, parando pra pensar, se os maias não existem mais, então o fim do mundo já aconteceu – pelo menos pra eles. Que mais não seja, já estou cansado de ver documentários na TV e artigos abordando essa bobagem com ar de seriedade. Ora, o homem não consegue sequer chegar a um acordo sobre o clima (o planeta vai esquentar ou esfriar?) e quer estipular uma data para o fim de tudo? É muita pretensão.

Espertalhão, Roland Emmerich, o cineasta apocalíptico que já nos brindou com pérolas como Godzilla, Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, pegou carona no tema e apressou-se em produzir mais um filme-catástrofe intitulado – vejam só – 2012 (veja o trailer). A ‘catástrofe’ estréia no final de 2009. Claro, porque é preciso faturar com as bilheterias e, depois, com o DVD. Se ele deixar para lançar em 2012, o mundo acaba e ninguém vê o filme.

Pois bem, tenho permanecido cético sobre o assunto, apesar dos ‘sinais e alertas’ deixados pelos maias. Entretanto, indo para uma reunião hoje cedo, acredito ter recebido um desses sinais proféticos – o qual registrei rapidamente no celular (perdoem a qualidade). Parado no trânsito, eis que vejo na placa do carro ao lado:

Será que é hora de começar a me preocupar?

A Princesa e o Sapo

Posted by Emilio Calil On setembro - 15 - 2009 1 COMENTARIO

Nova animação da Disney:

O visual, como sempre, está soberbo. E promete ser bem engraçado. A história em si não parece lá grande coisa, mas deve divertir. Essa é a principal diferença entre a Disney e o Studio Ghibli: A preocupação em criar uma animação para uma ótima história, em vez de fazer uma ótima animação e encaixar numa história mediana. Mas como a Disney havia dito que não faria mais animações 2D convencionais – e depois voltou atrás – já está de bom tamanho.

É complicado

Posted by Emilio Calil On setembro - 6 - 2009 8 COMENTARIOS

Via de regra, homens detestam comédias românticas tanto quanto mulheres detestam filmes de terror. Mas toda regra tem sua exceção e eu sou uma delas. Nada tenho contra comédias românticas. Pelo contrário, costumo me divertir com elas. Talvez pelo fato de não nutrir expectativas em relação à fórmula clássica: 1) Casal se conhece; 2) Casal passa bons momentos juntos; 3) Acontece uma reviravolta que separa o casal; 4) Casal se reconcilia e vivem felizes para sempre. É sempre a mesma história, mudam apenas os personagens. Então, costumo aproveitar ao menos as piadas – algumas são realmente boas.

Dentre os diretores de comédias românticas, gosto muito de Nancy Meyers (IMDb). Ela consegue pegar todos os lugares-comum que compõem os filmes do gênero e os retrabalha de forma mais interessante. A história continua previsível, mas você torce pela previsibilidade. Aparentemente Nancy está lançando um filme a cada três anos, se formos conferir seus últimos trabalhos: Do Que As Mulheres Gostam (2000); Alguém Tem Que Ceder (2003); O Amor Não Tira Férias (2006). E em 2009 ela lançará It’s Complicated (www.itscomplicatedmovie.com), com Alec BaldwinMeryl Streep e Steve Martin. Confira o trailer abaixo:

Pelo trailer, já se nota o estilo de Meyers na fórmula que ficou marcada em seus dois últimos filmes: O contraste entre cenários bucólicos e o requinte da cidade grande, sempre com belas casas (que quase se tornam personagens); a elegância dos protagonistas; cenas claras com cores suaves de uma aquarela. Ela criou um universo próprio para contar suas histórias. E para isso faz questão de manter elementos que funcionaram bem antes, como a trilha sonora incidental do compositor Hans Zimmer, que retorna para mais este filme.

Enfim, não é o lançamento do ano, não é um filme digno de Oscar, você já sabe como vai terminar a história e não terá grandes surpresas. Mesmo assim, It’s Complicated deverá me agradar muito mais do que o desastre que foi Transformers 2. Nem só de explosões e robôs gigantes vive o homem, mas também de filmes despretensiosos que entretêm por umas duas horas. E, claro, se você estiver acompanhado(a), será melhor ainda.

Espaço, a fronteira final…

Posted by Emilio Calil On maio - 11 - 2009 2 COMENTARIOS

Assisti nesse fim de semana ao novo filme da série Star Trek, que reinicia a franquia contando a história da origem da famosa nave U.S.S. Enterprise e de seus tripulantes, em especial – claro – a do capitão Kirk.

Quando li as primeiras notícias sobre o filme, pensei: “Outro Star Trek? Será que já não é hora de parar?”. Então descobri que seria uma história de origem, recontando tudo desde o princípio, e pensei: “Outra franquia tentando se reinventar? Com certeza será um ‘Star Trek Teen‘. Hollywood está mesmo sem imaginação”.

