03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Quer ganhar um Xbox 360 e ainda ir visitar Seattle?

Posted by Emilio Calil On junho - 22 - 2009 COMENTAR

Teste seus conhecimentos sobre o Windows 7 participando do desafio WIN THE 7 (www.winthe7.com.br). Os vencedores concorrem a Xbox 360 e a entradas para o Tech-Ed Brasil 2009. Além disto os estudantes ganharão estágios em empresas de tecnologia e o vencedor da categoria "Profissionais" irá até a sede da Microsoft em Seattle conhecer os engenheiros do Windows 7.

Aos leitores do blog envolvidos com tecnologia, acima estão boas razões para participarem do evento.

A difícil arte de explicar o Brasil

Posted by Emilio Calil On junho - 14 - 2009 3 COMENTARIOS

Semana passada conversava com uma amiga que trabalha na matriz da empresa, lá em Seattle (EUA). Falávamos de futilidades quando ela resolve tocar no assunto da queda do Airbus AF447 da Air France. "Que coisa horrível, não?" – diz ela. "Como um avião pode desaparecer dessa forma? Os familiares das vítimas devem estar sofrendo muito".

Respondi que o avião não sumiu, pois encontraram partes da fuselagem e alguns corpos. "Ah, sim, vi algo a respeito no noticiário daqui." – respondeu ela – "Mesmo, assim, não deixa de ser um mistério".

Eu, querendo fazer graça, mencionei que por aqui surgiram algumas teorias malucas para explicar o desaparecimento do avião. Ela quis saber quais e falei da ambientalista que afirmou que o avião atravessou um buraco negro e foi parar em outra dimensão. Do outro lado do Messenger, a milhares de quilômetros de distância, o silêncio. De repente, ela dá sinal de vida: "Oh, c’mon!"

"É verdade" – retruquei. "Nem eu acreditei quando li". Ela se assustou: "Espere um minuto! Como assim você leu?" – disse. "Está me dizendo que isso foi publicado em algum lugar?". Fiquei meio sem resposta para a pergunta dela e resolvi enviar-lhe o link com a notícia (este aqui). Como ela não entende português, ajudei na tradução. Ela me perguntou o significado de "ambientalista". Expliquei que é a pessoa que cuida da proteção de ambientes naturais e ela fez outra pausa.

E voltou: "Não quero dizer que a mulher seja louca, mas que autoridade uma ambientalista tem para dar uma entrevista sobre buracos negros à imprensa?". Se a primeira pergunta já era difícil de responder, essa então foi ainda pior. Fiquei rindo sozinho olhando para a pergunta.

Tentei explicar que a matéria não tinha o propósito de ser séria e que o artigo depunha contra a própria ambientalista, mas minha amiga não conseguia entender por que o site se daria ao trabalho de publicar essa entrevista, principalmente por se tratar de uma tragédia que não era engraçada.

Comentei algo sobre o brasileiro rir da própria desgraça, mas não fui claro. Tentei explicar que o Brasil é um país que tenta passar a impressão de sério, mas não consegue. E que por aqui há peculiaridades que talvez não existam em nenhum outro lugar. Disse que até mesmo as leis da natureza aqui devem ser diferentes. E, no fim, a melhor maneira de descrever o Brasil para ela foi comparando-o a um gigantesco episódio de Twilight Zone (Além da Imaginação). Aí ela entendeu – ou pelo menos teve uma idéia. E achou a comparação divertida. Tão divertida que pretende visitar o Brasil nos próximos anos (céus, o que foi que eu fiz?). Em todo caso, ofereci-me como cicerone para quando ela vier para estas plagas. Não sei qual de nós vai se divertir mais com isso.

Lá pelas 18h ela diz: "Bom, imagino que você aí já esteja se preparando para ir embora, não?" (o fuso de Seattle são 4 horas a menos do que o Brasil). Respondi: "Não, na verdade vou ter que ficar por aqui até umas 20h, porque hoje é rodízio do meu carro e não posso rodar com ele nesse horário, senão sou multado". E ela: "Como é que é?"

E começamos tudo de novo…

Once You Meet Her

Posted by Emilio Calil On junho - 10 - 2009 2 COMENTARIOS

Engraçados esses tempos de internet. Você conhece muita gente, trava grandes amizades, faz inimizades, participa de acalorados debates, flerta, briga, faz as pazes, dá bronca, leva bronca, compartilha momentos, etc. E tudo ocorre, muitas vezes, sem um único contato pessoal com nossos interlocutores.

Recentemente tive o enorme prazer de encontrar, pessoalmente, uma dessas amizades virtuais. Conheço-a há uns bons três anos, devido a um antigo trabalho. Ela era meu contato em outra empresa, para quem eu enviava artigos diariamente. Com o tempo, tornou-se uma grande amiga e confidente. Divertida, inteligente, cativante e sempre pronta a falar de qualquer assunto – claro, tem lá seus defeitos, como o horrível gosto por certos tipos de música que eu nem mesmo considero ‘música’. Mas tudo bem.

