03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Ela

Posted by Emilio Calil On agosto - 27 - 2010 3 COMENTARIOS

Vi nas bancas a revista Veja desta semana com a seguinte matéria de capa: “Casamento Faz Bem: O casamento hoje dá mais trabalho, mas traz mais satisfação”.  Não li a reportagem, mas apenas pelo texto da capa posso dizer que estou cem por cento de acordo.

Estou a exatamente uma semana do casamento. E só Deus sabe o caminho que percorri para chegar até aqui. Dizer que foi difícil não passa sequer a ideia dos fatos. Estou cansado e estressado, com pendências a resolver e dívidas a saldar.

Mas, então, por que casar? – você se pergunta. Para que passar por tudo isso? Essa resposta tenho na ponta da língua: Para estar ao lado da mulher que amo o resto da vida. Dificuldade alguma é grande demais quando se tem uma companhia ao lado que nos motiva, nos inspira e nos anima. E quanto mais se está com essa pessoa, mais se quer ficar com ela.

E essas são algumas das inúmeras qualidades dela. Companheira, amiga, namorada, noiva e, agora, esposa. Minha mente recua no tempo para a época que nos conhecemos.

A primeira vez que nos vimos, a primeira troca de olhares – tanta coisa foi dita sem uma única palavra. O primeiro beijo, a sensação de querer ficar 24h por dia com ela. A falta de apetite quando estava longe dela. O coração palpitando forte quando ela sorria.

O leitor provavelmente já passou por isso, também. Paixão. Todo relacionamento começa em paixão que depois aflui em amor. Palavrinha abstrata essa que nos engana terrivelmente ao tentarmos defini-la. E mesmo assim, apesar de indefinível, o “eu te amo” é de fácil entendimento, seja do mais ignorante ao mais letrado dos homens.

E devo dizer que amá-la é coisa das mais fáceis. Difícil mesmo é encontrar quem não goste dela. Sempre alegre, altiva, pronta a dar tudo de si para ajudar os outros. De coração tão largo quanto seu sorriso, não mede esforços para fazer as pessoas felizes. Impossível olhar um cachorro na rua e não ouvi-la dizer: “Tadinho, ele tá muito magro! Para o carro que vou comprar alguma coisa pra ele”.

Ela é assim. Capaz de brigar comigo um dia inteiro porque minha camisa não combina com as meias e, quando surge um problema realmente sério, ela apenas me abraça e diz “está tudo bem”.

Tivemos nossas discussões e nossos incontáveis vai-e-vem. Nisso viramos piada. Bastava dizer que tínhamos terminado o namoro para que alguém respondesse: “Sei… E quando vocês voltam?”. Que se pode fazer? Sempre que tentamos seguir caminhos opostos, descobríamos que os caminhos se juntavam lá na frente.

Diferenças temos aos montes. No gosto por música, filmes ou literatura, não combinamos em nada. Ela prefere praia e calor; eu gosto do campo e frio. Mas temos um acordo velado, ela me apresenta às Beyoncés e Black Eyed Peas da vida, e eu lhe mostrarei um pouco dos Mozarts e Beethovens. Eu assisto às comédias românticas dela; e ela cede aos meus filmes de ação e super-heróis. Água e óleo, direis. De fato, mas é nas diferenças que a convivência se torna divertida. Do contrário, seria monótono.

Mas nem tudo é discordância. Há coisas em que combinamos bem, como a apreciação por bons vinhos e boa gastronomia. A vontade de viajar. O prazer em estarmos reunidos com amigos. Até a decoração do apartamento foi um consenso: ambos gostamos de ambientes bem iluminados, com muito branco, vidro e inox. Minha única reclamação é sobre o sofá branco, que deixará de ser branco assim que começar a ser usado.

E como disse lá no início do texto, não foi fácil chegar até aqui. Foram altos e baixos, obstáculos, problemas e desafios. E tudo isso serviu apenas para fortalecer ainda mais o que sinto por ela. Se antes já a amava, hoje não há palavra no dicionário que exprima o que sinto por ela.

A troca de olhares hoje é quase uma cumplicidade. Como se quiséssemos dizer “e depois de tudo o que passamos, estamos aqui”. Que posso fazer a não ser agradecer a Deus por ter colocado em minha vida pessoa tão notável, tão especial?

Se posso prometer algo, é que farei de tudo para fazê-la feliz, assim como ela me faz feliz.

Que venham as dificuldades! Que venham os problemas! Esses são nada mais que marolas batendo nas canelas, pois a maior vitória eu já tive: Casar com a mulher mais linda do mundo.

E se pareço brega, paciência. A ocasião pede isso.

Para ela, depois de tudo, só resta render-me à tal expressãozinha abstrata, mas que tanto significado traz consigo: Eu te amo!

E à ela dedico o vídeo abaixo, cuja música tem um significado especial para nós.

