03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Top 10: Game Music

Posted by Emilio Calil On maio - 28 - 2009 COMENTAR

Quem me conhece sabe que, além da minha paixão por videogames, também aprecio bastante as músicas compostas para os jogos. Em síntese, games são uma composição de gráficos, animações, efeitos sonoros e música. E este último item às vezes rivaliza com muitas trilhas sonoras de filmes – chegando a superá-las, em alguns casos.

Claro, os jogos atuais contam com uma tecnologia de áudio impensável há uns 15 ou 20 anos, o que garante hoje toda a grandiosidade de um surround 5.1 (ou mais) em um home theater de quebrar as janelas do quarteirão. Mas – e me permitam esse “mas” – eu, particularmente, não tenho notado composições tão boas ou tão marcantes como aquelas produzidas na época dos limitados sintetizadores MIDI. E talvez esse seja o motivo, pois, quanto menos recursos você tem, mais precisa fazer uso da criatividade.

Mas a idéia deste post não é criticar as músicas atuais, e sim publicar uma lista com meus 10 álbuns favoritos de trilhas sonoras de videogame. Comecei a ouvi-los novamente por esses dias e decidi listá-los aqui. As indicações não são propriamente as versões originais presentes nos jogos, mas sim álbuns orquestrados ou remixados das mesmas. Para quem conhece os jogos, a graça consiste em ter se acostumado com a melodia eletrônica e, então, ouvir essa mesma música tocada por uma orquestra de verdade – é uma sensação gratificante. E, para quem não conhece os jogos ou nunca ouviu as músicas antes, mas aprecia uma bela sinfonia, fica a dica para ampliar suas opções e conhecer algumas músicas que rivalizam com as obras de grandes compositores.

1 – Gradius Suite Fantasia
Disparado o melhor arranjo orquestrado já feito para um jogo de videogame. Gradius é um clássico jogo de nave da Konami, e o álbum Suite Fantasia consegue, através de suas oito belíssimas sinfonias, fazer sua imaginação viajar por lugares longínquos no espaço. Cada uma das músicas possui identidade própria, seja a heróica Overture ou a triste e melancólica Perpetual Aria, com maravilhosa performance da violinista Chieko Kimbara. Minha favorita é a Gradius Fantasia que, com seus 10 minutos de duração, consegue fazer você praticamente visualizar as ações que ocorrem em cada ato da música. Costumo colocar os fones de ouvido, fechar os olhos e deixar o álbum no repeat por horas.
» Download: Você pode baixar o álbum aqui ou aqui

 

2 – Final Fantasy Symphonic Suite
Executado pela Orquestra Sinfônica de Tóquio, este álbum gravado ao vivo contém sete sinfonias compostas por Nobuo Uematsu para diversos jogos da série de RPG Final Fantasy, da Square (hoje Square-Enix). Como disse antes, o que impressiona é ouvir as músicas – antes sintetizadas em limitados sons precários – transformadas em sinfonias completas, com direito a um coral. As músicas Scene I e Scene VII são sensacionais, mas minha dileta é a Scene III, tema oficial do jogo, que geralmente toca nos créditos finais. Para mim, é a música mais linda já composta para um jogo de videogame, e este álbum só não está em primeiro porque Gradius tem uma composição melhor como um todo. Fosse analisar as músicas individualmente, a Scene III com certeza seria a primeira.
» Download: Baixe o álbum aqui ou aqui
» Ouça: Álbum online no Last.Fm
» Ouça: Scene III no YouTube

 

3 – Actraiser Symphonic Suite
Hoje em dia, o nome Yuzo Koshiro pode não significar muito para os novos fãs de videogame. Mas lá atrás, no início dos anos 90, Koshiro compôs ótimas músicas para jogos, entre elas as trilhas de Streets of Rage, do Mega Drive, e Actraiser, do Super Nintendo. Parte simulador de cidade e parte jogo de ação, Actraiser poderia ser descrito hoje como uma mistura de Sim City e God of War. E o álbum Actraiser Symphonic Suite, como o nome diz, apresenta as versões orquestradas das músicas do jogo. São composições épicas e grandiosas. Minhas favoritas são Bloodpool Cansadora e Filmoa. Uma curiosidade: Aos 2min. 40seg. da música Peaceful World ~ Ending, Koshiro faz uma brincadeira com a 20th Century Fox, vale a pena conferir.
» Download: Baixe o álbum aqui

 

