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	<title>Emilio Calil :: Blog</title>
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	<description>Comentando o cotidiano</description>
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		<title>Ela</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 19:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi nas bancas a revista Veja desta semana com a seguinte matéria de capa: “Casamento Faz Bem: O casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação”.  Não li a reportagem, mas apenas pelo texto da capa posso dizer que estou cem por cento de acordo. Estou a exatamente uma semana do casamento. E só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi nas bancas a revista <strong>Veja</strong> desta semana com a seguinte matéria de capa: “<em>Casamento Faz Bem: O casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação</em>”.  Não li a reportagem, mas apenas pelo texto da capa posso dizer que estou cem por cento de acordo.</p>
<p>Estou a exatamente uma semana do casamento. E só Deus sabe o caminho que percorri para chegar até aqui. Dizer que foi difícil não passa sequer a ideia dos fatos. Estou cansado e estressado, com pendências a resolver e dívidas a saldar.</p>
<p>Mas, então, por que casar? – você se pergunta. Para que passar por tudo isso? Essa resposta tenho na ponta da língua: Para estar ao lado da mulher que amo o resto da vida. Dificuldade alguma é grande demais quando se tem uma companhia ao lado que nos motiva, nos inspira e nos anima. E quanto mais se está com essa pessoa, mais se quer ficar com ela.</p>
<p>E essas são algumas das inúmeras qualidades dela. Companheira, amiga, namorada, noiva e, agora, esposa. Minha mente recua no tempo para a época que nos conhecemos.</p>
<p>A primeira vez que nos vimos, a primeira troca de olhares – tanta coisa foi dita sem uma única palavra. O primeiro beijo, a sensação de querer ficar 24h por dia com ela. A falta de apetite quando estava longe dela. O coração palpitando forte quando ela sorria.</p>
<p>O leitor provavelmente já passou por isso, também. Paixão. Todo relacionamento começa em paixão que depois aflui em amor. Palavrinha abstrata essa que nos engana terrivelmente ao tentarmos defini-la. E mesmo assim, apesar de indefinível, o “eu te amo” é de fácil entendimento, seja do mais ignorante ao mais letrado dos homens.</p>
<p>E devo dizer que amá-la é coisa das mais fáceis. Difícil mesmo é encontrar quem não goste dela. Sempre alegre, altiva, pronta a dar tudo de si para ajudar os outros. De coração tão largo quanto seu sorriso, não mede esforços para fazer as pessoas felizes. Impossível olhar um cachorro na rua e não ouvi-la dizer: “Tadinho, ele tá muito magro! Para o carro que vou comprar alguma coisa pra ele”.</p>
<p>Ela é assim. Capaz de brigar comigo um dia inteiro porque minha camisa não combina com as meias e, quando surge um problema realmente sério, ela apenas me abraça e diz “está tudo bem”.</p>
<p>Tivemos nossas discussões e nossos incontáveis vai-e-vem. Nisso viramos piada. Bastava dizer que tínhamos terminado o namoro para que alguém respondesse: “Sei&#8230; E quando vocês voltam?”. Que se pode fazer? Sempre que tentamos seguir caminhos opostos, descobríamos que os caminhos se juntavam lá na frente.</p>
<p>Diferenças temos aos montes. No gosto por música, filmes ou literatura, não combinamos em nada. Ela prefere praia e calor; eu gosto do campo e frio. Mas temos um acordo velado, ela me apresenta às Beyoncés e Black Eyed Peas da vida, e eu lhe mostrarei um pouco dos Mozarts e Beethovens. Eu assisto às comédias românticas dela; e ela cede aos meus filmes de ação e super-heróis. Água e óleo, direis. De fato, mas é nas diferenças que a convivência se torna divertida. Do contrário, seria monótono.</p>
<p>Mas nem tudo é discordância. Há coisas em que combinamos bem, como a apreciação por bons vinhos e boa gastronomia. A vontade de viajar. O prazer em estarmos reunidos com amigos. Até a decoração do apartamento foi um consenso: ambos gostamos de ambientes bem iluminados, com muito branco, vidro e inox. Minha única reclamação é sobre o sofá branco, que deixará de ser branco assim que começar a ser usado.</p>
<p>E como disse lá no início do texto, não foi fácil chegar até aqui. Foram altos e baixos, obstáculos, problemas e desafios. E tudo isso serviu apenas para fortalecer ainda mais o que sinto por ela. Se antes já a amava, hoje não há palavra no dicionário que exprima o que sinto por ela.</p>
<p>A troca de olhares hoje é quase uma cumplicidade. Como se quiséssemos dizer “e depois de tudo o que passamos, estamos aqui”. Que posso fazer a não ser agradecer a Deus por ter colocado em minha vida pessoa tão notável, tão especial?</p>
<p>Se posso prometer algo, é que farei de tudo para fazê-la feliz, assim como ela me faz feliz.</p>
<p>Que venham as dificuldades! Que venham os problemas! Esses são nada mais que marolas batendo nas canelas, pois a maior vitória eu já tive: Casar com a mulher mais linda do mundo.</p>
<p>E se pareço brega, paciência. A ocasião pede isso.</p>
<p>Para ela, depois de tudo, só resta render-me à tal expressãozinha abstrata, mas que tanto significado traz consigo: Eu te amo!</p>
<p>E à ela dedico o vídeo abaixo, cuja música tem um significado especial para nós.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="306" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ac3HkriqdGQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" src="http://www.youtube.com/v/ac3HkriqdGQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="2" width="590">
<tbody>
<tr>
<td width="288" valign="top"><strong><span style="color: #0080c0;">You And Me</span></strong></p>
<p>What day is it<br />
And in what month<br />
This clock never seemed so alive<br />
I can&#8217;t keep up and I can&#8217;t back down<br />
I&#8217;ve been losing so much time</p>
<p>Cause it&#8217;s you and me and all of the people<br />
With Nothing to do, nothing to lose<br />
And it&#8217;s you and me and all of the people and<br />
I don&#8217;t know why I can&#8217;t keep my eyes off of you</p>
<p>All of the things that I want to say<br />
Just aren&#8217;t coming out right<br />
I&#8217;m tripping on words, you got my head spinning<br />
I don&#8217;t know where to go from here</p>
<p>Cause it&#8217;s you and me and all of the people<br />
With nothing to do, nothing to prove<br />
And it&#8217;s you and me and all of the people and<br />
I don&#8217;t know why I can&#8217;t keep my eyes off of you</p>
<p>Something about you now<br />
I can&#8217;t quite figure out<br />
Everything she does is beautiful<br />
Everything she does is right</p>
<p>Cause it&#8217;s you and me and all of the people<br />
With nothing to do, nothing to lose<br />
And it&#8217;s you and me and all of the people and<br />
I don&#8217;t know why I can&#8217;t keep my eyes off of you</p>
<p>You and me and all of the people<br />
With nothing to do, nothing to prove and<br />
It&#8217;s you and me and all of the people and<br />
I don&#8217;t why I can&#8217;t keep my eyes off of you.</p>
<p>What day is it<br />
And in what month<br />
This clock never seemed so alive
</td>
<td width="300" valign="top"><strong><span style="color: #0080c0;">Você e Eu</span></strong></p>
<p>Que dia é hoje?<br />
e de que mês?<br />
Esse relógio nunca pareceu tão vivo<br />
Eu não consigo prosseguir e não consigo voltar<br />
Tenho perdido tempo demais</p>
<p>Porque somos você, eu e todas as pessoas<br />
Com nada para fazer, nada a perder<br />
E somos você, eu e todas as pessoas e<br />
Eu não sei por que não consigo tirar os olhos de você</p>
<p>Todas as coisas que quero dizer<br />
Não estão saindo direito<br />
Estou tropeçando nas palavras, você deixou minha mente girando<br />
Eu não sei pra onde ir daqui</p>
<p>Porque somos você, eu e todas as pessoas<br />
Com nada para fazer, nada para provar<br />
E somos você, eu e todas as pessoas e<br />
Eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você</p>
<p>Existe algo sobre você agora<br />
Que não consigo compreender completamente<br />
Tudo o que ela faz é lindo<br />
Tudo o que ela faz é certo</p>
<p>Porque somos você, eu e todas as pessoas<br />
Com nada para fazer, nada para perder<br />
E somos você, eu e todas as pessoas e<br />
Eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você</p>
<p>Você, eu e todas as pessoas<br />
Com nada para fazer, nada para provar<br />
E somos você, eu e todas as pessoas<br />
E eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você</p>
<p>Que dia é hoje?<br />
e de que mês?<br />
Este relógio nunca pareceu tão vivo&#8230;
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Encontrebas Transformers</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 15:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Os sites Aliança Transformers Brasil e Dinastia Transformers se unem ao Universo Transformers para a realização de mais uma edição do Encontrebas. Além de itens de memorabilia, o evento mostrará o que os fãs brasileiros têm produzido pela paixão aos Transformers: desenhos, dioramas, papercraft, fanfics, animações e muito mais! Somente durante o evento, venda promocional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os sites <strong>Aliança Transformers Brasil</strong> e <strong>Dinastia Transformers</strong> se unem ao <strong>Universo Transformers</strong> para a realização de mais uma edição do Encontrebas. Além de itens de memorabilia, o evento mostrará o que os fãs brasileiros têm produzido pela paixão aos Transformers: desenhos, dioramas, papercraft, fanfics, animações e muito mais!</p>
<p>Somente durante o evento, venda promocional de figuras Transformers. Passe um dia divertido. Reúna a galera e venha participar desse encontro, trocar opiniões, bater papo, encontrar e fazer novos amigos.</p>
<ul>
<li> Exposição de brinquedos, objetos e raridades</li>
<li>Dioramas: Venha conferir algumas cenas dos filmes <em>Transformers: O Filme</em> e <em>Transformers: A Vingança dos Derrotados</em> transformadas em dioramas (maquetes) por fãs e colecionadores;</li>
<li>Fanarts: Desenhos feitos por fãs de sua própria imaginação baseados na obra original dos Transformers</li>
<li>Fanfics: Interessantes e divertidos, são contos escritos por fãs que não fazem parte do enredo oficial dos Transformers</li>
<li>Papercraft: Método de construção de objetos tridimensionais a partir de papel, geralmente feita com vários pedaços de papel, são cortados com tesoura e colados uns aos outros;</li>
<li>Exibição de vídeos: Reviews e animações feitas por fãs, além de episódios e trailers das séries;</li>
<li>Concurso de desenhos com distribuição de prêmios para os melhores trabalhos (regulamento em <a title="Universo Transformers" href="http://www.universotf.com.br" target="_blank">www.universotf.com.br</a>)</li>
</ul>
<p> <a href="http://www.universotf.com.br" target="_blank"><img style="margin: 0px 0px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Encontrebas Transformers" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/encontrebas_tf.jpg" border="0" alt="Encontrebas Transformers" align="aligncenter" /></a></p>