You And Me

What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
I can’t keep up and I can’t back down
I’ve been losing so much time

Cause it’s you and me and all of the people
With Nothing to do, nothing to lose
And it’s you and me and all of the people and
I don’t know why I can’t keep my eyes off of you

All of the things that I want to say
Just aren’t coming out right
I’m tripping on words, you got my head spinning
I don’t know where to go from here

Cause it’s you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove
And it’s you and me and all of the people and
I don’t know why I can’t keep my eyes off of you

Something about you now
I can’t quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right

Cause it’s you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to lose
And it’s you and me and all of the people and
I don’t know why I can’t keep my eyes off of you

You and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove and
It’s you and me and all of the people and
I don’t why I can’t keep my eyes off of you.

What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive

Você e Eu

Que dia é hoje?
e de que mês?
Esse relógio nunca pareceu tão vivo
Eu não consigo prosseguir e não consigo voltar
Tenho perdido tempo demais

Porque somos você, eu e todas as pessoas
Com nada para fazer, nada a perder
E somos você, eu e todas as pessoas e
Eu não sei por que não consigo tirar os olhos de você

Todas as coisas que quero dizer
Não estão saindo direito
Estou tropeçando nas palavras, você deixou minha mente girando
Eu não sei pra onde ir daqui

Porque somos você, eu e todas as pessoas
Com nada para fazer, nada para provar
E somos você, eu e todas as pessoas e
Eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você

Existe algo sobre você agora
Que não consigo compreender completamente
Tudo o que ela faz é lindo
Tudo o que ela faz é certo

Porque somos você, eu e todas as pessoas
Com nada para fazer, nada para perder
E somos você, eu e todas as pessoas e
Eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você

Você, eu e todas as pessoas
Com nada para fazer, nada para provar
E somos você, eu e todas as pessoas
E eu não sei por que não consigo tirar meus olhos de você

Que dia é hoje?
e de que mês?
Este relógio nunca pareceu tão vivo…

Encontrebas Transformers

Posted by Emilio Calil On agosto - 12 - 2010 COMENTAR

Os sites Aliança Transformers Brasil e Dinastia Transformers se unem ao Universo Transformers para a realização de mais uma edição do Encontrebas. Além de itens de memorabilia, o evento mostrará o que os fãs brasileiros têm produzido pela paixão aos Transformers: desenhos, dioramas, papercraft, fanfics, animações e muito mais!

Somente durante o evento, venda promocional de figuras Transformers. Passe um dia divertido. Reúna a galera e venha participar desse encontro, trocar opiniões, bater papo, encontrar e fazer novos amigos.

  •  Exposição de brinquedos, objetos e raridades
  • Dioramas: Venha conferir algumas cenas dos filmes Transformers: O Filme e Transformers: A Vingança dos Derrotados transformadas em dioramas (maquetes) por fãs e colecionadores;
  • Fanarts: Desenhos feitos por fãs de sua própria imaginação baseados na obra original dos Transformers
  • Fanfics: Interessantes e divertidos, são contos escritos por fãs que não fazem parte do enredo oficial dos Transformers
  • Papercraft: Método de construção de objetos tridimensionais a partir de papel, geralmente feita com vários pedaços de papel, são cortados com tesoura e colados uns aos outros;
  • Exibição de vídeos: Reviews e animações feitas por fãs, além de episódios e trailers das séries;
  • Concurso de desenhos com distribuição de prêmios para os melhores trabalhos (regulamento em www.universotf.com.br)

 Encontrebas Transformers

Transformar e rodar!

Serviço:
Encontrebas Transformers
Data: 14 de agosto de 2010 (sábado), das 10h às 18h
Local: Loja Coleciona Brinquedos
Rua Augusta, 2299 – São Paulo – SP
Tel. (11) 3081-4977 / (11) 3062-2226
Ingresso: Entrada Franca

Realização:
Universo Transformers (www.universotransformers.com.br)
Aliança Transformers Brasil (www.tfbrasil.net)
Dinastia Transformers (www.dinastiatransformers.com.br)
Coleciona Brinquedos (www.coleciona.com.br

Apoio:
Hasbro
Paramount

Os deuses sumérios

Posted by Emilio Calil On agosto - 11 - 2010 2 COMENTARIOS

 Uma das leituras que mais me fascina é sobre história antiga. E por ‘antiga’ entenda-se de quatro mil anos para trás. Impossível ler sobre civilizações que surgiram, cresceram e desapareceram sem denotar um mínimo de entusiasmo. Quem foram aquelas pessoas? Como era seu cotidiano? Claro que essas perguntas encontram respostas nos livros de história e nos achados arqueológicos – estelas de argila, inscrições, pergaminhos e papiros, que permitem traçar um esboço desses povos. Assim, temos noção de formas de governo, costumes, religião, comércio, leis e todos os elementos que compunham aquela sociedade.

Foi pesquisando sobre civilizações antigas atrás de referência para um projeto pessoal que me aprofundei na fascinante civilização da Suméria. Ela foi, sem dúvida, a mãe das civilizações da antiguidade e grande influenciadora da evolução do mundo como o conhecemos. A Suméria (Sinar na Bíblia, Sangar no Egito e KI-EN-GIR na língua nativa), que significa “Lugar dos Senhores Civilizados”, é considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia, posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milênio a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.