4 – Final Fantasy VI Grand Finale
Sim, outro álbum de Final Fantasy. Este é inteiro dedicado à sexta versão do jogo – em minha opinião, a melhor da série. Aqui, Nobuo Uematsu se aproxima da genialidade. Abusando de contrastes entre melodias que quase levam às lagrimas com outras mais fortes e tensas, ele consegue criar uma atmosfera única. Não consigo escolher uma música favorita, pois o álbum inteiro é fantástico. Mas fica o destaque para a ópera cantada Aria di Mezzo Carattere – que tal isso em matéria de erudição para um simples jogo de videogame?
» Download: Baixe o álbum aqui
» Ouça
: Aria di Mezzo Carattere no YouTube

 

5 – Orchestral Game Concert Vol. 1
Como você pode imaginar, são sinfonias baseadas nos temas de diversos jogos. A execução é perfeita e, em muitos casos, dá uma cara nova a músicas conhecidas, como o tema do Super Mario, por exemplo. Até onde eu sei, existem cinco volumes dessa série de músicas orquestradas, mas escolhi o primeiro por ter o tem
a de The Legend of Zelda, composto por Koji Kondo. Só essa música já vale o álbum inteiro.
» Download: Baixe o álbum aqui

 

6 – Soul Edge Khan Super Session
Nunca fui fã de jogos de luta em 3D. Mas devo admitir que Soul Edge, lançado para o primeiro PlayStation, me rendeu boas horas em frente à TV. O game de luta com guerreiros medievais de diversos países evoluiu bastante e hoje é conhecido como Soul Calibur. Mas a trilha sonora do primeiro jogo ainda permanece inesquecível, e o álbum remixado, que leva o nome de Khan Super Session, conseguiu melhorar ainda mais as composições. São músicas rápidas, agitadas, perfeitas para um jogo desse estilo. Minha favorita é a Edge of Soul, que tocava na impressionante (na época) abertura.
» Download: Baixe o álbum aqui
» Ouça: Edge of Soul e Our Way Home no YouTube

 

7 – Xenogears Original Soundtrack
Por ter sido lançado para o primeiro PlayStation, o RPG Xenogears, da Square, se beneficiou bastante da qualidade de áudio em CD. A história do jogo mistura elementos futuristas de robôs gigantes com citações bíblicas para criar uma trama que, aos poucos, vai se revelando. A trilha sonora composta por Yasunori Mitsuda é soberba e encaixa perfeitamente nos inúmeros cenários por onde os personagens passam. Mas o grande destaque são as músicas Small Two of Pieces e Stars of Tears, ambas cantadas e que, além de terem uma melodia belíssima, possuem a letra com uma poesia difícil de encontrar nas músicas de hoje, sejam de videogames ou não.
» Download: Baixe o álbum aqui
» Ouça: Small Two of Pieces no YouTube
» Ouça: Stars of Tears no YouTube

 

8 – Final Fantasy Pray
Mais um Final Fantasy. Que posso fazer se Nobuo Uematsu é bom no que faz? Neste álbum, ela nos apresenta versões cantadas de suas composições. Assim como em Symphonic Suite, Pray possui temas baseados nas músicas de várias versões do jogo. O curioso aqui é que os vocais são interpretados em idiomas diferentes como inglês, japonês, francês e (isso mesmo) português. A música Não Chora Menina, por exemplo, é a versão cantada de Kids Run Through The City Corner, do álbum Grand Finale. A letra é muito bonita e, pelo sotaque e dicção da cantora, não dá pra saber se é um português brasileiro ou de Portugal, mesmo.
» Download: Baixe o álbum aqui
» Ouça:
Não Chora Menina em português no YouTube

 

9 – Dracula Battle: Perfect Selection (Vol. 1 e Vol. 2)
Tudo bem, eu trapaceei, são dois álbuns aqui. Castlevania é uma das séries da Konami de grande sucesso nos videogames. Os jogos contam a história da família Belmont contra Drácula. Eu já nem sei quantas versões o jogo possui e pra quantos consoles foi lançado. As músicas dos jogos sempre foram um de seus pontos fortes. E em Dracula Battle: Perfect Selection, somos agraciados com uma coletânea de dois álbuns com as melhores músicas da série. Ao contrário do que se esperaria de um jogo com a temática de horror, a trilha sonora usa e abusa de sons eletrônicos, órgãos, guitarras e outros efeitos, sempre num ritmo frenético de “metal-gótico” que passaria fácil num show de rock. Destaque para a música Bloody Tears, simplesmente fantástica.
» Download: Baixe o Volume 1
» Download:
Baixe o Volume 2
» Ouça: Bloody Tears no YouTube