<p>Transformar e rodar!</p>
<p><strong>Serviço:<br />
</strong>Encontrebas Transformers<br />
Data: 14 de agosto de 2010 (sábado), das 10h às 18h<br />
Local: Loja Coleciona Brinquedos<br />
Rua Augusta, 2299 &#8211; São Paulo &#8211; SP<br />
Tel. (11) 3081-4977 / (11) 3062-2226<br />
Ingresso: Entrada Franca</p>
<p><strong>Realização:<br />
</strong>Universo Transformers (<a href="http://www.universotransformers.com.br">www.universotransformers.com.br</a>)<br />
Aliança Transformers Brasil (<a href="http://www.tfbrasil.net">www.tfbrasil.net</a>)<br />
Dinastia Transformers (<a href="http://www.dinastiatransformers.com.br">www.dinastiatransformers.com.br</a>)<br />
Coleciona Brinquedos (<a href="http://www.coleciona.com.br">www.coleciona.com.br</a>) </p>
<p><strong>Apoio:</strong><br />
Hasbro<br />
Paramount</p>
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		<title>Os deuses sumérios</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 19:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[ Uma das leituras que mais me fascina é sobre história antiga. E por ‘antiga’ entenda-se de quatro mil anos para trás. Impossível ler sobre civilizações que surgiram, cresceram e desapareceram sem denotar um mínimo de entusiasmo. Quem foram aquelas pessoas? Como era seu cotidiano? Claro que essas perguntas encontram respostas nos livros de história e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Uma das leituras que mais me fascina é sobre história antiga. E por ‘antiga’ entenda-se de quatro mil anos para trás. Impossível ler sobre civilizações que surgiram, cresceram e desapareceram sem denotar um mínimo de entusiasmo. Quem foram aquelas pessoas? Como era seu cotidiano? Claro que essas perguntas encontram respostas nos livros de história e nos achados arqueológicos – estelas de argila, inscrições, pergaminhos e papiros, que permitem traçar um esboço desses povos. Assim, temos noção de formas de governo, costumes, religião, comércio, leis e todos os elementos que compunham aquela sociedade.</p>
<p><img style="margin: 0px 0px 0px 5px; display: inline; border-width: 0px;" title="A Suméria" src=" http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/sumeria_mapa.jpg" border="0" alt="" align="right" />Foi pesquisando sobre civilizações antigas atrás de referência para um projeto pessoal que me aprofundei na fascinante civilização da Suméria. Ela foi, sem dúvida, a mãe das civilizações da antiguidade e grande influenciadora da evolução do mundo como o conhecemos. A Suméria (Sinar na Bíblia, Sangar no Egito e KI-EN-GIR na língua nativa), que significa “Lugar dos Senhores Civilizados”, é considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia, posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milênio a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.</p>
<p>Duas importantes criações atribuídas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que antecede todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; e as cidades-estado &#8211; a mais conhecida delas sendo a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C.</p>
<p><img style="margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Escrita cuneiforme suméria" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/sumeria_cuneiforme.jpg" border="0" alt="" align="left" />Comecei a pesquisa em incontáveis páginas da web e culminei na bibliografia de <a title="Visite o site do autor" href="http://www.sitchin.com/" target="_blank"><strong>Zecharia Sitchin</strong></a>, de quem já li uns cinco livros até agora. Sitchin, para meu desgosto, é outro desses adeptos da infame teoria de antigos ‘deuses astronautas’, indo na mesma linha do suíço <strong>Erich Von Däniken</strong>.  Sitchin nasceu em Baku, Azerbaijão, foi criado na Palestina e adquiriu conhecimentos do hebraico antigo e moderno e outras línguas europeias e semíticas, do Velho Testamento e da história e arqueologia do Oriente. Fazendo a tradução de idiomas ancestrais, ele chamou minha atenção por tocar num outro assunto de meu interesse: a <a title="Etimologia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Etimologia" target="_blank">etimologia</a>. Daí o porquê de eu manter a leitura.</p>
<p>Traduzindo as milenares escritas cuneiformes sumérias, ele defende a tese de que há 400 mil anos os deuses da antiguidade foram astronautas que vieram de outro planeta, chamado Nibiru. Ele chegou a essa conclusão ao traduzir escritas sumérias que diziam ser as primeiras dinastias na Terra constituídas pelos ‘deuses’, ou os AN.UNNA.KI, cuja tradução é “Aqueles Que Do Céu à Terra Vieram”. E a partir daí surge uma profusão de nomes, lugares e acontecimentos que se mesclam e se confundem. Em muitos momentos as deduções encontram um paralelo hollywoodiano, como o fato dos alienígenas virem à Terra para extrair ouro, transformá-lo em pó e pulverizar a atmosfera de Nibiru, que estava se desfazendo – morra de inveja, <strong>James Cameron</strong>.</p>
<p>Devaneios à parte, Sitchin reconstrói uma época pré-diluviana onde deuses realmente andaram entre os homens. Quanto mais eu lia os livros, mais certeza tinha de que esses deuses foram reais. Fica nítido que os grandes ANU, ENKI, ENLIN, NINHURSAG, MARDUK, NABU, INANNA e dezenas de outras ‘divindades’ foram pessoas reais. Homens e mulheres de profundo conhecimento e sabedoria, que ditaram regras para criar uma poderosa civilização. Os atributos metafísicos ou alienígenas ficam por conta da imaginação de Sitchin, que é veementemente rebatido <a title="Conheça o outro lado da história" href="http://www.sitchiniswrong.com/" target="_blank">neste site</a> por <strong>Michael Heiser</strong>, Ph.D. em estudos semíticos e hebreus da Universidade de Wisconsin-Madison.</p>
<p>É nítida a influência dos ‘deuses’ sumérios na Babilônia, Egito, Pérsia, Grécia, etc. Eram seres com amores e desafetos, constituíam família, iravam-se, riam, guerreavam, presenteavam, tinham relações incestuosas e davam pouca atenção aos ‘mortais’. Exatamente como os deuses gregos e egípcios. Daí conclui-se que a similaridade dos deuses antigos entre culturas diferentes é um reflexo ou cópia do panteão sumério. Por exemplo, a história de Inanna (Ishtar, na Babilônia) e sua insaciável libido remete à Afrodite/Vênus. Anu, o deus mais distante e que comandava os outros, é Zeus/Odin. Os irmãos Enki e Enlil são contrapartes egípcias de Ptah e Tot, respectivamente. Marduk é Rá no Egito, mas seu nome babilônico nas escrituras bíblicas é Merodaque. E por aí vai.</p>
<p>Os nomes de notórios monarcas da antiguidade também estão intimamente ligados aos nomes dos ‘deuses’ aos quais eles eram devotos. No princípio, dizem os textos sumérios, os reis eram sacerdotes e serviam de interlocutores com a população. Com o tempo, os ‘deuses’ foram ampliando os poderes desses sacerdotes para que pudessem ter autonomia de governo, dando origem às monarquias. Esses reis mantinham em seus nomes o nome da divindade favorita, como no caso dos reis babilônicos Nabupolasar e seu filho Nabucodonosor – ambos com o nome do ‘deus’ NABU nas iniciais, afirmando uma linhagem divina. Essa mesma formação de epítetos ocorre no Egito, no nome do faraó Ramsés (RA-MOSES ou Ra-Ms-S), que significa “Filho do Deus Rá”.</p>
<p><img style="margin: 0px 0px 0px 5px; display: inline; border-width: 0px;" title="Deuses sumérios e a astronomia" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/sumeria_deuses.jpg" border="0" alt="" align="right" />Pela visão dos sumérios, entende-se a criação do horóscopo e notamos que as adivinhações publicadas nos jornais  não são nem a sombra da ciência de observação astronômica da antiguidade. Para os sumérios (ou os Anunnaki), havia diferença entre Destino e Sorte. O Destino era tudo o que se podia prever – como a movimentação dos corpos celestes, o dia depois da noite, as estações do ano e tudo o que mantinha um movimento constante. A Sorte eram os acontecimentos que estavam além da capacidade de previsão dos próprios ‘deuses’ – os imprevistos. Assim, os sumérios sabiam que em determinada época do ano uma constelação seria vista no céu; mas não podiam dizer se alguém morreria nesse período. Parece idiota aos olhos do século XXI, mas pense nisso há seis ou sete mil anos atrás.</p>
<p>Surpreendeu-me, também, descobrir que ainda hoje temos influência suméria em nosso vocabulário. Por exemplo, a palavra suméria E.DIN é traduzida como a “Morada dos Justos” (de onde pode ter derivado a palavra bíblica Éden). A região de E.DIN ficava entre os rios Tigre e Eufrates, local que viria a ser conhecido depois como Mesopotâmia. É lá que se encontram os picos gêmeos do monte Arrata (Ararat). Foi em E.DIN que a primeira cidade, E.RI.DU (“Lar na Lonjura”), estabeleceu-se. O nome ‘Eridu’ foi traduzido para muitos idiomas do mundo, incluindo alemão (Erde), inglês médio (Erthe), curdo (Ertz) e hebreu (Eretz). A palavra acabou por se tornar o que em inglês atual conhecemos como <em>Earth</em> (Terra).</p>
<p>Como E.RI.DU era o nome de uma cidade-estado, os sumérios tinham outra palavra para designar o planeta Terra, que era Ki (o mesmo significado do ‘ki’ de An.unna.<strong>ki</strong>). Em acadiano, Ki tornou-se Gi (ou Ge) – de onde saiu a palavra Geo (de geografia, geologia, etc.). Mais tarde, os indo-europeus acrescentaram a palavra ‘Aia’, que significa “avó”, e daí surgiu a palavra Gaia, a “Avó-Terra”, mas que alguns antropologistas preferiram traduzir como “Mãe-Terra”.</p>
<p>Outra palavra suméria que usamos até hoje e que sofreu pouca alteração ao longo dos milênios é “mãe” ou “mamãe”, que deriva das palavras Mamma, Mammi ou Mami, as quais, por sua vez, são outros nomes utilizados para se referir à ‘deusa-mãe’ Ninhursag (“Senhora da Montanha”), associada à fertilidade.</p>
<p>Em seu livro <em>Encontros Divinos</em>, Sitchin faz uma descrição de inúmeros relatos registrando o encontro entre homens e ‘deuses’. Ele começa traçando um perfil de como eram esses encontros e como eles interferiam no cotidiano das pessoas, sempre pendendo para a teoria extraterrestre. Porém, Sitchin começa a enveredar por outros caminhos no último capítulo e decide traçar um paralelo entre todos os deuses sumérios e o Deus dos hebreus, no Velho Testamento. O propósito é identificar qual dos deuses sumérios seria o Deus descrito na Bíblia, então ele compara um a um buscando similaridades na personalidade, nos diálogos, nos feitos e nos milagres.</p>
<p>E só então um novo elemento nos é apresentado. Os poderosos ‘deuses’ da Suméria, quando viam seus planos frustrados ou quando enfrentavam algum imprevisto, reconheciam suas limitações e atribuíam esses acontecimentos a quem chamavam de “O Criador de Todas as Coisas” (cujo poder controlava tanto a Sorte quanto o Destino). Ou seja, os ‘deuses’ possuíam um Deus. Não encontrando paralelo no panteão sumério, Sitchin admite que o Deus bíblico é, de fato, o Criador de Todas as Coisas.</p>