Duas importantes criações atribuídas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que antecede todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; e as cidades-estado – a mais conhecida delas sendo a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C.

Comecei a pesquisa em incontáveis páginas da web e culminei na bibliografia de Zecharia Sitchin, de quem já li uns cinco livros até agora. Sitchin, para meu desgosto, é outro desses adeptos da infame teoria de antigos ‘deuses astronautas’, indo na mesma linha do suíço Erich Von Däniken.  Sitchin nasceu em Baku, Azerbaijão, foi criado na Palestina e adquiriu conhecimentos do hebraico antigo e moderno e outras línguas europeias e semíticas, do Velho Testamento e da história e arqueologia do Oriente. Fazendo a tradução de idiomas ancestrais, ele chamou minha atenção por tocar num outro assunto de meu interesse: a etimologia. Daí o porquê de eu manter a leitura.

Traduzindo as milenares escritas cuneiformes sumérias, ele defende a tese de que há 400 mil anos os deuses da antiguidade foram astronautas que vieram de outro planeta, chamado Nibiru. Ele chegou a essa conclusão ao traduzir escritas sumérias que diziam ser as primeiras dinastias na Terra constituídas pelos ‘deuses’, ou os AN.UNNA.KI, cuja tradução é “Aqueles Que Do Céu à Terra Vieram”. E a partir daí surge uma profusão de nomes, lugares e acontecimentos que se mesclam e se confundem. Em muitos momentos as deduções encontram um paralelo hollywoodiano, como o fato dos alienígenas virem à Terra para extrair ouro, transformá-lo em pó e pulverizar a atmosfera de Nibiru, que estava se desfazendo – morra de inveja, James Cameron.

Devaneios à parte, Sitchin reconstrói uma época pré-diluviana onde deuses realmente andaram entre os homens. Quanto mais eu lia os livros, mais certeza tinha de que esses deuses foram reais. Fica nítido que os grandes ANU, ENKI, ENLIN, NINHURSAG, MARDUK, NABU, INANNA e dezenas de outras ‘divindades’ foram pessoas reais. Homens e mulheres de profundo conhecimento e sabedoria, que ditaram regras para criar uma poderosa civilização. Os atributos metafísicos ou alienígenas ficam por conta da imaginação de Sitchin, que é veementemente rebatido neste site por Michael Heiser, Ph.D. em estudos semíticos e hebreus da Universidade de Wisconsin-Madison.

É nítida a influência dos ‘deuses’ sumérios na Babilônia, Egito, Pérsia, Grécia, etc. Eram seres com amores e desafetos, constituíam família, iravam-se, riam, guerreavam, presenteavam, tinham relações incestuosas e davam pouca atenção aos ‘mortais’. Exatamente como os deuses gregos e egípcios. Daí conclui-se que a similaridade dos deuses antigos entre culturas diferentes é um reflexo ou cópia do panteão sumério. Por exemplo, a história de Inanna (Ishtar, na Babilônia) e sua insaciável libido remete à Afrodite/Vênus. Anu, o deus mais distante e que comandava os outros, é Zeus/Odin. Os irmãos Enki e Enlil são contrapartes egípcias de Ptah e Tot, respectivamente. Marduk é Rá no Egito, mas seu nome babilônico nas escrituras bíblicas é Merodaque. E por aí vai.

Os nomes de notórios monarcas da antiguidade também estão intimamente ligados aos nomes dos ‘deuses’ aos quais eles eram devotos. No princípio, dizem os textos sumérios, os reis eram sacerdotes e serviam de interlocutores com a população. Com o tempo, os ‘deuses’ foram ampliando os poderes desses sacerdotes para que pudessem ter autonomia de governo, dando origem às monarquias. Esses reis mantinham em seus nomes o nome da divindade favorita, como no caso dos reis babilônicos Nabupolasar e seu filho Nabucodonosor – ambos com o nome do ‘deus’ NABU nas iniciais, afirmando uma linhagem divina. Essa mesma formação de epítetos ocorre no Egito, no nome do faraó Ramsés (RA-MOSES ou Ra-Ms-S), que significa “Filho do Deus Rá”.

Pela visão dos sumérios, entende-se a criação do horóscopo e notamos que as adivinhações publicadas nos jornais  não são nem a sombra da ciência de observação astronômica da antiguidade. Para os sumérios (ou os Anunnaki), havia diferença entre Destino e Sorte. O Destino era tudo o que se podia prever – como a movimentação dos corpos celestes, o dia depois da noite, as estações do ano e tudo o que mantinha um movimento constante. A Sorte eram os acontecimentos que estavam além da capacidade de previsão dos próprios ‘deuses’ – os imprevistos. Assim, os sumérios sabiam que em determinada época do ano uma constelação seria vista no céu; mas não podiam dizer se alguém morreria nesse período. Parece idiota aos olhos do século XXI, mas pense nisso há seis ou sete mil anos atrás.