 

10 – F-Zero X Guitar Arranged
Um dos jogos de corrida mais originais e alucinantes de todos os tempos também possui uma das melhores trilhas sonoras. As músicas de F-Zero X, de Nintendo 64, encaixam perfeitamente no ritmo futurista do jogo. E o álbum Guitar Arranged, obviamente, reinterpreta as faixas ao som de guitarra. É o tipo de álbum perfeito para tocar no carro quando pegamos a estrada. O destaque fica por conta da faixa Endless Challenge, o tema da pista Mute City no jogo, já conhecida dos fãs na versão de Super Nintendo de F-Zero – você ouve e acaba assoviando sem querer.
» Download: Baixe o álbum
» Ouça: Endless Challenge no YouTube

Tudo é relativo?

Posted by Emilio Calil On maio - 27 - 2009 4 COMENTARIOS

Ando sem tempo de fazer os clippings semanais com as notícias mais interessantes, mas acho que esse artigo aqui vale a leitura: Teoria da Relatividade é ideologia, e não ciência, defende pesquisador

E aí? Tudo é relativo? Ou não?

Windows 7 Release Candidate

Posted by Emilio Calil On maio - 25 - 2009 2 COMENTARIOS

Eu acredito que a esta altura todo mundo já deve estar sabendo, mas não custa lembrar.

Se você ainda estiver usando a versão Beta do Windows 7, lembre-se de que ela tem data para expirar. A partir de 1º de julho, o seu computador começará a se autodesligar a cada 2 horas, até que, em 1º de agosto, será exibida apenas uma tela preta, impedindo de usar o sistema operacional.

Para evitar que isso aconteça, você deve baixar e instalar a versão RC (Release Candidate) do Windows 7 – faça o download aqui. O Windows 7 RC está mais rápido, mais estável e muito mais compatível com hardwares e softwares do que a versão Beta. O Windows 7 RC também tem data para expirar: 1º de março de 2010. Mas até lá, a versão final do sistema já deverá ter sido lançada.

Em casa eu já mudei para a versão RC e devo dizer que está bem superior ao Beta. É capaz que a versão final a ser lançada seja essa mesma, com talvez alguns poucos ajustes.

Sobre supostos e aspas

Posted by Emilio Calil On maio - 21 - 2009 COMENTAR

Há tempos ensaio um artigo para falar do exagero da palavra “suposto” em nossos noticiários. Mas o Cristaldo saiu na frente e publicou boa crônica a respeito do tema aqui.

Vale a leitura.

Violinista Peter Zazofsky toca em São Paulo

Posted by Emilio Calil On maio - 19 - 2009 1 COMENTARIO

A Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo recebe o violinista americano Peter Zazofsky em concerto no Sesc Vila Mariana. O espetáculo acontece no próximo domingo (24), às 18h. O ingresso custa R$ 16, com direito a descontos.

Mais informações aqui.

Os bovinos fumantes

Posted by Emilio Calil On maio - 18 - 2009 2 COMENTARIOS

Muito já se falou e se escreveu sobre a nova Lei Antifumo sancionada pelo governador José Serra, que passa a vigorar a partir de 1º de agosto deste ano, mas resolvi deixar aqui minha opinião também.

Detesto cigarro. Não suporto o cheiro da fumaça e detesto que fumem perto de mim. Entretanto, jamais me ocorreu tratar os fumantes como criminosos ou seres alienígenas. Tenho amigos que fumam e não fico lhes passando sermão sobre saúde, câncer de pulmão ou coisa semelhante. Que o cigarro incomoda, não há dúvida. Mas daí a cortar relações com a pessoa ou proibi-la de fumar perto de mim é outra história. Há maneiras educadas e civilizadas de se tocar no assunto e chegar a uma solução.

O escritor e jornalista Janer Cristaldo também publicou um ótimo texto em seu blog sobre o assunto, que reflete grande parte do que eu penso a respeito dessa lei inconstitucional. Sem falar que a lei atinge diretamente os estabelecimentos comerciais e não os fumantes propriamente ditos. Que raio de lei é essa que pune uns pelo delito de outros?

Para não me estender muito, gostaria de saber se essa férrea disposição para erradicar o cigarro da face da Terra também se aplica ao combate às drogas.