Aí surgiram os trailers e a coisa começou a mudar um pouco. Parecia ter mais cenas de ação, os efeitos especiais estavam bacanas e os atores, apesar de jovens, não tinham aquele apelo “High School Musical” que eu temia. E, por fim, pensei: “Talvez esteja bom”.

Minha expectativa se confirmou após sair da sala do cinema. Não sou um ‘trekker’, mas assisti bastante a série clássica e estou familiarizado com toda a mitologia. O novo filme consegue combinar perfeitamente os elementos originais com os novos padrões de filmes de ficção científica, que exigem mais ação e desenvolvimento rápido da história.

O roteiro é bom. Nada extraordinário nem tão filosófico como na série original, mas para uma história de origem, passa. Os efeitos especiais estão ótimos, em especial as cenas de altitude e batalhas espaciais, que chegam a causar vertigem em certos momentos – impossível não comparar certos momentos com Star Wars. Em uma das cenas finais de batalha, a forma como a Enterprise surge para salvar o dia quando tudo parecia perdido realmente empolga, e trilha sonora consegue passar a emoção correta à cena.

Mas o que sempre fez de Star Trek um clássico eram os personagens, com suas peculiaridades e gênios distintos. E tudo isso está presente no novo filme. Os novos atores conseguem manter quase o mesmo apelo da ‘velha guarda’, com a diferença de que ainda são inexperientes e erram. Aliás, erros e burradas é o que não faltam no filme. Coisas que funcionavam perfeitamente na série não são ainda totalmente dominadas no filme, como a tecnologia do teletransporte, por exemplo, que mais de uma vez envia alguém para o lugar errado na hora errada. Mas a essência está ali. E as semelhanças dos atores novos com os antigos chega a ser assustadora em certos momentos.

A trama procura costurar elementos e situações diversas para chegar à formação clássica que conhecemos, com Kirk finalmente ocupando a cadeira de capitão da Enterprise. Os fãs antigos ficarão empolgados com a cena, e os mais novos, que não conhecem a série, terão aí um novo herói para admirar.

É um filme para ser visto no cinema, pois provavelmente não passará a mesma emoção no DVD, por maior que seja a TV de LCD em que você assista. Mas fica a dica: Se você, como eu, se decepcionou com Wolverine, vá se desintoxicar assistindo Star Trek.

Férias: Último dia

Posted by Emilio Calil On maio - 2 - 2009 3 COMENTARIOS

Andei sumido do blog durante minhas férias. Não fiz nada de interessante nesse tempo, mas arrependo-me de não ter dado ouvidos aos conselhos do pessoal do trabalho, quando me disseram: “Não fique em casa, vá viajar”. OK, ano que vem levarei isso muito a sério.

Mas para não passar em branco, resolvi ir com amigos assistir X-Men Origens: Wolverine. Engraçado como depois que um personagem já tem seu sucesso consolidado entre o público, os estúdios de cinema relaxam completamente em relação à qualidade dos filmes seguintes.

Céus, como o filme é ruim. Eu gostaria muito de enumerar as intermináveis falhas de roteiro – que vão brotando como cogumelos após a chuva – mas, se fizer isso, estragarei a surpresa de quem ainda não viu o filme. Mas são coisas tão óbvias e tão gritantes, que após a sessão estávamos todos reunidos comentando sobre isso. Aqui vão os dois mais relevantes, mas sem entregar muito da história:

1º – Se você for ver o filme, note que o “poder de persuasão” de um dos personagens poderia ter evitado o desenrolar dos acontecimentos desde o princípio. Afinal, se você tem o poder de fazer as pessoas obedecerem suas ordens, como pode ser chantageado?

2º – A ‘ilha secreta’ do coronel William “Johnnie Walker” Stryker é tudo, menos secreta. Faltou apenas o letreiro de neon com uma seta apontando o local que, de tão ‘secreto’, obrigou Wolverine a saltar de um avião na água e ir nadando até lá. Mas se ele pegasse um táxi e seguisse uma estrada direta para a ilha (por onde qualquer veículo comum passa), teria economizado o tempo nadando. E apesar de enorme, a ilha não possui um único segurança. Nem mesmo uma guarita.

Também assisti, dias atrás, Dragonball Evolution. A diferença entre esse filme e o do Wolverine é que Dragonball decepciona menos, pois você assiste sabendo que é ruim. Já Wolverine começa bem, tem cenas de ação muito bacanas, mas desanda de tal forma que é difícil acreditar que não houve ninguém na equipe de produção que parasse um minuto para enxergar esses erros.

Enfim, se estiver querendo ver Wolverine nos cinemas, a dica é: NÃO VÁ. Mas se mesmo assim você for, então vá com amigos, para poderem rir depois.

The Revenge is coming

Posted by Emilio Calil On fevereiro - 25 - 2009 1 COMENTARIO

Voltando do feriadão de carnaval. Detesto carnaval. Mas consegui fugir de toda e qualquer notícia que mencionasse samba, desfiles e coisas assim. Aproveitei muito bem esses dias, descansando e viajando com amigos que estimo muito. Quem me conhece sabe que prefiro mil vezes o frio ao calor, mas de vez em quando um pouco de sol, praia e dolce far niente é tudo o que precisamos.