Surpreendeu-me, também, descobrir que ainda hoje temos influência suméria em nosso vocabulário. Por exemplo, a palavra suméria E.DIN é traduzida como a “Morada dos Justos” (de onde pode ter derivado a palavra bíblica Éden). A região de E.DIN ficava entre os rios Tigre e Eufrates, local que viria a ser conhecido depois como Mesopotâmia. É lá que se encontram os picos gêmeos do monte Arrata (Ararat). Foi em E.DIN que a primeira cidade, E.RI.DU (“Lar na Lonjura”), estabeleceu-se. O nome ‘Eridu’ foi traduzido para muitos idiomas do mundo, incluindo alemão (Erde), inglês médio (Erthe), curdo (Ertz) e hebreu (Eretz). A palavra acabou por se tornar o que em inglês atual conhecemos como Earth (Terra).

Como E.RI.DU era o nome de uma cidade-estado, os sumérios tinham outra palavra para designar o planeta Terra, que era Ki (o mesmo significado do ‘ki’ de An.unna.ki). Em acadiano, Ki tornou-se Gi (ou Ge) – de onde saiu a palavra Geo (de geografia, geologia, etc.). Mais tarde, os indo-europeus acrescentaram a palavra ‘Aia’, que significa “avó”, e daí surgiu a palavra Gaia, a “Avó-Terra”, mas que alguns antropologistas preferiram traduzir como “Mãe-Terra”.

Outra palavra suméria que usamos até hoje e que sofreu pouca alteração ao longo dos milênios é “mãe” ou “mamãe”, que deriva das palavras Mamma, Mammi ou Mami, as quais, por sua vez, são outros nomes utilizados para se referir à ‘deusa-mãe’ Ninhursag (“Senhora da Montanha”), associada à fertilidade.

Em seu livro Encontros Divinos, Sitchin faz uma descrição de inúmeros relatos registrando o encontro entre homens e ‘deuses’. Ele começa traçando um perfil de como eram esses encontros e como eles interferiam no cotidiano das pessoas, sempre pendendo para a teoria extraterrestre. Porém, Sitchin começa a enveredar por outros caminhos no último capítulo e decide traçar um paralelo entre todos os deuses sumérios e o Deus dos hebreus, no Velho Testamento. O propósito é identificar qual dos deuses sumérios seria o Deus descrito na Bíblia, então ele compara um a um buscando similaridades na personalidade, nos diálogos, nos feitos e nos milagres.

E só então um novo elemento nos é apresentado. Os poderosos ‘deuses’ da Suméria, quando viam seus planos frustrados ou quando enfrentavam algum imprevisto, reconheciam suas limitações e atribuíam esses acontecimentos a quem chamavam de “O Criador de Todas as Coisas” (cujo poder controlava tanto a Sorte quanto o Destino). Ou seja, os ‘deuses’ possuíam um Deus. Não encontrando paralelo no panteão sumério, Sitchin admite que o Deus bíblico é, de fato, o Criador de Todas as Coisas.

Essa informação é esclarecedora para os primeiros capítulos do Velho Testamento, ao visualizarmos a dificuldade e resistência que Abraão, Moisés e os outros patriarcas enfrentaram ao tentar difundir a Palavra de um Deus invisível para povos acostumados a ‘deuses’ que viviam entre eles, tinham esposas e filhos – algumas daquelas pessoas podiam até mesmo ser descendentes desses ‘deuses’.

Eu poderia ficar neste assunto eternamente, mas o texto já está grande demais. Acho que me empolguei e, mesmo assim, apenas pincelei alguns tópicos que descobri sobre os sumérios. Se você, como eu, fica fascinado com história antiga, então este post deve ter plantado a vontade de saber mais. Se esse é o seu caso, basta uma pesquisa rápida na web para encontrar milhares de páginas sobre o tema. Separe o joio do trigo e boa leitura.

Missão cumprida

Posted by Emilio Calil On agosto - 3 - 2010 4 COMENTARIOS

Três anos! E parece que foi ontem. Ainda lembro meu primeiro dia na TV1: 28 de maio de 2007. Eu entrei para a Equipe Microsoft, o time de web responsável pela atualização dos sites da Microsoft no Brasil. Naquele dia fui apresentado à equipe, aprendi os processos de trabalho e, no fim da tarde, participei de uma reunião com quase 40 graus de febre – era o início de uma gripe forte. Fui embora debaixo de uma garoa fria e com o metrô lotado. Depois disso, passei a vir trabalhar de carro.

De lá pra cá, tanta coisa aconteceu que, se for citar tudo, melhor escrever um livro. Comecei gerenciando o site de Windows e passei por outras áreas como o site de Parceiros, a homepage principal e a gerência de operações da equipe. Sem dúvida um caminho agitado, dinâmico, divertido e, muitas vezes, conturbado. Não foi fácil.

Jamais tive do que reclamar da equipe. Muitos foram mais do que colegas de trabalho, tornaram-se grandes amigos. Com o tempo, a equipe aumentou, encolheu, mudou… Enfim, é o curso natural dos negócios.

E para quem possui uma visão da Microsoft como empresa ‘fria e imperialista’, nada pode estar mais longe da verdade. Quem a conhece de perto, como eu tive o privilégio de conhecer, percebe de imediato que ela está repleta de pessoas dedicadas, animadas e comprometidas, que se esforçam para fazer o melhor trabalho possível. Estão cientes de suas virtudes e fraquezas, e lutam por aquilo que acreditam.