<p><img style="margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Ídolos da antima Suméria" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/sumeria_idolos.jpg" border="0" alt="" align="left" />Essa informação é esclarecedora para os primeiros capítulos do Velho Testamento, ao visualizarmos a dificuldade e resistência que Abraão, Moisés e os outros patriarcas enfrentaram ao tentar difundir a Palavra de um Deus invisível para povos acostumados a ‘deuses’ que viviam entre eles, tinham esposas e filhos – algumas daquelas pessoas podiam até mesmo ser descendentes desses ‘deuses’.</p>
<p>Eu poderia ficar neste assunto eternamente, mas o texto já está grande demais. Acho que me empolguei e, mesmo assim, apenas pincelei alguns tópicos que descobri sobre os sumérios. Se você, como eu, fica fascinado com história antiga, então este post deve ter plantado a vontade de saber mais. Se esse é o seu caso, basta uma <a title="Pesquise sobre s Suméria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sumérios" target="_blank">pesquisa rápida</a> na web para encontrar milhares de páginas sobre o tema. Separe o joio do trigo e boa leitura.</p>
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		<title>Missão cumprida</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 14:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Três anos! E parece que foi ontem. Ainda lembro meu primeiro dia na TV1: 28 de maio de 2007. Eu entrei para a Equipe Microsoft, o time de web responsável pela atualização dos sites da Microsoft no Brasil. Naquele dia fui apresentado à equipe, aprendi os processos de trabalho e, no fim da tarde, participei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Três anos! E parece que foi ontem. Ainda lembro meu primeiro dia na <a title="Conheça a TV1" href="http://www.tv1.com.br/" target="_blank">TV1</a>: 28 de maio de 2007. Eu entrei para a Equipe Microsoft, o time de web responsável pela atualização dos sites da Microsoft no Brasil. Naquele dia fui apresentado à equipe, aprendi os processos de trabalho e, no fim da tarde, participei de uma reunião com quase 40 graus de febre – era o início de uma gripe forte. Fui embora debaixo de uma garoa fria e com o metrô lotado. Depois disso, passei a vir trabalhar de carro.</p>
<p>De lá pra cá, tanta coisa aconteceu que, se for citar tudo, melhor escrever um livro. Comecei gerenciando o site de Windows e passei por outras áreas como o site de Parceiros, a homepage principal e a gerência de operações da equipe. Sem dúvida um caminho agitado, dinâmico, divertido e, muitas vezes, conturbado. Não foi fácil.</p>
<p>Jamais tive do que reclamar da equipe. Muitos foram mais do que colegas de trabalho, tornaram-se grandes amigos. Com o tempo, a equipe aumentou, encolheu, mudou&#8230; Enfim, é o curso natural dos negócios.</p>
<p>E para quem possui uma visão da Microsoft como empresa ‘fria e imperialista’, nada pode estar mais longe da verdade. Quem a conhece de perto, como eu tive o privilégio de conhecer, percebe de imediato que ela está repleta de pessoas dedicadas, animadas e comprometidas, que se esforçam para fazer o melhor trabalho possível. Estão cientes de suas virtudes e fraquezas, e lutam por aquilo que acreditam.</p>
<p>Não foram poucas as vezes em que eu estava lá, em reunião com gerentes de marketing, decidindo o futuro dos produtos e de repente me dava conta exatamente disso: “Ei! Eu realmente estou aqui, traçando planos de campanha para acontecimentos que ficarão na história da Microsoft!”. É sensação que não dá pra transmitir. Poucos me entenderão aqui.</p>
<p>Em tudo o que fiz, dei o máximo de mim. Foram madrugadas adentro e finais de semana gerenciando conteúdo, verificando vídeos, lendo diretrizes que vinham dos EUA, esquecendo de almoçar, etc. Nada de diferente do cotidiano de uma agência.</p>
<p>Tive meus erros e meus acertos – espero que mais acertos do que erros. Ultimamente acabei reduzindo o ritmo. Chega um momento em que, por mais que você goste do cliente e goste do que faz, é preciso buscar novos ares, fugir da estagnação. A ideia surgiu no final do ano passado, mas não a coloquei em prática. E para minha surpresa, ela se concretizou sozinha.</p>
<p>Talvez fosse o momento de beber de outras fontes, flertar com o novo. E, assim, outra equipe, de outra empresa, passa a cuidar dos sites a partir de agora. “É bom!” – pensei comigo, sem nenhum espanto com a notícia. Uma pausa. Ou, como se diz num relacionamento, ‘dar um tempo’. Experimentar algo novo para poder comparar. E não tenho um pingo de dúvida de que, em breve, estaremos juntos novamente.</p>
<p>O que farei agora? – você deve estar se perguntando. Bem, tenho novos desafios pela frente aqui na agência. Voltarei ao assunto futuramente.</p>
<p>Como disse alguns parágrafos acima, a Microsoft é composta de pessoas. E algumas delas se tornaram muito queridas para mim – algumas mais recentemente, outras desde o início do trabalho. E eu não poderia simplesmente sair de cena sem agradecer a essas pessoas que me proporcionaram três dos meus melhores anos profissionais. Assim, enviei-lhes e-mail agradecendo o tempo que passamos juntos e o aprendizado que adquiri com eles. Faculdade alguma ensina o que se aprende na prática.</p>
<p>O propósito desse e-mail foi quebrar a barreira cliente/fornecedor e agradecer às pessoas (do Brasil e dos EUA) que mantém essa máquina funcionando. E devo dizer que as respostas que recebi me pegaram desprevenido. Não esperava a reação e, por isso, resolvi transcrever algumas dessas mensagens. E faço isso apenas para mostrar que, sim, vale a pena se esforçar. Vale a pena fazer a diferença e dar o melhor de nós no que fazemos. O resultado está aí abaixo:</p>
<blockquote><p>Querido, você ainda me deve seu livro de Windows 7.</p>
<p>Valeu pelo nosso rápido tempo de trabalho.</p>
<p>Beijos,</p>
<p><strong>T. M.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Realmente, você fará falta. Mas estou certo que ainda vamos trabalhar juntos novamente. Muito obrigado por toda a contribuição nestes anos.</p>
<p>Conte conosco também e apareça para tomar um café!</p>
<p>Abração,</p>
<p><strong>A. B.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Apenas vou repetir aquilo o que o <strong>A. B.</strong> já disse!</p>
<p>Muito obrigada pela ajuda de sempre. Você foi uma peça fundamental nesse período que estive aqui!</p>
<p>Parabéns por todo o trabalho que você e toda sua equipe realizou aqui no time de Windows!</p>
<p>Sentiremos sua falta!</p>
<p>Abraços e muito sucesso daqui pra frente!</p>
<p><strong>N. I.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Meu amigo Emílio,</p>
<p>Acho que nós é que devemos agradecer vocês pela parceria e fico muito feliz por ter feito parte desse time que, por sinal, foi um dos melhores que já trabalhei.</p>
<p>Vocês podem contar comigo sempre!</p>
<p>Grande abraço,</p>
<p><strong>D. P.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Emílio,</p>
<p>Obrigado por toda a contribuição, amizade e profissionalismo.</p>
<p>Tenha certeza que manteremos contato!</p>
<p>Abraços!</p>
<p><strong>R. W.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Grande Emilio,</p>
<p>Obrigado pelo tempo em que trabalhamos juntos, com você demos um grande salto na qualidade do conteúdo que oferecemos aos nossos clientes e parceiros nos sites de Windows (lembro de conteúdos para ISVs, IHVs, SBC, System Integrators, LARs, VARs, Media Center&#8230; era conteúdo que não acabava mais!).  Foi um prazer trabalhar com você, vamos manter contato!</p>
<p>Abraço!</p>
<p><strong>P. B.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Emilio,</p>
<p>Thank you for your time with us. You were my favorite workmate in Brazil and I hope we may still be friends. It was a pleasure to work with you.</p>
<p><strong>D.M.</strong></p></blockquote>
<blockquote><p>Hi Emilio,</p>
<p>I’m sorry to know you’re leaving us. You were one of the most engaged persons on the Brazilian subsidiary that I worked with.</p>
<p> Let’s keep in touch.</p>
<p> <strong>T.T.</strong></p></blockquote>
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		<title>50 músicas clássicas essenciais</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 18:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Para os amantes da música erudita, eis um verdadeiro achado: o álbum The 50 Most Essential Pieces of Classical Music. É uma coletânea de respeito com – obviamente – cinquenta das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos. Encontrei ao acaso, fuçando nos destaques de música clássica do iTunes. E desde então tem sido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title=" The 50 Most Essential Pieces of Classical Music" href="http://www.amazon.com/Most-Essential-Pieces-Classical-Music/dp/B001NJU944" target="_blank"><img style="margin: 0px 0px 0px 5px; display: inline; border-width: 0px;" title=" The 50 Most Essential Pieces of Classical Music" src=" http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/50classical.jpg" border="0" alt="" align="right" /></a>Para os amantes da música erudita, eis um verdadeiro achado: o álbum <em>The 50 Most Essential Pieces of Classical Music</em>. É uma coletânea de respeito com – obviamente – cinquenta das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos.</p>
<p>Encontrei ao acaso, fuçando nos destaques de música clássica do <a title="iTunes Store" href="http://www.apple.com/itunes/whats-on/#music" target="_blank">iTunes</a>. E desde então tem sido o álbum que mais ouço – seja no micro ou no iPod. Todas essas sinfonias e óperas podem ser encontradas facilmente separadas em outras coleções. Porém, alguma boa alma – e de muito bom gosto – resolveu juntá-las em um único álbum, o que facilita a vida e enriquece os sentidos, já que são mais de cinco horas de música.</p>
<p>Recomendo de olhos fechados. O álbum inteiro ou as músicas separadas em MP3 podem ser encontrados na Amazon, neste <a title="Compre o álbum" href="http://www.amazon.com/Most-Essential-Pieces-Classical-Music/dp/B001NJU944" target="_blank">link</a>. Se você é fã de música clássica, não é preciso mais comentários. Se não é, este é um ótimo pretexto para se tornar.</p>
<p>Abaixo, as cinquenta músicas que compõem o álbum:</p>
<p>1. Die Zauberflöte (The Magic Flute), K. 620: Overture<br />
2. Suite for Orchestra No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air<br />
3. The Four Seasons (Le Quattro Stagioni) &#8211; Concerto for Violin in E Major, RV 269, Op. 8:1, &#8220;Spring&#8221;: I. Allegro4. Swan Lake Suite, Op. 20: Scéne: Moderato<br />
5. Partita No. 3 in E Major for Solo Violin, BWV 1006: I. Preludio<br />
6. Peer Gynt Suite No. 1, Op. 46: IV. In the Hall of the Mountain King<br />
7. Canon in D Major<br />
8. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67, &#8220;Fate&#8221;: I. Allegro con brio<br />
9. Liebestraum No. 3 in A-Flat Major, G 541, Op. 62: &#8220;O lieb so lang&#8217; Du lieben kannst&#8221;<br />
10. Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: I. Allegro<br />
11. Concerto No. 21 in C Major for Piano and Orchestra, K. 467: II. Andante (&#8220;Elvira Madigan&#8221;)<br />
12. Concerto for Mandolin, Strings and B.C. in C Major, R 425: Allegro<br />
13. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Allegro Molto<br />
14. Cavatina<br />