Inacreditável o quão próximos nos tornamos, sem nunca termos nos conhecido. Celebramos as conquistas um do outro, partilhamos as tristezas, trocamos conselhos e – claro – rimos bastante. Na verdade fazer rir é algo tão intrínseco à sua personalidade que fica impossível manter uma conversa com ela sem ao menos esboçarmos um sorriso. É algo que faz bem à alma.

Kbytes e kbytes de mensagens trocadas, ainda sem nenhum contato pessoal, e parecia que havíamos crescido juntos. Finalmente, três anos depois, conseguimos nos encontrar pessoalmente para um café. Eu não estava em um dos meus melhores momentos, e o apoio e carinho que tive dela na época foi fundamental. Mas foi na segunda vez em que nos encontramos que ela se mostrou ainda mais maravilhosa. No dia anterior eu havia sido acometido de um forte sentimento de auto-piedade devido a alguns problemas que enfrentava, e me sentia o último dos mortais. Naquela noite, ela me veio à mente e resolvi mandar-lhe um e-mail dizendo como me sentia mal e me depreciando em cada palavra. No dia seguinte, ela leu o e-mail e me chamou: “Vamos nos ver hoje? Precisamos conversar“. Fomos.

Assim, quando nos encontramos, ela simplesmente olhou nos meus olhos e disse: “Sabe aquele monte de coisas horríveis que você escreveu sobre si mesmo? Eu concordo com cada palavra“. Para quem esperava um afago ou palavras de consolo, aquilo me atingiu como um murro. E ela continuou: “Você realmente falhou nisso e naquilo, errou neste e naquele ponto. Mas a vida seguiu seu rumo. Portanto, quando vai começar a seguir o seu?“. Naquele momento ela se mostrou muito mais do que uma amiga, pois entendeu que a única coisa que eu não precisava era alguém que dissesse “vai ficar tudo bem” e me tratasse como se eu fosse feito de vidro. Voltei pra casa renovado. Se antes eu já a adorava, naquela noite esse sentimento só aumentou.

Resolvi, então, dedicar este texto à ela. Nem de longe é algo que retribui o que ela já fez por mim, mas aí estão algumas palavras que, por não dizer pessoalmente, recorri à escrita. E ouvindo dia desses o álbum Final Fantasy Pray – o qual já comentei aqui em outro artigo – deparei-me com uma música que descreve perfeitamente a personalidade dela: Once You Meet Her. Fica, então, a singela dedicação desta música como prova do meu eterno afeto e gratidão. Para ouvir basta clicar aqui e, abaixo, segue a letra com uma tradução meio rústica:

Once You Meet Her

And no one knows it–
Where she came from, where she’s going. And once you meet her,
You will find that something inside is changing.

She’s like a rainbow–
When she comes up, all are lit up.
And when she whispers,
You will hear this: “Don’t chase after rainbows.”

High on a hill, there’s a green meadow.
All around, it’s breezin’,
She’s smilin’,
She’ll let them sing angel songs.

She’s like a fairy
When she’s trembling, when she’s dancing.
Just see her rambling–
How it’s nice to follow her to the end.

You want some meanings of the life,
And go to see her.
Don’t ask her too much–
Oh yes, she’ll be out of your sight
Right over.

High on a hill, there’s a green meadow.
All around, it’s breezin’,
She’s smilin’,
She’ll let them sing angel songs.

Everyone is sad and blue when she is far away.
Don’t you know it’s time to pray she’ll be coming soon?
And you think you hear her voice ringing from above.

And no one knows it–
Where she came from, where she’s going. And once you meet her,
Maybe you’ll stay forever young.

Quando Você a Conhecer

E ninguém sabe–
De onde ela veio, para onde está indo.
E quando você a conhecer,
Perceberá que algo dentro de si está mudando.

Ela é como o arco-íris–
Quando aparece, tudo se ilumina.
E quando ela sussurra,
Você ouvirá: “Não corra atrás dos arco-íris.”

No alto da colina, existe uma campina verdejante.
Há uma brisa no ar,
Ela está sorrindo,
Ela os deixará cantar as canções dos anjos.

Ela é como uma fada
Quando está tremendo, quando está dançando.
Apenas observe-a caminhar–
Como é bom segui-la até o fim.

Você busca um sentido para a vida,
E vai visitá-la.
Não a questione muito–
Oh sim, ela desaparecerá da sua visão rapidamente.

No alto da colina, existe uma campina verdejante.
Há uma brisa no ar,
Ela está sorrindo,
Ela os deixará cantar as canções dos anjos.

Todos ficam tristes e melancólicos quando ela está longe.
Mas você não sabe que é hora de fazer suas preces, pois ela está voltando?
E você já começa a ouvir sua voz vindo lá de cima.

E ninguém sabe–
De onde ela veio, para onde está indo.
E quando você a conhecer,
Talvez permaneça jovem para sempre.

Enfim, o frio

Posted by Emilio Calil On junho - 2 - 2009 1 COMENTARIO

Finalmente, São Paulo começa a viver dias de temperatura ideal. Ideal para mim, claro, que adoro o frio. Nada como sair de manhã na rua e sentir aquela brisa gelada no rosto. Ah, se o ano inteiro pudesse ser assim…

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