Não foram poucas as vezes em que eu estava lá, em reunião com gerentes de marketing, decidindo o futuro dos produtos e de repente me dava conta exatamente disso: “Ei! Eu realmente estou aqui, traçando planos de campanha para acontecimentos que ficarão na história da Microsoft!”. É sensação que não dá pra transmitir. Poucos me entenderão aqui.

Em tudo o que fiz, dei o máximo de mim. Foram madrugadas adentro e finais de semana gerenciando conteúdo, verificando vídeos, lendo diretrizes que vinham dos EUA, esquecendo de almoçar, etc. Nada de diferente do cotidiano de uma agência.

Tive meus erros e meus acertos – espero que mais acertos do que erros. Ultimamente acabei reduzindo o ritmo. Chega um momento em que, por mais que você goste do cliente e goste do que faz, é preciso buscar novos ares, fugir da estagnação. A ideia surgiu no final do ano passado, mas não a coloquei em prática. E para minha surpresa, ela se concretizou sozinha.

Talvez fosse o momento de beber de outras fontes, flertar com o novo. E, assim, outra equipe, de outra empresa, passa a cuidar dos sites a partir de agora. “É bom!” – pensei comigo, sem nenhum espanto com a notícia. Uma pausa. Ou, como se diz num relacionamento, ‘dar um tempo’. Experimentar algo novo para poder comparar. E não tenho um pingo de dúvida de que, em breve, estaremos juntos novamente.

O que farei agora? – você deve estar se perguntando. Bem, tenho novos desafios pela frente aqui na agência. Voltarei ao assunto futuramente.

Como disse alguns parágrafos acima, a Microsoft é composta de pessoas. E algumas delas se tornaram muito queridas para mim – algumas mais recentemente, outras desde o início do trabalho. E eu não poderia simplesmente sair de cena sem agradecer a essas pessoas que me proporcionaram três dos meus melhores anos profissionais. Assim, enviei-lhes e-mail agradecendo o tempo que passamos juntos e o aprendizado que adquiri com eles. Faculdade alguma ensina o que se aprende na prática.

O propósito desse e-mail foi quebrar a barreira cliente/fornecedor e agradecer às pessoas (do Brasil e dos EUA) que mantém essa máquina funcionando. E devo dizer que as respostas que recebi me pegaram desprevenido. Não esperava a reação e, por isso, resolvi transcrever algumas dessas mensagens. E faço isso apenas para mostrar que, sim, vale a pena se esforçar. Vale a pena fazer a diferença e dar o melhor de nós no que fazemos. O resultado está aí abaixo:

Querido, você ainda me deve seu livro de Windows 7.

Valeu pelo nosso rápido tempo de trabalho.

Beijos,

T. M.

Realmente, você fará falta. Mas estou certo que ainda vamos trabalhar juntos novamente. Muito obrigado por toda a contribuição nestes anos.

Conte conosco também e apareça para tomar um café!

Abração,

A. B.

Apenas vou repetir aquilo o que o A. B. já disse!

Muito obrigada pela ajuda de sempre. Você foi uma peça fundamental nesse período que estive aqui!

Parabéns por todo o trabalho que você e toda sua equipe realizou aqui no time de Windows!

Sentiremos sua falta!

Abraços e muito sucesso daqui pra frente!

N. I.

Meu amigo Emílio,

Acho que nós é que devemos agradecer vocês pela parceria e fico muito feliz por ter feito parte desse time que, por sinal, foi um dos melhores que já trabalhei.

Vocês podem contar comigo sempre!

Grande abraço,

D. P.

Emílio,

Obrigado por toda a contribuição, amizade e profissionalismo.

Tenha certeza que manteremos contato!

Abraços!

R. W.

Grande Emilio,

Obrigado pelo tempo em que trabalhamos juntos, com você demos um grande salto na qualidade do conteúdo que oferecemos aos nossos clientes e parceiros nos sites de Windows (lembro de conteúdos para ISVs, IHVs, SBC, System Integrators, LARs, VARs, Media Center… era conteúdo que não acabava mais!).  Foi um prazer trabalhar com você, vamos manter contato!

Abraço!

P. B.

Emilio,

Thank you for your time with us. You were my favorite workmate in Brazil and I hope we may still be friends. It was a pleasure to work with you.

D.M.

Hi Emilio,

I’m sorry to know you’re leaving us. You were one of the most engaged persons on the Brazilian subsidiary that I worked with.

 Let’s keep in touch.

 T.T.

50 músicas clássicas essenciais

Posted by Emilio Calil On julho - 20 - 2010 3 COMENTARIOS

Para os amantes da música erudita, eis um verdadeiro achado: o álbum The 50 Most Essential Pieces of Classical Music. É uma coletânea de respeito com – obviamente – cinquenta das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos.