15. Concerto for 2 Violins, Strings and B.C. in D Minor, BWV 1043: I. Vivace<br />
16. Adagio in G Minor for Strings and Organ<br />
17. Bagatelle in A Minor, WoO 59, &#8220;Für Elise&#8221;<br />
18. Cantata BWV 208, &#8220;Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd!&#8221;: IX. Schäfe können sicher weide (Sheep may safely graze)<br />
19. Overture to Egmont, Op. 84<br />
20. Fugue for solo Guitar in G Minor, BWV 1000<br />
21. The Valkyrie: Ride of the Valkyries<br />
22. Vocalise for Cello and Piano, Op. 34: Lentamente<br />
23. Symphony No. 94 in G Major, &#8220;The Surprise&#8221;: II. Andante<br />
24. 1812 Festival Overture, Op. 49<br />
25. Nocturne No. 2 in E-Flat Major, Op. 9<br />
26. Turandot: Nessun dorma<br />
27. Requiem Mass in D Minor, K. 626: VII. Lacrimosa<br />
28. The Planets, Op. 32: IV. Jupiter &#8211; The Bringer Of Jolity<br />
29. Concerto in G Major for Viola and Orchestra, TWV 51:G9: I. Largo<br />
30. Requiem Mass: II. Dies irae &#8211; Tuba mirum<br />
31. Symphony No. 5 in C-Sharp Minor: IV. Adagietto<br />
32. Mass in B Minor, BWV 232: III. Credo (Symbolum Nicenum): VI. Et resurrexit<br />
33. Concerto in E Minor for Violin and Orchestra, Op. 64: I. Allegro molto appassionato<br />
34. String Quartet No. 1 in B-Flat Major, Op. 1: III. Adagio<br />
35. Concerto Grosso in G Minor, Op. 6:8 &#8220;Christmas Concerto&#8221;: II. Allegro<br />
36. Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95 &#8220;From the New World&#8221;: II. Largo<br />
37. Cello Concerto No. 1 in C Major, Hob. VIIb/1: II. Adagio<br />
38. Sonata No. 11 in A Major for Piano, K. 331: III. Alla Turca &#8211; Allegretto<br />
39. Boléro<br />
40. Trois Gymnopédies: Gymnopédie No. 1 (Lent et Douloureux)<br />
41. Concerto in A Minor for Piano and Orchestra, Op. 16: I. Allegro molto moderato<br />
42. Thaïs: Meditation<br />
43. Hungarian Dances No. 5 in G Minor<br />
44. Adagio for Strings<br />
45. Ave Maria (after J.S. Bach)<br />
46. String Quartet No. 2 in D Major: III. Notturno<br />
47. Water Music Suite No. 1 in F Major, HV 348: VI. Air<br />
48. Pavane<br />
49. Suite Bergamasque, L 75: III. Clair de lune<br />
50. Rhapsody in Blue</p>
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		<title>Conhecendo o Windows 7</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 17:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou devendo este post há algum tempo. A vida anda tão corrida nesses meses que não dá tempo de se autopromover. Não é novidade dizer que sou apaixonado por tecnologia. E escrever sobre o assunto chega a ser mais um hobby do que trabalho propriamente dito. Sendo assim, fui convidado ano passado a escrever um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Conheça meu livro sobre o Windows 7" href="http://www.universoeditorial.com.br/ue/main.asp?loadpage=pubdetails&amp;showbannertop=no&amp;showcovers=no&amp;pubid=%7bA79E1BFB-D2EA-40B7-901B-025F8B4E3DB3%7d" target="_blank"><img style="margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Compre meu livro sobre o Windows 7" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/livro_win7.jpg" border="0" alt="" align="left" /></a>Estou devendo este post há algum tempo. A vida anda tão corrida nesses meses que não dá tempo de se autopromover.</p>
<p>Não é novidade dizer que sou apaixonado por tecnologia. E escrever sobre o assunto chega a ser mais um hobby do que trabalho propriamente dito. Sendo assim, fui convidado ano passado a escrever um livro sobre o Windows 7. Desnecessário dizer que aceitei imediatamente e mergulhei de cabeça na elaboração dos capítulos.</p>
<p>E o resultado você pode conferir <a title="Conheça meu livro sobre o Windows 7" href="http://www.universoeditorial.com.br/ue/main.asp?loadpage=pubdetails&amp;showbannertop=no&amp;showcovers=no&amp;pubid=%7bA79E1BFB-D2EA-40B7-901B-025F8B4E3DB3%7d" target="_blank">aqui</a>. O livro ensina a utilização do mais recente sistema operacional da Microsoft e contém dicas e informações tanto básicas quanto avançadas. A ideia era criar um conteúdo que pudesse auxiliar os usuários a extrair o máximo que o Windows 7 oferece. Eu, como inquieto fuçador, gosto de compartilhar as descobertas com os outros.</p>
<p>E quero agradecer aos amigos da <a title="Visite o site da Universo Editorial" href="http://www.universoeditorial.com.br" target="_blank">Universo Editorial</a> por mais uma oportunidade de contribuir com a editora – pra quem não sabe, este é o segundo livro que publico. O <a title="Conheça meu livro sobre o Windows Vista" href="http://www.universoeditorial.com.br/ue/main.asp?loadpage=pubdetails&amp;showbannertop=no&amp;showcovers=no&amp;pubid=%7b4FC03174-EB9C-4F1B-8338-E28BBDF1C56D%7d" target="_blank">primeiro </a>foi baseado no Windows Vista.</p>
<p>Feita a propaganda, espero que os leitores comprem o livro aos milhões e garantam que eu escreva sobre o Windows 8, quando for lançado.</p>
<img src="http://www.emiliocalil.com/blog/?ak_action=api_record_view&id=378&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Os nomes das empresas de tecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[O pessoal do site Crenk publicou uma matéria interessante sobre a origem dos nomes de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Alguns eu já conhecia, outros foram novidade para mim. A matéria original pode ser lida aqui, mas, se você estiver com preguiça, fiz o favor de traduzir o texto como segue abaixo: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal do site <a title="Conheça o site" href="http://crenk.com" target="_blank">Crenk</a> publicou uma matéria interessante sobre a origem dos nomes de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Alguns eu já conhecia, outros foram novidade para mim. A matéria original pode ser lida <a title="Leia a matéria original" href="http://crenk.com/how-did-the-top-technology-companies-get-their-names/" target="_blank">aqui</a>, mas, se você estiver com preguiça, fiz o favor de traduzir o texto como segue abaixo:</p>
<p><strong>Apple Computers<br />
</strong>É a fruta favorita do fundador da empresa, <strong>Steve Jobs</strong>. Ele estava três meses atrasado para encontrar um nome para a companhia e ameaçou chamá-la de Apple Computers se seus colegas não sugerissem um nome melhor até às 17h.</p>
<p><strong>CISCO<br />
</strong>Não é um acrônimo como se acredita por aí. É apenas uma abreviação de San Franciso.</p>
<p><strong>Compaq</strong><br />
Esse nome foi formado pelas palavras COMp, de computador, e PAQ para denotar um objeto pequeno.</p>
<p><strong>Corel</strong><br />
O nome foi derivado do nome de seu fundador, Dr. <strong>Michael Cowpland</strong>. São as iniciais de COwpland REsearch Laboratory.</p>
<p><strong>Google</strong><br />
O nome começou como uma brincadeira sobre o grande número de informação que o mecanismo de busca seria capaz de pesquisar. Originalmente foi chamado de ‘Googol’, uma palavra para o número representado por 1 seguido de 100 zeros. Após seus fundadores – os estudantes <strong>Sergey Brin</strong> e <strong>Larry Page</strong> – apresentarem o projeto para um investidor, eles receberam um cheque nominal à empresa ‘Google’.</p>
<p><strong>Hotmail<br />
</strong>O fundador <strong>Jack Smith</strong> teve a ideia de acessar e-mails via web de um computador em qualquer lugar do mundo. Quando <strong>Sabeer Bhatia</strong> veio com o business plan para o serviço de e-mail, ele tentou todos os tipos de nomes que terminassem em ‘mail’ e finalmente optou por Hotmail por conter as letras “html” – a linguagem de programação utilizada nas páginas da web. Inicialmente o nome era grafado HoTMaiL, destacando as letras maiúsculas.</p>
<p><strong>HP – Hewlett Packard<br />
Bill Hewlett</strong> e <strong>Dave Packard</strong> disputaram no cara-ou-coroa para decidir se a empresa seria chamada de Hewlett-Packard ou Packard-Hewlett.</p>
<p><strong>Intel</strong><br />
<strong>Bob Noyce </strong>e <strong>Gordon Moore</strong> queriam nomear sua nova empresa como ‘Moore Noyce’, mas esse nome já estava registrado por uma rede de hotéis, portanto, eles optaram pelo acrônimo de INTegrated ELectronics.</p>
<p><strong>Lotus (Notes)<br />
Mitch Kapor</strong> obteve o nome da sua empresa da ‘Posição de Lótus’ ou ‘Padmasana’. Kapor era instrutor da Meditação Transcendental de <strong>Maharishi Mahesh Yogi</strong>.</p>
<p><strong>Microsoft<br />
</strong>Nome criado por <strong>Bill Gates</strong> para representar a companhia dedicada a MICROcomputer SOFTware. Inicialmente grafada como Micro-Soft, o nome perdeu o hífen posteriormente.</p>
<p><strong>Motorola</strong><br />
O fundador <strong>Paul Gavin</strong> surgiu com esse nome quando sua empresa começou a fabricar rádios para automóveis. Naquela época, a popular empresa era conhecida como <strong>Victrola</strong>.</p>
<p><strong>ORACLE<br />
Larry Ellison</strong> e <strong>Bob Oats</strong> trabalhavam em um projeto de consultoria para a CIA. O codinome do projeto era chamado ‘Oracle’ (a CIA via isso como um sistema para obter respostas para todas as questões ou coisa semelhante). O projeto foi criado para ajudar a utilizar a nova linguagem SQL criada pela IBM. Esse projeto foi cancelado, mas Larry e Bob decidiram terminar o que começaram e partilhar com o resto do mundo. Eles mantiveram o nome Oracle e criaram o sistema RDBMS. Mais tarde adotaram o mesmo nome para a empresa.</p>
<p><strong>Sony</strong><br />
O nome originou-se da palavra ‘sonus’, que significa som em latim, mas sony não possui significado ou tradução. Já ‘sonny’(com dois ‘n’) é uma gíria usada por americanos para se referir a jovens brilhantes.</p>
<p><strong>SUN</strong><br />
Fundada por quatro colegas da Stanford University, SUN é o acrônimo de Stanford University Network. <strong>Andreas Bechtolsheim</strong> construiu um microcomputador; <strong>Vinod Khosla</strong> recrutou a ele e <strong>Scott McNealy</strong> para fabricarem computadores baseados nesse protótipo. E <strong>Bill Joy</strong> desenvolveu o sistema operacional baseado em UNIX para esse computador.</p>
<p><strong>Yahoo!</strong><br />
A palavra foi inventada por <strong>Jonathan Swift</strong> e utilizada em seu livro ‘As Viagens de Gulliver’. Ela representa uma pessoa repulsiva na aparência e nas ações, não sendo quase humana. Os fundadores do Yahoo!, <strong>Jerry Yang</strong> e <strong>David Filo</strong>, escolheram esse nome por considerarem a si mesmos yahoos.</p>
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		<title>Uma pedra no caminho</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 12:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu já me preparava para dormir quando ela apareceu de madrugada. A princípio ignorei-a, tentando passar despercebido. Mas já a conhecia de outra data e sabia que não seria fácil. Ela não é do tipo que desiste sem luta. Sua presença foi ficando mais forte e, antes que se tornasse insuportável, precisei de ajuda para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Uma pedra no caminho" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/rim.jpg" border="0" alt="" align="left" />Eu já me preparava para dormir quando ela apareceu de madrugada. A princípio ignorei-a, tentando passar despercebido. Mas já a conhecia de outra data e sabia que não seria fácil. Ela não é do tipo que desiste sem luta. Sua presença foi ficando mais forte e, antes que se tornasse insuportável, precisei de ajuda para me livrar dela.</p>
