Arautos da inutilidade

Ó dias nefastos, em que pairam no ar os prenúncios de tempos dominados por grandes ruídos, frenesi, descontrole, baderna, perda de tempo e adoração do inútil.

Ó dias nefastos, que anunciam a chegada da Grande Farsa, onde os arautos da inutilidade sopram as trombetas para lembrar aos homens sem cérebro e de vidas vazias que se aproxima o momento de júbilo.

Ó dias nefastos, onde as trombetas dos arautos fazem doer os ouvidos dos homens inteligentes, lembrando-os que não há lugar para eles nessa patuscada sem sentido, obrigando-os a um auto-exílio de suas próprias vidas.

Ó dias nefastos, em que sites e jornais, antes até do natal e ano novo, já começam a publicar notícias sobre o carnaval.

1 Comentário


  1. Enfim um poeta que despresa essa festa “nefasta” e idiota.

    Citar | Posted quarta-feira, novembro 12, 2008, 9:45 am

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