Encontrei ao acaso, fuçando nos destaques de música clássica do iTunes. E desde então tem sido o álbum que mais ouço – seja no micro ou no iPod. Todas essas sinfonias e óperas podem ser encontradas facilmente separadas em outras coleções. Porém, alguma boa alma – e de muito bom gosto – resolveu juntá-las em um único álbum, o que facilita a vida e enriquece os sentidos, já que são mais de cinco horas de música.

Recomendo de olhos fechados. O álbum inteiro ou as músicas separadas em MP3 podem ser encontrados na Amazon, neste link. Se você é fã de música clássica, não é preciso mais comentários. Se não é, este é um ótimo pretexto para se tornar.

Abaixo, as cinquenta músicas que compõem o álbum:

1. Die Zauberflöte (The Magic Flute), K. 620: Overture
2. Suite for Orchestra No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air
3. The Four Seasons (Le Quattro Stagioni) – Concerto for Violin in E Major, RV 269, Op. 8:1, “Spring”: I. Allegro4. Swan Lake Suite, Op. 20: Scéne: Moderato
5. Partita No. 3 in E Major for Solo Violin, BWV 1006: I. Preludio
6. Peer Gynt Suite No. 1, Op. 46: IV. In the Hall of the Mountain King
7. Canon in D Major
8. Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67, “Fate”: I. Allegro con brio
9. Liebestraum No. 3 in A-Flat Major, G 541, Op. 62: “O lieb so lang’ Du lieben kannst”
10. Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: I. Allegro
11. Concerto No. 21 in C Major for Piano and Orchestra, K. 467: II. Andante (“Elvira Madigan”)
12. Concerto for Mandolin, Strings and B.C. in C Major, R 425: Allegro
13. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550: I. Allegro Molto
14. Cavatina
15. Concerto for 2 Violins, Strings and B.C. in D Minor, BWV 1043: I. Vivace
16. Adagio in G Minor for Strings and Organ
17. Bagatelle in A Minor, WoO 59, “Für Elise”
18. Cantata BWV 208, “Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd!”: IX. Schäfe können sicher weide (Sheep may safely graze)
19. Overture to Egmont, Op. 84
20. Fugue for solo Guitar in G Minor, BWV 1000
21. The Valkyrie: Ride of the Valkyries
22. Vocalise for Cello and Piano, Op. 34: Lentamente
23. Symphony No. 94 in G Major, “The Surprise”: II. Andante
24. 1812 Festival Overture, Op. 49
25. Nocturne No. 2 in E-Flat Major, Op. 9
26. Turandot: Nessun dorma
27. Requiem Mass in D Minor, K. 626: VII. Lacrimosa
28. The Planets, Op. 32: IV. Jupiter – The Bringer Of Jolity
29. Concerto in G Major for Viola and Orchestra, TWV 51:G9: I. Largo
30. Requiem Mass: II. Dies irae – Tuba mirum
31. Symphony No. 5 in C-Sharp Minor: IV. Adagietto
32. Mass in B Minor, BWV 232: III. Credo (Symbolum Nicenum): VI. Et resurrexit
33. Concerto in E Minor for Violin and Orchestra, Op. 64: I. Allegro molto appassionato
34. String Quartet No. 1 in B-Flat Major, Op. 1: III. Adagio
35. Concerto Grosso in G Minor, Op. 6:8 “Christmas Concerto”: II. Allegro
36. Symphony No. 9 in E Minor, Op. 95 “From the New World”: II. Largo
37. Cello Concerto No. 1 in C Major, Hob. VIIb/1: II. Adagio
38. Sonata No. 11 in A Major for Piano, K. 331: III. Alla Turca – Allegretto
39. Boléro
40. Trois Gymnopédies: Gymnopédie No. 1 (Lent et Douloureux)
41. Concerto in A Minor for Piano and Orchestra, Op. 16: I. Allegro molto moderato
42. Thaïs: Meditation
43. Hungarian Dances No. 5 in G Minor
44. Adagio for Strings
45. Ave Maria (after J.S. Bach)
46. String Quartet No. 2 in D Major: III. Notturno
47. Water Music Suite No. 1 in F Major, HV 348: VI. Air
48. Pavane
49. Suite Bergamasque, L 75: III. Clair de lune
50. Rhapsody in Blue

Conhecendo o Windows 7

Posted by Emilio Calil On julho - 15 - 2010 COMENTAR

Estou devendo este post há algum tempo. A vida anda tão corrida nesses meses que não dá tempo de se autopromover.

Não é novidade dizer que sou apaixonado por tecnologia. E escrever sobre o assunto chega a ser mais um hobby do que trabalho propriamente dito. Sendo assim, fui convidado ano passado a escrever um livro sobre o Windows 7. Desnecessário dizer que aceitei imediatamente e mergulhei de cabeça na elaboração dos capítulos.

E o resultado você pode conferir aqui. O livro ensina a utilização do mais recente sistema operacional da Microsoft e contém dicas e informações tanto básicas quanto avançadas. A ideia era criar um conteúdo que pudesse auxiliar os usuários a extrair o máximo que o Windows 7 oferece. Eu, como inquieto fuçador, gosto de compartilhar as descobertas com os outros.