<p>Faltando dois meses para o casamento, não podia deixar que a reaparição dela estragasse tudo. Ela cruzou meu caminho uma vez há três anos, mas percebi que não me esqueceu.</p>
<p>Ela, a quem me refiro, é uma cólica renal. O leitor que conhece o drama de perto sabe que não é coisa que se ignore. Ela surge do nada, como um formigamento, e vai ficando mais forte até dar a impressão de uma mão esmagando os rins. É dor que faz o mais forte dos homens chorar feito criança. E eu estou longe de ser o mais forte dos homens.</p>
<p>Um pulo no hospital para tomar buscopam acabou com a dor. Mas na noite seguinte tive outra visita dessa amiga indesejada. Dessa vez, achei melhor procurar o médico. Após exames surge o causador do tormento: Um cálculo renal desgarrado que escapou do rim e se alojou a meio caminho da bexiga.</p>
<p>O médico me chama pra conversar. “Precisamos remover a pedra para que ela não obstrua o canal e prejudique o rim”. OK, doutor, bombardeie com ondas de choque e estamos conversados. “Infelizmente não é possível no seu caso, pois a pedra está em um local onde não podemos bombardear. Além disso, ela é grande, o que impede que seja expelida naturalmente.” OK, doutor, quais as alternativas? “Fazer uma cirurgia com uma sonda para remover a pedra e colocar um cateter entre o rim e a bexiga, permitindo que o fluxo passe normalmente.”</p>
<p>Recusei de imediato. Pedi uma semana para tentar expelir a pedra – não me agradava a ideia de algo entrando por orifícios que não foram projetados para isso. O médico riu e me desejou boa sorte. E assim passei uma das piores semanas da minha vida. Toda noite sofria com a dor e nada da pedra sair. No fim, entreguei os pontos, mandei tudo às favas e marquei a cirurgia.</p>
<p>Data da operação: 28 de junho, dia de jogo do Brasil na Copa. Como imaginei, só fui encaminhado ao centro cirúrgico após o jogo. Inacreditável ver um hospital parar por causa de futebol. Naquele dia, para meu desgosto, o Brasil ganhou. Mas a cirurgia correu bem. O procedimento foi relativamente rápido e no dia seguinte estava de alta.</p>
<p>Os dias passaram e alguns sintomas me diziam que algo estava errado. Liguei pro médico e descrevi o problema. “Provavelmente o cateter saiu do lugar e será preciso refazer a cirurgia” – disse ele. Ah, nada disso! Mal tinha saído de uma e teria que entrar em outra? Mas não teve jeito. Data da operação: 2 de julho, outro jogo do Brasil na Copa. Santa coincidência! Fiquei sozinho no quarto com a tevê ligada durante jogo. Após o primeiro gol do Brasil, perdi as esperanças, virei para o lado e cochilei. Quando acordei, o placar indicava 2 x 1 para a Holanda. Senti uma ponta de tristeza por não ter presenciado a virada. E, como da primeira vez, só após o apito final vieram me buscar para a cirurgia. Dessa vez entrei sorrindo na sala. Tive alta no dia seguinte, a tempo de celebrar meu aniversário em casa.</p>
<p>Da minha estadia no hospital ficam duas impressões: A primeira é o atendimento ímpar do pessoal do Hospital Aviccena, que tratam seus pacientes como hóspedes. Todos, do faxineiro às enfermeiras, merecem elogios. E a segunda é a total falta de consideração, organização e péssimo atendimento da SulAmérica Saúde, que nada fez a não ser atrapalhar e atrasar as cirurgias. Demoravam a enviar a liberação da cirurgia e, quando liberavam, seguravam os materiais que seriam utilizados na mesma – ora, com o que os médicos iriam operar? Apenas com as mãos?</p>
<p>Enfim, o próximo passo será o bombardeamento para ‘explodir’ o que restou da pedra e a retirada do cateter, que deve ocorrer até o final do mês. Para quem nunca teve costume de ir a um hospital, duas cirurgias na mesma semana são um feito e tanto.</p>
<p>E finalizando com um cliché, cito o <strong>Drummond</strong>:</p>
<blockquote><p>No meio do caminho tinha uma pedra<br />
tinha uma pedra no meio do caminho<br />
tinha uma pedra<br />
no meio do caminho tinha uma pedra.</p>
<p>Nunca me esquecerei desse acontecimento<br />
na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br />
Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br />
tinha uma pedra<br />
tinha uma pedra no meio do caminho<br />
no meio do caminho tinha uma pedra</p></blockquote>
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		<title>Vai Juventus!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 13:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano de Copa do Mundo. E também de eleições. Quem criou o famoso ditado popular “desgraça pouca é bobagem” devia ter em mente anos como este. Detesto futebol. E detesto política. Ou melhor, de política até gosto, não gosto é de políticos. Mas futebol não tem jeito. Na verdade, nada tenho contra o esporte em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 0px 5px 0px 0px; display: inline; border-width: 0px;" title="Futebol" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/soccer.jpg" border="0" alt="" align="left" />Ano de Copa do Mundo. E também de eleições. Quem criou o famoso ditado popular “desgraça pouca é bobagem” devia ter em mente anos como este. Detesto futebol. E detesto política. Ou melhor, de política até gosto, não gosto é de políticos. Mas futebol não tem jeito.</p>
<p>Na verdade, nada tenho contra o esporte em si. O problema é toda essa euforia sem sentido dos brasileiros em torno do futebol, como se cada partida de um campeonato fosse questão de vida ou morte para milhões de acéfalos – e em alguns casos, acaba sendo mesmo.</p>
<p>Ora, que é o futebol se não vinte e dois jogadores correndo noventa minutos atrás de uma bola que, em última análise, é mais inteligente do que eles? Nunca me interessei por isso, nem quando criança. E não foi por falta de incentivo. Meu pai costumava jogar, todos os domingos, em campos localizados na região do Itaim Bibi. E sempre levava a mim e a meus irmãos com ele. Hoje o nome de alguns desses campos evoca certa nostalgia, sendo que <em>Itororó</em> e <em>Clube do Mé</em> são os mais fortes em minha lembrança. Este último, por sinal, sofrera uma matreira pichação nossa – se é que podemos chamar assim alguns rabiscos de giz de cera – e seu nome pintado na parede foi rebatizado para “<em>Clube do Mélda</em>”. Coisas de moleque.</p>
<p>As lembranças que tenho daquelas manhãs de domingo não se relacionam ao futebol, mas a aventuras desbravando trilhas no mato, piqueniques, escalando morros, fugindo de cachorros e assistindo a campeonatos de <em>motocross</em> numa pista ali perto. Com o tempo, troquei aquilo por <em>Transformers</em>, <em>Thundercats</em> e <em>Superamigos</em> na tevê. Os videogames viriam muito tempo depois.</p>
<p>Mas falava de futebol. Mesmo crescendo nesse meio, meu interesse no assunto é nulo. E por isso não entendo esse sentimento exacerbado dos torcedores, que riem, choram, gritam, xingam, brigam e se desesperam a troco de nada. Fora as filas quilométricas para comprar ingressos – alguns faltam ao trabalho ou pedem demissão para assistir a um jogo. A mídia, cúmplice dessa patacoada, tira proveito e enaltece esse comportamento, passando a sensação de que o jogo é mais importante do que qualquer coisa na vida. Empregassem os imbecis toda essa energia em algo útil, estaríamos entre as grandes potências do planeta.</p>
<p>E acho que é daí que vem meu desgosto pelo futebol. Esse esporte se tornou uma poderosa barreira contra nossa evolução. Eu poderia nutrir maior interesse ou até ir a estádios se o futebol fosse encarado como aquilo que realmente é: apenas um jogo. Para mim, essa história de paixão por times é pura falta de cultura de quem não tem capacidade de se apaixonar por assuntos mais nobres. Nas Copas do Mundo, sempre torço contra o Brasil, para que perca logo e impeça o agito de bandeiras e sopro de cornetas o quanto antes.</p>
<p>Outro problema que o futebol cria para mim é a falta de assunto. Ao almoçar com colegas de trabalho, é fácil falar de tecnologia, filmes, livros, viagens, etc. Mas quando caem no futebol, só resta me calar. Sequer sei a diferença de um zagueiro para um meio-de-campo, então não consigo manter conversa. Mas para isso encontrei a solução. Tenho prestado atenção nas conversas alheias sobre o tema, e acabo decorando uma ou outra frase de impacto que denote forte opinião sobre o assunto. Pronto, basta encaixar essas frases no momento certo e obtenho uma conversa animada. Eu não faço a mínima ideia do que estou falando, mas acredito que meus interlocutores também não.</p>
<p>Dia desses, entretanto, acordei diferente. Não sei bem por que razão, decidi que eu precisava de um time para torcer. Mas não queria nenhum desses grandes nomes. Então lembrei que meu bairro tem seu próprio time – o Juventus – e até um estádio homônimo. Fui atrás de maiores informações e descobri que o time é péssimo, não ganha jogo algum e vive nas divisões mais baixas. Ora, pensei, é esse mesmo! Se quiser torcer pra algum time, ainda que por brincadeira, que seja um time ruim, sem destaque e que não cause decepções, uma vez que a expectativa é a de derrota. Decepcionado ficarei se ele passar a ganhar os jogos. Aí serei obrigado a abandoná-lo.</p>
<p>Hoje, se me perguntam para qual time eu torço, respondo com um grande sorriso: Juventus! As pessoas me olham de lado, curiosas, como se eu tivesse dito que acabei de chegar de Marte. O que me deixa a sensação de que estou no caminho certo.</p>
<p>Vai Juventus!</p>
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		<title>Legend of the Guardians</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 16:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou fã de animações com bichos – geralmente são filmes bobos, sem graça, enfadonhos e previsíveis. Mas acho que Legend of the Guardians (site oficial) pode me fazer mudar de opinião. Talvez eu dê uma chance pra ele no cinema. Gostei bastante do trailer (abaixo): O filme é baseado na série de 15 livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou fã de animações com bichos – geralmente são filmes bobos, sem graça, enfadonhos e previsíveis. Mas acho que <em>Legend of the Guardians</em> (<a title="Visite o site" href="http://www.legendoftheguardians.com/" target="_blank">site oficial</a>) pode me fazer mudar de opinião. Talvez eu dê uma chance pra ele no cinema. Gostei bastante do trailer (abaixo):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="248" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="config=http://videos.movie-list.net/embed.xml&amp;width=500&amp;height=248&amp;image=http://www.movie-list.com/posters/caps/legendoftheguardians.jpg" /><param name="src" value="http://videos.movie-list.net/flvplayer.swf?file=http://videos.movie-list.net/flvideo/1035.flv" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="248" src="http://videos.movie-list.net/flvplayer.swf?file=http://videos.movie-list.net/flvideo/1035.flv" allowfullscreen="true" flashvars="config=http://videos.movie-list.net/embed.xml&amp;width=500&amp;height=248&amp;image=http://www.movie-list.com/posters/caps/legendoftheguardians.jpg"></embed></object></p>