E para evitar voltar ao blog já com críticas, política, economia e assuntos do gênero, resolvi publicar o trailer do novo filme dos Transformers – o qual, devo acrescentar, me fará acampar na porta do cinema na data da estréia. Nem Watchmen me despertou tanto interesse. Acredito que a essa altura quase todo mundo já tenha visto esse trailer, mas, mesmo assim, aí está:

Transformers: Revenge of the Fallen

Entre livros, filmes e games

Posted by Emilio Calil On janeiro - 27 - 2009 3 COMENTARIOS

Ando desesperadamente atrás de um bom livro para ler. Não consigo ficar muito tempo afastado de livros. Ano passado minha melhor leitura foi Infiel, de Ayan Hisri Ali, que já comentei aqui. Fora isso, li alguns contos de Stephen King para matar o tempo, mas ficção e fantasia já perderam a graça – é como comer doce quando se está com fome: engana, mas não satisfaz.

Em 2009 pretendo aumentar minha quantidade de leitura mensal. Não dá, por exemplo, pra seguir o mesmo ritmo do Cristaldo de oito livros por mês, até porque ele tem mais tempo livre do que eu. Mas pelo menos dois por mês é algo que preciso me impor. Difícil é encontrar algo que preste nas livrarias brasileiras, especialmente entre os best-sellers. Estou esperando a nova publicação de Atlas Shrugged, de Ayn Rand, mas se for lançada no mesmo preço de A Nascente, fica complicado. O mesmo para o Quixote, de Cervantes. Mas não era bem sobre livros que pretendia escrever. Disse que andava procurando um bom livro, mas, enquanto não encontro, tenho me divertido com outras mídias: filmes e videogames. Assim, deixo aqui duas sugestões que me cativaram nos últimos tempos.

Filme: Slumdog Millionaire
Vai estrear no Brasil em 6 de março sob o título de Quem Quer Ser Um Milionário? Dirigido pelo inglês Danny Boyle, o drama narra a história de três crianças  – Jamal, Salim e Latika – que vivem em uma favela da Índia e, de uma hora para outra, se vêem obrigados a lutar pela sobrevivência, crescendo e  trilhando caminhos nada amigáveis. A história nada tem de mais, mas a forma como é contada, com reviravoltas e flashbacks, prende a atenção. E, confesso, eu não esperava aquele final. Recomendo como ‘desintoxicação’ de Hollywood, que dá sinais de completa falta de imaginação. Slumdog Millionaire está sendo bem cotado para o Oscar de melhor filme estrangeiro. É bom, mas não chega a tanto. E o Oscar nunca foi lá referência confiável, também. Tenho lido por aí que o início do filme de Boyle lembra bastante o brasileiro Cidade de Deus. Não vi Cidade de Deus (nem tenho vontade de ver), portando não posso opinar.

Jogo: Prince of Persia
Sou fã da série Prince of Persia desde a época dos computadores 386 com monitores monocromáticos. Um jogo que mescla aventura e raciocínio sempre é bem-vindo. Para mim, a melhor versão do jogo original foi a lançada para Super Nintendo, com gráficos e sons bem elaborados para a época. Depois, a série andou sumida (arriscaram uma versão 3D muito sem graça) e retornou com a ótima trilogia Sands of Time, Warrior Within e Two Thrones. E agora, surgindo para a nova geração de consoles, Prince of Persia retorna ainda mais fantástico. A nova versão do jogo, que não possui nenhum subtítulo, parece uma pintura em movimento. Os controles são bastante fáceis de aprender e a história é cativante. O tal ‘príncipe’ é um andarilho do deserto que acidentalmente junta-se à princesa Elika numa corrida contra o tempo para enfrentar o deus das trevas Ahriman, que foi libertado após milênios preso pelo deus da luz Ormazd. Mas a verdadeira graça do jogo não está nos desafios, nos gráficos, nem na história em si. O melhor do novo Prince of Persia são os diálogos constantes entre os protagonistas. Ele, totalmente cético, agnóstico e sarcástico, passa o tempo todo provocando Elika, que é devota de Ormazd. Os diálogos são tão naturais que às vezes você esquece que é só um jogo. Destaque para observações do príncipe à Elika, como “Muito obrigado por me colocar no meio da luta entre dois deuses os quais eu nem mesmo acredito”. Ou quando Elika pergunta se ele não vive por nenhum ideal e ele responde: “Lutar por um ideal é viver de acordo com as idéias de outra pessoa. Eu prefiro viver de acordo com minhas próprias idéias”. E – meu diálogo favorito – quando o príncipe pergunta à Elika por que lutar por um deus que não se mostra, e ela responde que isso lhes garantirá ótimas e agradáveis recompensas na vida, ao que ele retruca: “Se eu me cobrir de chocolate e entrar num harém, terei ótimas e agradáveis surpresas, também”. Enfim, um jogo imperdível. Há versões para PlayStation 3, Xbox 360 e PC.

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