E quero agradecer aos amigos da Universo Editorial por mais uma oportunidade de contribuir com a editora – pra quem não sabe, este é o segundo livro que publico. O primeiro foi baseado no Windows Vista.

Feita a propaganda, espero que os leitores comprem o livro aos milhões e garantam que eu escreva sobre o Windows 8, quando for lançado.

Os nomes das empresas de tecnologia

Posted by Emilio Calil On julho - 13 - 2010 COMENTAR

O pessoal do site Crenk publicou uma matéria interessante sobre a origem dos nomes de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Alguns eu já conhecia, outros foram novidade para mim. A matéria original pode ser lida aqui, mas, se você estiver com preguiça, fiz o favor de traduzir o texto como segue abaixo:

Apple Computers
É a fruta favorita do fundador da empresa, Steve Jobs. Ele estava três meses atrasado para encontrar um nome para a companhia e ameaçou chamá-la de Apple Computers se seus colegas não sugerissem um nome melhor até às 17h.

CISCO
Não é um acrônimo como se acredita por aí. É apenas uma abreviação de San Franciso.

Compaq
Esse nome foi formado pelas palavras COMp, de computador, e PAQ para denotar um objeto pequeno.

Corel
O nome foi derivado do nome de seu fundador, Dr. Michael Cowpland. São as iniciais de COwpland REsearch Laboratory.

Google
O nome começou como uma brincadeira sobre o grande número de informação que o mecanismo de busca seria capaz de pesquisar. Originalmente foi chamado de ‘Googol’, uma palavra para o número representado por 1 seguido de 100 zeros. Após seus fundadores – os estudantes Sergey Brin e Larry Page – apresentarem o projeto para um investidor, eles receberam um cheque nominal à empresa ‘Google’.

Hotmail
O fundador Jack Smith teve a ideia de acessar e-mails via web de um computador em qualquer lugar do mundo. Quando Sabeer Bhatia veio com o business plan para o serviço de e-mail, ele tentou todos os tipos de nomes que terminassem em ‘mail’ e finalmente optou por Hotmail por conter as letras “html” – a linguagem de programação utilizada nas páginas da web. Inicialmente o nome era grafado HoTMaiL, destacando as letras maiúsculas.

HP – Hewlett Packard
Bill Hewlett
e Dave Packard disputaram no cara-ou-coroa para decidir se a empresa seria chamada de Hewlett-Packard ou Packard-Hewlett.

Intel
Bob Noyce e Gordon Moore queriam nomear sua nova empresa como ‘Moore Noyce’, mas esse nome já estava registrado por uma rede de hotéis, portanto, eles optaram pelo acrônimo de INTegrated ELectronics.

Lotus (Notes)
Mitch Kapor
obteve o nome da sua empresa da ‘Posição de Lótus’ ou ‘Padmasana’. Kapor era instrutor da Meditação Transcendental de Maharishi Mahesh Yogi.

Microsoft
Nome criado por Bill Gates para representar a companhia dedicada a MICROcomputer SOFTware. Inicialmente grafada como Micro-Soft, o nome perdeu o hífen posteriormente.

Motorola
O fundador Paul Gavin surgiu com esse nome quando sua empresa começou a fabricar rádios para automóveis. Naquela época, a popular empresa era conhecida como Victrola.

ORACLE
Larry Ellison
e Bob Oats trabalhavam em um projeto de consultoria para a CIA. O codinome do projeto era chamado ‘Oracle’ (a CIA via isso como um sistema para obter respostas para todas as questões ou coisa semelhante). O projeto foi criado para ajudar a utilizar a nova linguagem SQL criada pela IBM. Esse projeto foi cancelado, mas Larry e Bob decidiram terminar o que começaram e partilhar com o resto do mundo. Eles mantiveram o nome Oracle e criaram o sistema RDBMS. Mais tarde adotaram o mesmo nome para a empresa.

Sony
O nome originou-se da palavra ‘sonus’, que significa som em latim, mas sony não possui significado ou tradução. Já ‘sonny’(com dois ‘n’) é uma gíria usada por americanos para se referir a jovens brilhantes.

SUN
Fundada por quatro colegas da Stanford University, SUN é o acrônimo de Stanford University Network. Andreas Bechtolsheim construiu um microcomputador; Vinod Khosla recrutou a ele e Scott McNealy para fabricarem computadores baseados nesse protótipo. E Bill Joy desenvolveu o sistema operacional baseado em UNIX para esse computador.

Yahoo!
A palavra foi inventada por Jonathan Swift e utilizada em seu livro ‘As Viagens de Gulliver’. Ela representa uma pessoa repulsiva na aparência e nas ações, não sendo quase humana. Os fundadores do Yahoo!, Jerry Yang e David Filo, escolheram esse nome por considerarem a si mesmos yahoos.

Uma pedra no caminho

Posted by Emilio Calil On julho - 9 - 2010 3 COMENTARIOS

Eu já me preparava para dormir quando ela apareceu de madrugada. A princípio ignorei-a, tentando passar despercebido. Mas já a conhecia de outra data e sabia que não seria fácil. Ela não é do tipo que desiste sem luta. Sua presença foi ficando mais forte e, antes que se tornasse insuportável, precisei de ajuda para me livrar dela.