<p>O filme é baseado na série de 15 livros <a title="Saiba mais" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guardians_of_Ga%27Hoole" target="_blank">Guardians of Ga&#8217;Hoole</a><em></em>. Não sei absolutamente nada sobre a história e nem quero me aprofundar muito. Mas pelo menos não parece ser um candidato a &#8220;novo <em>Harry Potter</em>&#8220;. Enfim, é espera pra ver.</p>
<img src="http://www.emiliocalil.com/blog/?ak_action=api_record_view&id=313&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Mais vagas dispon&#237;veis</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 20:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Já posso pensar em abrir uma empresa de RH. Mais duas vagas para quem estiver interessado: • Estagiário de Direito • Secretária Os candidatos devem enviar seus currículos para aline@advariovaldo.com.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já posso pensar em abrir uma empresa de RH. Mais duas vagas para quem estiver interessado:</p>
<p><strong>• Estagiário de Direito<br />
• Secretária</strong></p>
<p>Os candidatos devem enviar seus currículos para <a title="Envie seu currículo" href="mailto:aline@advariovaldo.com.br">aline@advariovaldo.com.br</a></p>
<img src="http://www.emiliocalil.com/blog/?ak_action=api_record_view&id=312&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>Vagas para equipe de Web</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 14:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Se alguém estiver interessado, estou precisando de três novos membros para integrar minha equipe. Seguem abaixo os detalhes: DESENVOLVEDOR WEB (2 VAGAS) Conhecimentos necessários: • CSS • Tableless • HTML • JavaScript • XML • XSLT Diferenciais: • .NET • Inglês ASSISTENTE DE ARTE (1 VAGA) Conhecimentos necessários: • Photoshop • Flash • Prática em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se alguém estiver interessado, estou precisando de três novos membros para integrar minha equipe. Seguem abaixo os detalhes:</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">DESENVOLVEDOR WEB (2 VAGAS)</span></strong><br />
<strong>Conhecimentos necessários:<br />
</strong>• CSS<br />
• Tableless<br />
• HTML<br />
• JavaScript<br />
• XML<br />
• XSLT</p>
<p><strong>Diferenciais:<br />
</strong>• .NET<br />
• Inglês</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">ASSISTENTE DE ARTE (1 VAGA)<br />
</span>Conhecimentos necessários:</strong></p>
<p>• Photoshop<br />
• Flash<br />
• Prática em criação de banners, e-mail marketing e projetos gráficos de sites.</p>
<p><strong>Diferenciais:<br />
</strong>• Silverlight<br />
• Flash &#8211; Action Script 3</p>
<p>Interessados, por favor, mandem um e-mail com CV para <a title="Envie um e-mail com seu currículo" href="mailto:ecalil@tv1.com.br">ecalil@tv1.com.br</a></p>
<img src="http://www.emiliocalil.com/blog/?ak_action=api_record_view&id=310&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>O Pequeno Pardal</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 19:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando, nas manhãs de sábado, gosto de levantar cedo e caminhar pelas ruas do bairro. Nenhum trajeto especial – deixo as pernas escolherem o destino. Numa dessas incursões, meses atrás, parei para fuçar alguns DVDs em promoção. Na gôndola, em meio a diversos títulos, vi o filme Piaf – Um Hino Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando, nas manhãs de sábado, gosto de levantar cedo e caminhar pelas ruas do bairro. Nenhum trajeto especial – deixo as pernas escolherem o destino. Numa dessas incursões, meses atrás, parei para fuçar alguns DVDs em promoção. Na gôndola, em meio a diversos títulos, vi o filme <a title="Piaf – Um Hino Ao Amor" href="http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=16914" target="_blank"><strong>Piaf – Um Hino Ao Amor</strong></a> (<em>La Môme &#8211; 2007</em>) dando sopa. Como aprecio as músicas de <strong>Edith Piaf</strong> e já tinha ouvido falar bem dessa cinebiografia, não pensei duas vezes e arrematei-a.</p>
<p>Em seguida, parei para um café. Entre mordidas no pão de queijo, peguei o filme para ler a sinopse. Na hora de pagar a conta, o dono do café puxa conversa: &#8220;Notei que você está com o filme da Edith Piaf. É muito bom, minha esposa e eu adoramos. Você fez uma ótima compra&#8221;. Saí de lá duplamente feliz. Primeiro, pela certeza de ter comprado um bom filme e, segundo, pela boa conversa com o dono do café, de cultura admirável.</p>
<p>Mas por pura falta de tempo, o DVD acabou esquecido e empoeirado na prateleira, junto a outros filmes – alguns ainda lacrados – que comprei e esperam na fila para serem vistos. Pois bem, neste fim de semana consegui um tempinho e resolvi dar uma chance à <em>La Môme Piaf</em> (Pequeno Pardal).</p>
<p>Talvez o termo para descrever o filme deva ser usado no próprio idioma de Piaf: <em>Ces&#8217;t magnifique</em>! Conhecia pouco da vida da famosa cantora francesa e o que eu esperava era uma boa biografia musical e uma excelente atuação de <strong>Marion Cotillard</strong>, muito elogiada (e premiada) pela crítica internacional. Mas nem eu nem minha noiva estávamos preparados para uma tragédia. Acho que a vida de Edith Piaf pode ser definida assim: trágica. Trágica e ao mesmo tempo gloriosa. A impressão que se tem ao final do filme é que Piaf não conheceu a felicidade. Mesmo indo da pobreza à fama e fortuna, poucos momentos de sua vida parecem ter sido realmente felizes.</p>
<p>O filme possui uma sequencia cronológica linear que é permeada por flashbacks (e flashforwards), a fim de não perder tempo explicando demais certos detalhes. A fórmula funciona bem, mas em certos momentos a falta de explicação é um problema, como na cena do encontro com a cantora <strong>Marlene Dietrich</strong>, que me fez buscar mais detalhes na internet para entender.</p>
<p>A fotografia é soberba e a reconstituição da Paris dos anos 20/30/40 é impecável. Tão impecável que, juntamente com a atuação de Marion Cotillard (de levar às lágrimas), fica a impressão de que você não está vendo um filme, e sim uma janela para o passado em que presencia os fatos na vida de Edith tal como eles foram.</p>
<p>Enfim, fica a dica para quem está procurando um ótimo filme em que possa &#8216;entrar&#8217; na história e se perder na vida de uma das maiores cantoras francesas de todos os tempos. Siga o conselho do dono do café sem medo: É uma ótima aquisição.</p>
<p>Abaixo, o trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/T-LzEPS7ji4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/T-LzEPS7ji4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Highlander: Curiosidades</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me conhece sabe que sou fã da série Highlander (tanto dos filmes quanto da série de TV). E fã é uma desgraça, pois, mesmo que o produto final seja ruim, achamos uma forma de gostar da coisa – exceto, claro, o segundo (The Quickening) e o quinto filme (The Source); a esses não há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece sabe que sou fã da série <i>Highlander</i> (tanto dos filmes quanto da série de TV). E fã é uma desgraça, pois, mesmo que o produto final seja ruim, achamos uma forma de gostar da coisa – exceto, claro, o segundo (<em>The Quickening</em>) e o quinto filme (<em>The Source</em>); a esses não há fã que os defenda.</p>
<p>Fuçando em alguns arquivos outro dia, encontrei uma lista de curiosidades sobre os filmes e a série de TV que tinha guardado. Na falta de inspiração para escrever algo aqui, publico a lista a seguir. Eu, particularmente, gosto de saber dessas curiosidades, conhecer problemas técnicos enfrentados pela equipe ou ver como os atores reagiram a determinados conceitos. Enfim, segue a lista, que engloba o primeiro filme (1986), o terceiro (1994), o quarto (2000) e a série de TV (1992 a 1998).</p>
<p><b>HIGHLANDER (1986)</b></p>
<ul>
<li><strong>Clancy Brown</strong> quase declinou o papel do vilão Kurgan em virtude de sua alergia à maquiagem, o que o impediria de usar algumas próteses exigidas em certos momentos do filme.       </li>
<li><strong>Christopher Lambert</strong> passou um bom tempo com um professor de idiomas, desenvolvendo um sotaque que não parecesse muito estrangeiro (em inglês). Lambert não era fluente em inglês na época, seu único filme nesse idioma até então tinha sido <i>Greystoke: A Lenda de Tarzan</i> (1984), no qual ele pronunciou poucas palavras.      </li>
<li>Algumas versões estrangeiras do filme incluem uma sequencia da Segunda Guerra Mundial que mostra Connor MacLeod resgatando a garotinha Rachel, onde ele diz &quot;It&#8217;s a kind of magic&quot;. Mais tarde, Rachel tornou-se a secretária de MacLeod no loft de Nova Iorque. Essa cena foi incluída na “<em>Immortal Edition</em>” do DVD americano e também está presente no DVD brasileiro do filme.       </li>
<li>Algumas cenas inéditas foram perdidas em um incêndio. A filmagem incluía uma sequencia onde o vilão Kurgan enfrenta o imortal Yung Dol Kim, trabalhando como segurança em um escritório. Kim, cansado de sua vida imortal, rende-se a Kurgan, que lhe arranca a cabeça. A versão “<em>Director’s Cut</em>” do DVD americano possui, em seus extras, algumas fotos dessas cenas perdidas no incêndio.      </li>
<li>Na cena onde Connor arranca a cabeça de Kurgan, o diretor <strong>Russel Mulcahy</strong> tinha originalmente imaginado um dragão feito em animação (usando o elmo de caveira) que emergiria do corpo de Kurgan e desafiaria Connor novamente. Somente após derrotar o dragão-fantasma é que ele receberia o ‘quickening’ final e, então, o ‘Prêmio’. Essa ideia foi descartada devido a restrições de orçamento.      </li>
<li>Durante a batalha final entre MacLeod e Kurgan no topo do estúdio Silvercup, é possível ver cabos no chão que puxam as letras de neon do letreiro. Depois de completar a filmagem, a produção descobriu que os danos feitos no set e no topo do prédio foram tantos, que seria impossível refilmar a cena.     </li>
<li>De acordo com a tela do computador onde Brenda compara as assinaturas de várias certidões de nascimento de MacLeod, podemos ver que as identidades anteriores de Connor foram Adrien Montagu, Jacques Lefebert, Alfred Nicholson, Rupert Wallingford e Russel Nash.</li>
<li><strong>Sean Connery</strong> e Christopher Lambert ficaram tão amigos durante as filmagens que eles chamavam um ao outro pelos nomes de seus personagens, mesmo quando não estavam filmando. Connery só retornou ao papel de Ramirez no segundo filme por causa da insistência pessoal de Lambert.      </li>
<li>Entre diversos artefatos antigos no quarto secreto de MacLeod, é possível ver o chapéu e a roupa de Ramirez.      </li>
<li>Apesar de não confirmado, dizem que a narração no início do filme, onde se ouve a portentosa voz de Sean Connery, foi gravada em um banheiro. O filme estava quase finalizado quando resolveram inserir a narração. Como estavam longe do estúdio, Connery teria se trancado num banheiro com o microfone, a fim de minimizar ruídos externos.     </li>