Faltando dois meses para o casamento, não podia deixar que a reaparição dela estragasse tudo. Ela cruzou meu caminho uma vez há três anos, mas percebi que não me esqueceu.

Ela, a quem me refiro, é uma cólica renal. O leitor que conhece o drama de perto sabe que não é coisa que se ignore. Ela surge do nada, como um formigamento, e vai ficando mais forte até dar a impressão de uma mão esmagando os rins. É dor que faz o mais forte dos homens chorar feito criança. E eu estou longe de ser o mais forte dos homens.

Um pulo no hospital para tomar buscopam acabou com a dor. Mas na noite seguinte tive outra visita dessa amiga indesejada. Dessa vez, achei melhor procurar o médico. Após exames surge o causador do tormento: Um cálculo renal desgarrado que escapou do rim e se alojou a meio caminho da bexiga.

O médico me chama pra conversar. “Precisamos remover a pedra para que ela não obstrua o canal e prejudique o rim”. OK, doutor, bombardeie com ondas de choque e estamos conversados. “Infelizmente não é possível no seu caso, pois a pedra está em um local onde não podemos bombardear. Além disso, ela é grande, o que impede que seja expelida naturalmente.” OK, doutor, quais as alternativas? “Fazer uma cirurgia com uma sonda para remover a pedra e colocar um cateter entre o rim e a bexiga, permitindo que o fluxo passe normalmente.”

Recusei de imediato. Pedi uma semana para tentar expelir a pedra – não me agradava a ideia de algo entrando por orifícios que não foram projetados para isso. O médico riu e me desejou boa sorte. E assim passei uma das piores semanas da minha vida. Toda noite sofria com a dor e nada da pedra sair. No fim, entreguei os pontos, mandei tudo às favas e marquei a cirurgia.

Data da operação: 28 de junho, dia de jogo do Brasil na Copa. Como imaginei, só fui encaminhado ao centro cirúrgico após o jogo. Inacreditável ver um hospital parar por causa de futebol. Naquele dia, para meu desgosto, o Brasil ganhou. Mas a cirurgia correu bem. O procedimento foi relativamente rápido e no dia seguinte estava de alta.

Os dias passaram e alguns sintomas me diziam que algo estava errado. Liguei pro médico e descrevi o problema. “Provavelmente o cateter saiu do lugar e será preciso refazer a cirurgia” – disse ele. Ah, nada disso! Mal tinha saído de uma e teria que entrar em outra? Mas não teve jeito. Data da operação: 2 de julho, outro jogo do Brasil na Copa. Santa coincidência! Fiquei sozinho no quarto com a tevê ligada durante jogo. Após o primeiro gol do Brasil, perdi as esperanças, virei para o lado e cochilei. Quando acordei, o placar indicava 2 x 1 para a Holanda. Senti uma ponta de tristeza por não ter presenciado a virada. E, como da primeira vez, só após o apito final vieram me buscar para a cirurgia. Dessa vez entrei sorrindo na sala. Tive alta no dia seguinte, a tempo de celebrar meu aniversário em casa.

Da minha estadia no hospital ficam duas impressões: A primeira é o atendimento ímpar do pessoal do Hospital Aviccena, que tratam seus pacientes como hóspedes. Todos, do faxineiro às enfermeiras, merecem elogios. E a segunda é a total falta de consideração, organização e péssimo atendimento da SulAmérica Saúde, que nada fez a não ser atrapalhar e atrasar as cirurgias. Demoravam a enviar a liberação da cirurgia e, quando liberavam, seguravam os materiais que seriam utilizados na mesma – ora, com o que os médicos iriam operar? Apenas com as mãos?

Enfim, o próximo passo será o bombardeamento para ‘explodir’ o que restou da pedra e a retirada do cateter, que deve ocorrer até o final do mês. Para quem nunca teve costume de ir a um hospital, duas cirurgias na mesma semana são um feito e tanto.

E finalizando com um cliché, cito o Drummond:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

Legend of the Guardians

Posted by Emilio Calil On abril - 4 - 2010 1 COMENTARIO

Não sou fã de animações com bichos – geralmente são filmes bobos, sem graça, enfadonhos e previsíveis. Mas acho que Legend of the Guardians (site oficial) pode me fazer mudar de opinião. Talvez eu dê uma chance pra ele no cinema. Gostei bastante do trailer (abaixo):

O filme é baseado na série de 15 livros Guardians of Ga’Hoole. Não sei absolutamente nada sobre a história e nem quero me aprofundar muito. Mas pelo menos não parece ser um candidato a “novo Harry Potter“. Enfim, é espera pra ver.

Mais vagas disponíveis

Posted by Emilio Calil On março - 1 - 2010 COMENTAR

Já posso pensar em abrir uma empresa de RH. Mais duas vagas para quem estiver interessado:

• Estagiário de Direito
• Secretária

Os candidatos devem enviar seus currículos para aline@advariovaldo.com.br

VÍDEO DO DIA » GAME BRASILEIRO PROMISSOR
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