<li>De acordo com o diretor, a luz feita em animação nos ombros de Connor quando ele recebe o ‘Prêmio’ foi inserida para disfarçar os cabos que o faziam levitar. Ironicamente, isso acabou tornando os cabos mais visíveis ainda – especialmente no DVD.     </li>
<li>Rumores dizem que uma versão do filme exibida no Festival de Brussel mostrava um final ligeiramente diferente do convencional. Nessa versão, após a luta final, os demônios de animação circulando Lambert eram nitidamente vistos dizendo “thank you” (obrigado).     </li>
<li>No filme, o ‘quickening’ é a absorção da energia vital de um imortal decapitado por outro. Em inglês, a palavra é o termo utilizado quando o bebê dá seus primeiros sinais de vida no útero da mãe – os primeiros “chutes”. A tradução para o português de “quickening” pode ser interpretada como: apressar, acelerar; ressuscitar, acordar, despertar; apresentar sinais de vida.     </li>
<li>A cena da igreja envolvendo Kurgan (Clancy Brown) foi filmada com permissão dos padres responsáveis. Ainda assim, os diálogos de Brown eram obscenos e foram considerados sacrilégio, fazendo com que os padres por trás das câmeras fizessem constantemente o sinal da cruz.     </li>
<li>O padre que contracena com Clancy Brown na cena da igreja era, na verdade, um rabino ortodoxo.     </li>
<li>A famosa frase de Kurgan na igreja, &quot;I&#8217;ve got something to say. It&#8217;s better to burn out than to fade away!&quot; (“Eu tenho algo a dizer. É melhor queimar do que desaparecer!”) é parte da canção “<i>Rock Of Ages</i>” do Def Leppard. Essa, por sua vez, era uma referência à frase &quot;It&#8217;s better to burn out than to fade away&quot; da música &quot;<i>My My, Hey Hey</i>&quot; de Neil Young, e também foi citada na carta de suicídio do músico Kurt Cobain (Nirvana).      </li>
<li>Todas as cenas de Sean Connery tiveram que ser filmadas em uma semana devido à apertada agenda de Connery.     </li>
<li>Durante a cena filmada no castelo Eilean Donan, na Escócia, o estacionamento do castelo teve que ser coberto com toneladas de turfa para disfarçá-lo. A casa na ponte do castelo também precisou ser coberta com um cenário pintado para se parecer com pedra.     </li>
<li>Os figurantes receberam 25 libras por dia com um bônus de 10 libras se trouxessem seus próprios cavalos. Muitos habitantes locais tiraram o dia de folga para participar das filmagens.     </li>
<li>Entre as potenciais bandas selecionadas para criar a trilha sonora do filme estavam The Police, David Bowie e Duran Duran, sendo que a escolhida acabou sendo o grupo <em>Queen</em>.      </li>
<li>O breve trecho de &quot;<i>New York, New York</i>&quot; interpretado pelo <em>Queen</em> nunca foi lançado oficialmente em nenhum álbum. Diversas canções presentes no filme são versões diferentes das lançadas posteriormente e permanecem nos porões esquecidos do Queen.      </li>
<li>Apesar de contar nos créditos, nenhuma trilha sonora oficial do filme chegou a ser lançada. O mais próximo disso é o álbum “<i>A Kind Of Magic</i>”, do Queen, que possui muitas canções e trechos dos diálogos de <em>Highlander</em>.      </li>
<li>Posteriormente, o CD “<i>Highlander: the Original Scores</i>”, lançado em 1995, reuniu as trilhas sonoras dos três primeiros filmes. Mas o CD contém apenas as músicas sinfônicas incidentais (compostas por <strong>Michael Kamen</strong>, <strong>Stewart Copeland</strong> e <strong>J. Peter Robinson</strong>), sem nenhuma canção do <em>Queen</em>.</li>
</ul>
<p><b>HIGHLANDER III: THE FINAL DIMENSION (1994)</b></p>
<ul>
<li>Em seu lançamento, o filme recebeu o nome de <i>Highlander: The Sorcerer</i> (<i>Highlander: O Feiticeiro</i>). A versão Director’s Cut, lançada em VHS e DVD, com algumas cenas a mais, ganhou o subtítulo de <i>Final Dimension</i>.      </li>
<li>Algumas cenas foram filmadas no Marrocos.      </li>
<li>O rock que toca durante a luta final entre Connor e Kane é um rearranjo de “<i>Dr. Feelgood</i>”, do Mötley Crüe.      </li>
<li>Christopher Lambert considera este filme a sequencia real do primeiro <i>Highlander</i>.      </li>
<li>Embora o “guerreiro número 1” do vilão Kane (<strong>Mario Van Peebles</strong>) não possua nome no filme, o script se refere a ele como &quot;Khabul Khan&quot;.       </li>
<li>Em 1996, em uma entrevista para o <em>Cinefantastique</em>, o produtor de <i>Highlander</i>, <strong>Bill Panzer</strong> (falecido em 2007), mencionou que diversas referências à continuidade da série de TV foram inseridas em <i>Highlander: The Final Dimension</i>, com o propósito de criar um elo mais forte com o universo da TV.      </li>
<li>Em determinado momento, Christopher Lambert deixou a produção devido a uma disputa de pagamento.     </li>
<li>Diversas cenas foram filmadas na província de Quebec, no Canadá: o vilarejo medieval japonês e o edifício no qual a caverna de Nakano é encontrada foram filmados perto de Montreal. Além disso, muitas cenas que se passam em Nova Iorque também foram filmadas em Montreal.     </li>
<li>Na versão americana do filme, Kane usa seus poderes mágicos para se teletransportar para Nova Iorque. Na versão europeia, Kane simplesmente anda por um estaleiro, o que sugere que ele deve ter pegado um navio até Nova Iorque.     </li>
<li>Na versão americana (e brasileira) do filme, a canção de Suze DeMarchi e Nuno Bettencourt, &quot;<i>God Took A Picture</i>&quot;, é tocada nos créditos finais. Na versão europeia, &quot;<i>Bonny Portmore</i>&quot; de Loreena McKennitt toca nos créditos. No DVD francês e canadense, lançado em 2005, as músicas dos créditos são &quot;<i>Bonny Portmore</i>&quot; de Loreena McKennitt, seguida por &quot;<i>Bluebeard</i>&quot; do Cocteau Twins.      </li>
<li>A versão lançada em VHS nos EUA (e Brasil) possui duas cenas extras. A primeira adição é a cena aonde Kane chega à Nova Iorque e sai com uma prostituta. A segunda é a cena de amor entre Connor e a repórter Alex (<strong>Deborah Kara Unger</strong>), que contém nudez mais explícita.      </li>
<li>A atriz Deborah Kara Unger fez as cenas de amor com Christopher Lambert, recusando usar dublê de corpo.     </li>
<li>Na versão europeia do filme, Kane diz: “o Highlander está lá fora em algum lugar e me deve por todos esses anos”, assim que escapa da caverna, no tempo atual. Na versão americana ele diz: “o Highlander está lá fora em algum lugar e me deve 400 anos”. A versão europeia faz mais sentido, se considerarmos que Kane não tinha como saber quantos anos ele ficou preso na caverna de gelo. Na versão atual do DVD foi mantida a versão europeia.</li>
</ul>
<p><b>HIGHLANDER: ENDGAME (2000)</b></p>
<ul>
<li>Existem quatro cenas nesse filme que foram extraídas do original de 1986. A primeira é uma versão aperfeiçoada por computador de Connor deixando sua vila em Glenfinnin. A segunda é o letreiro do estúdio Silvercup, extraída da cena onde Kurgan leva Brenda como prisioneira. E no “quickening” de Duncan (Adrian Paul) no telhado do prédio, onde duas cenas de Connor com Heather são exibidas rapidamente.     </li>
<li>Conforme Duncan (<strong>Adrian Paul</strong>) viaja para se encontrar com Connor, há uma cena onde seu táxi passa pelo prédio do estúdio Silvercup, fazendo referência à luta final de Connor e Kurgan no primeiro filme.      </li>
<li>A cena de Duncan no vale da Escócia foi a última a ser filmada e foi enviada para o editores no dia em que eles começaram a fazer as cópias de lançamento. Essa cena foi filmada em um fundo verde e o cenário escocês inserido digitalmente. Em algumas cópias exibidas nos cinemas americanos, a cena foi inserida sem edição, mostrando o fundo verde em vez do vale escocês.     </li>
<li>Na versão para os cinemas do filme, Methos (<strong>Peter Wingfield</strong>) se refere ao ‘Santuário’ como “solo sagrado”. Muitos fãs reclamaram que Kell (<strong>Bruce Payne</strong>) matou dezenas de imortais em solo sagrado sem sofrer consequências, o que vai contra as &#8216;regras&#8217; da mitologia da série. Assim, todas as referências sobre o Santuário ser solo sagrado foram removidas na versão estendida do DVD.      </li>
<li>No início do filme, o vilão Jacob Kell (Bruce Payne) possui um total de 661 mortes. Na ‘última ceia’ com seus capangas, ele mata mais cinco imortais. Isso totaliza 666 mortes, numa clara referência ao número da besta.     </li>
<li>O trailer do filme mostrava Connor MacLeod dividindo Jacob Kell em dois com um golpe de espada, além de mostrar também Connor e Duncan atravessando um portal de luz, bem como Kell parando uma espada no ar com a mão. Essas cenas nunca aconteceram no filme.     </li>
<li>O castelo Stalker é visto rapidamente no filme durante um flashback de Connor. Essa construção também pode ser vista no filme <i>Monty Python e o Cálice Sagrado</i>.      </li>
<li>Cada vilão principal nos filmes de Highlander possui um nome que começa com a letra “k” (em ordem: Kurgan, Katana, Kane e Kell).     </li>
<li>As espadas longas usadas por Connor e Duncan em uma cena de treino no flashback são reproduções da espada utilizada por Clancy Brown no primeiro <i>Highlander</i> de 1986.       </li>
<li>O título original do filme era <i>Highlander IV: The Immortals</i> (o primeiro rascunho feito por <strong>Gregory Widen</strong>, o criador da série). Mais tarde o título mudou para <i>Highlander: The Search for Connor</i> e <i>Highlander: World Without End </i>até, finalmente<i>, Endgame</i>. No Brasil, ele recebeu o nome de <i>Highlander: A Batalha Final</i>.      </li>
<li>No xadrez, ‘endgame’ é um movimento no qual restam poucas peças no tabuleiro e o jogador deve sacrificar uma peça importante para fazer uma manobra que possibilite a vitória final. No filme, essa ideia fica clara com a decisão entre Connor e Duncan para enfrentar Kell. Alguns fãs consideraram o título do filme como o ‘fim do jogo’, que teria Duncan como vitorioso, mas na verdade o jogo continua, pois restaram imortais vivos após a morte de Kell.</li>
</ul>
<p><b>HIGHLANDER: SÉRIE DE TV (1992 a 1998)</b></p>
<ul>
<li>Muitos episódios da série tiveram atores franceses cujas vozes foram dubladas para inglês em Vancouver.     </li>
<li>A série segue diretamente o filme <i>Highlander</i> (1986), mas com uma ligeira diferença: De acordo com a série, Connor MacLeod não é o último imortal e não ganhou o ‘Prêmio’. De fato, Christopher Lambert faz uma aparição no episódio piloto para ‘passar o bastão&#8217; para <strong>Adrian Paul</strong>, que interpreta Duncan MacLeod.      </li>
<li>Alguns clipes utilizados na sequencia de abertura foram extraídos do filme <i>Highlander II: The Quickening</i> (1991).       </li>
<li>No início da segunda temporada, a atriz <strong>Alexandra Vandernoot</strong>, que interpretava Tessa, a namorada de Duncan, disse aos produtores que não queria mais participar da série. Isso levou os escritores a matarem a personagem no episódio “<i>The Darkness</i>”. Posteriormente, Alexandra fez algumas participações especiais em outros episódios.      </li>
<li>O último episódio da quinta temporada, “Archangel”, foi filmado originalmente com um final situado 20 anos no futuro, quando Duncan finalmente estaria preparado para enfrentar o demônio Ahriman. A sexta (e última) temporada deveria se passar no futuro, mas foi considerada muito sombria e a ideia foi descartada após um corte no orçamento.     </li>
<li>O ator <strong>Jim Byrnes</strong>, que interpretou Joe Dawson, também contribuiu com muitas músicas para a trilha sonora da série. Algumas dessas canções podem ouvidas de fundo durante as cenas que se passam no bar do Joe.      </li>
<li>O personagem Duncan MacLeod ficou em 11º lugar no <em>TV Guide</em> de 1º agosto de 2004, numa lista com os 25 maiores personagens da ficção científica.      </li>
<li>Planos para uma série derivada de <i>Highlander</i> levaram a um conjunto de seis episódios focados em mulheres imortais (na tentativa de medir o carisma das personagens). Nenhuma delas ‘vingou’ e o personagem escolhido foi o de Amanda (<strong>Elizabeth Gracen</strong>), já estabelecida na série principal, que estreou <i>Highlander: The Raven</i> (1998). A série, entretanto, não passou da primeira temporada.      </li>
<li>Um dos últimos episódios da quinta temporada, que sugere uma inspiração fictícia para Frankenstein, utilizou o mesmo subtítulo do livro: &quot;<i>The Modern Prometheus</i>&quot; (<i>O Moderno Prometeu</i>).      </li>
<li><strong>Werner Stocker</strong>, que interpretou o imortal Darius, já havia morrido de câncer no final da primeira temporada, então, o episódio que abre com o assassinato de Darius teve partes extraídas de outros episódios para compor as primeiras cenas.      </li>
<li>A série foi originalmente planejada para seguir o filme, com Connor MacLeod no papel principal, que seria interpretado por Adrian Paul. Entretanto, Paul quis liberdade para criar sua própria caracterização, a fim de evitar comparações com Christopher Lambert. Assim, os escritores concordaram em criar um novo personagem.     </li>
<li>Joe Dawson (interpretado por Jim Byrnes) era para ter se chamado Ian Dawson e seria um historiador com menos experiência de vida do que Joe. Outros atores considerados para o papel foram <strong>Michael York</strong> e <strong>David McCallum</strong>.      </li>
<li>O personagem Matthew McCormick, um imortal que trabalha como agente federal e investiga serial killers, foi criado especificamente para o ator <strong>Eric McCormack</strong> (da série <i>Will &amp; Grace</i>). Os produtores estavam considerando dar a Eric uma série derivada, na qual o personagem cruzaria o país atrás de assassinatos que envolvessem decapitações.      </li>
<li>O ator <strong>Alastair Duncan</strong> foi considerado pra o papel principal da série. Mais tarde ele fez uma participação como o imortal Terence Coventry.      </li>
<li>O nome &quot;Duncan&quot; significa &quot;guerreiro negro&quot; e foi escolhido de última hora para o personagem de Adrian Paul.     </li>
<li>Diversos cantores famosos fizeram participações especiais no seriado. É o caso dos imortais Annie Devlin (a cantora <strong>Sheena Easton</strong>), Xavier St. Cloud (<strong>Roland Gift</strong>, vocalista do Fine Young Cannibals) e Hugh Fitzcairn (<strong>Roger Daltrey</strong>, vocalista do <em>The Who</em>), entre outros.</li>
</ul>
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		<title>Only The Good Die Young</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 12:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emilio Calil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Eram 01h25 quando o telefone tocou naquela segunda-feira, 7 de dezembro de 2009. Impossível ligação nesse horário trazer boas notícias. De fato, não trouxe. Era minha noiva: – Oi&#8230; Tudo bem? – perguntei. – Não&#8230; – ela respondeu. – Adivinha? – A Talita? – É&#8230; Então, apesar de tudo, de todos os esforços, de toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Talita Kormann" src="http://img.photobucket.com/albums/v220/hot_rod2k4/blog/talita_blog.jpg" /></p>
<p>Eram 01h25 quando o telefone tocou naquela segunda-feira, 7 de dezembro de 2009. Impossível ligação nesse horário trazer boas notícias. De fato, não trouxe. Era minha noiva:</p>
<p>– Oi&#8230; Tudo bem? – perguntei.    <br />– Não&#8230; – ela respondeu. – Adivinha?     <br />– A Talita?     <br />– É&#8230;</p>
<p>Então, apesar de tudo, de todos os esforços, de toda a luta, ela havia partido. Deixara-nos às 00h30. O que aconteceu a partir daí foi uma mescla de confusão, dor, tristeza e – por mais difícil que seja admitir – alívio, também. Ao menos o sofrimento terminara.</p>
<p>Desliguei o telefone e minha mente recuou no tempo. Quando a conheci? Quantas vezes a vi? Percebi, surpreso, que a conhecia muito pouco. No final de 2008 um grande amigo a apresentou como sua namorada. Apesar do pouco tempo de convivência, minha noiva e eu a considerávamos como amiga de infância. Certas pessoas simplesmente se conectam tão naturalmente às nossas vidas que dão a impressão de que sempre estiveram ali.</p>
<p>Lembro que, dias depois de nos conhecermos, ela descobriu este blog e mandou um recado: “Adorei teu blog! Acabou de ganhar uma leitora”. Ela era assim, sempre encontrando uma forma de agradar. Minha noiva teve mais contato com ela e se apaixonara pelo seu jeito simples e divertido – ambas tinham muito em comum.</p>
<p>Nesse ano que passou, ela e o namorado compraram apartamento e programaram o casamento. Os dois se completavam e, pra curtir esse momento, marcaram um cruzeiro para o início de 2010. E aí terminavam as informações que eu tinha sobre eles.</p>
<p>Então, em 26 de novembro recebi a notícia de que a Talita não estava bem. Ela havia se submetido a uma cirurgia de lipoaspiração na noite anterior e algo saiu errado – decidira fazer a lipo justamente para o cruzeiro. Depois, soubemos que tudo não passara de susto. Porém, à noite veio outra notícia preocupante: Ela fora removida para a UTI do Hospital das Clínicas.</p>
<p>As notícias vinham confusas – o estado era grave, depois não tão grave; ela piorava, depois melhorava. A confirmação do que ocorreu de fato começou a aparecer e soubemos que ela estava com os dois pulmões perfurados. Voamos para o hospital a fim de oferecer apoio à família – é pouca coisa, mas era o que podíamos fazer. Naquela tarde ela passou por uma cirurgia de emergência. Soubemos, então, que além dos pulmões, o esôfago também fora perfurado e acabou necrosando, sendo removido na cirurgia.</p>
<p>Difícil observar a família recebendo tal notícia. Como consolar alguém que transparece desespero no olhar? Como dizer que tudo vai ficar bem? Não existe fórmula mágica para isso. Nesses momentos, o que se pode fazer é manter a calma e transmitir a fé para se passar por tudo aquilo. Até os médicos do HC pareciam incertos sobre a recuperação.</p>
<p>Sobre o cirurgião plástico que fez a lipo, <a title="Digite o número do CNS no site para acessar as informações" href="http://cnes.datasus.gov.br/Lista_Prof_Nome_Sus.asp" target="_blank">Ivan Bertanha</a> (CNS: 108250207910006), pretendo não comentar nada. Conheci-o pessoalmente, obtive informações nada agradáveis a seu respeito e, por isso, minha opinião ficará para, quem sabe, outro post.</p>
<p>Não houve ninguém, entre amigos e familiares, que aprovasse a cirurgia. E não foram poucas as tentativas de fazê-la desistir da ideia. Soube, inclusive, que um dia antes ela titubeou, ficou com medo, mas, no fim, decidiu seguir em frente. Talvez essa seja a parte mais amarga. Saber que um simples ‘não’ poderia ter mudado o curso dos acontecimentos.</p>
<p>Ó vaidade, quantas vítimas serão necessárias para saciar tua fome?</p>
<p>Ela seguiu internada e as notícias não eram boas. As sequelas e possíveis consequências decorrentes das cirurgias não davam muita margem para esperança. Mesmo assim ela lutou e agarrou-se à vida. Mas as complicações foram se agravando – sanava-se uma coisa e descobria-se outra. E, assim, após onze dias, ela nos deixou.</p>
<p>A dor e a revolta da família são mais do que compreensíveis. Num dia, temos a pessoa do nosso lado, rindo, conversando, planejando&#8230; No outro dia, o vazio. Confesso que sinto mais por aqueles que ficam do que pelos que partem. Se servir de consolo, pelo menos quem está sofrendo somos nós e não nossos amados, que descansam.</p>
<p>Mas esse era o desejo dela. Foi decisão que levou até o fim. Sabia dos riscos e ninguém a fez desistir. Além disso, recebeu o melhor tratamento médico possível, o que deve nos deixar a sensação de que fizeram tudo o que podia ser feito.</p>
<p>Mais tempo, menos tempo, todos partiremos. Eu deixarei de escrever aqui um dia. No fim, não importa a maneira como deixamos este mundo e sim a forma como seremos recebidos no outro. Uns fenecem por doença, outros em acidentes, outros em guerras, outros por causas naturais, outros de fome&#8230; Há um ditado que diz: “<i>Ao morrer, o animal deixa sua pele; o homem, o seu nome</i>”. O que deixamos para trás é parte da nossa imortalidade, é a lembrança da nossa passagem por aqui, da nossa índole, do caráter e das obras que realizamos. Sendo assim, no caso da Talita podemos considerar seu rumo à imortalidade como missão cumprida.</p>
<p>O leitor pode considerar este texto um exagero, uma ode a alguém vítima de fatalidade. De fato não há resposta para isso além do fato de que quem a conheceu compreende minhas palavras. Gostaria de, quando partir, deixar a mesma impressão que ela deixou.</p>
<p>À família, aos amigos e conhecidos, que palavras podem aliviar a dor? Nenhuma. Quando a ordem natural das coisas é alterada e os pais enterram seus filhos, só podemos orar para que o fardo, com o tempo, se torne mais leve. E para aqueles que cogitam se submeter a cirurgias semelhantes, fica a lição para repensarem suas decisões. Vaidade alguma vale a sua vida. Vaidade alguma vale o sofrimento daqueles que amamos.</p>
<p>A seguir, incluo alguns links de reportagens sobre o caso, que foram ao ar à época dos acontecimentos. Quem puder repassar este texto, tem minha gratidão. E logo abaixo, o clipe <i>No-One But You</i>, do Queen, que dedico à memória da Talita.</p>
<ul>
<li><a title="Veja a reportagem na Band" href="http://videos.band.com.br/v_43490_mulher_morre_apos_passar_por_lipoaspiracao_em_sao_paulo.htm" target="_blank">Band</a> </li>
<li><a title="Veja a reportagem no Terra" href="http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-257300/Jovem-de-26-anos-morre-apos-fazer-lipo-em-SP.htm" target="_blank">TerraTV</a> </li>
<li><a title="Veja a reportagem no UOL" href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u663263.shtml" target="_blank">UOL</a> </li>
<li><a title="Veja a reportagem na Record" href="http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/jovem-morre-apos-lipoaspiracao-em-hospital-da-zona-sul-de-sp-20091207.html" target="_blank">R7</a> </li>
</ul>
<p> <object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LnDATYt_w0Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed src="http://www.youtube.com/v/LnDATYt_w0Q&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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