Afinal, é muito fácil gritar e esbravejar com pessoas de bem, cidadãos comuns e pagadores de impostos cujo vício é colocar um cigarro na boca. Transformar pessoas inocentes em criminosos da noite para o dia por meio de lei imbecil e posar de grande herói que combate o mal do tabaco em prol da saúde pública é, além de demagógico, fácil demais. O cidadão de bem não vai se revoltar, não fechará ruas e queimará pneus, não invadirá prédios ou repartições públicas nem promoverá revoluções pelo direito de fumar. Ele vai, bovinamente, aceitar a lei e restringir o fumo à sua residência, enquanto isso ainda lhe é permitido.

Gostaria de ver José Serra falando grosso dessa forma contra traficantes e usuários de drogas (da maconha ao crack). Teria ele cojones para declarar realmente guerra ao tráfico e colocar seus ‘fiscais’ pra subir morros e favelas, ir dos bairros mais pobres aos mais luxuosos atrás do mínimo sinal de consumo de drogas? Teria José Serra a coragem de se colocar veementemente contra a liberação da maconha?

Claro que não. Para o crime (ou parceiros), as vistas grossas do governo. Melhor bater em quem não reage.

Change!!!

Posted by Emilio Calil On maio - 16 - 2009 COMENTAR

Mais duas do homem que veio salvar o mundo:

Sri Lanka prova incapacidade de Obama, dizem especialistas
ONGs criticam Obama por reabrir tribunais militares

Vamos continuar esperando a tão anunciada “mudança”. Não serão cento e poucos dias de absoluta inércia no governo que tirarão as esperanças da humanidade, não é? Afinal, se o homem resolvesse tudo em dois dias, não teria muito o que fazer nos próximos anos. Precisa haver emoção, desafio, senão perde a graça.

Se a esperança é a última que morre, então ainda veremos uma chacina de sentimentos até chegar a vez dela. Os ‘obamistas’ (ou ‘obabacas’, como quiser) devem estar pensando: “Droga! Se ao menos ele começasse a andar logo sobre as águas…”

A lógica de Lobão

Posted by Emilio Calil On maio - 12 - 2009 COMENTAR

Leio no Estadão:

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje, na Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia (SP), que é dever do País preservar a Petrobras e evitar críticas e acusações. “A Petrobras é um orgulho nacional”, afirmou. “É dever, portanto, preservar uma empresa nacional deste porte, desta magnitude, desta envergadura, para que ela sirva sempre aos melhores interesses nacionais. E não prejudicá-la, desgastando-a, criticando-a, acusando-a muitas vezes daquilo que ela não tem culpa. Isto não serve ao País, não serve a ela, não serve a nenhum dos senhores”, disse o ministro. “Este é um País que sabe por onde vai. Basta que seus governantes não o atrapalhem. E ele cuidará de si mesmo, quase que sozinho.”

Seguindo o raciocínio do ministro, a Petrobras está acima de qualquer crítica só porque é uma empresa brasileira. E, por isso, deve ter sua imagem preservada. Ora, que tem a ver a nacionalidade de uma empresa com a idoneidade de seus negócios?

Aliás, a Petrobras deve ser criticada sim, não por ser brasileira, mas por ser uma estatal. Que ‘orgulho’ pode nos trazer uma empresa dessas se nada, absolutamente nada do que ela produz é revertido em benefícios para os brasileiros? A menos que você considere benefício o patrocínio de péssimos filmes, peças de teatro e eventos dito ‘culturais’ – que nada mais são do que pretexto para jogar dinheiro público no lixo (ou encher os bolsos de cineastas que não estão nem aí se o filme fizer sucesso ou não).

Fora isso, sendo a Petrobras nacional, o preço da gasolina nos postos BR deveria ser mais barato. Mas não é. E mais, no mundo inteiro houve uma queda de preços significativa do barril do petróleo, que se reverteu em redução de preços do litro da gasolina. Que fez a Petrobras? Lançou um comunicado dizendo que não iria reduzir preços por que esta é uma decisão política da empresa.

Que orgulho, então, pergunto ao ministro Lobão, deve o brasileiro sentir deste que é o maior e mais inchado cabide de empregos do Brasil? Que a Petrobras tenha lá seus méritos, concordo. Mas isso é motivo para isentá-la de críticas? Só na cabeça de quem possui uma lógica torpe.

Mas concordo com o ministro quando diz que o país cuidaria de si mesmo quase que sozinho, bastando que seus governantes não atrapalhem. Sendo assim, peço então a Lobão que desde já tome a iniciativa dessa declaração e saia de cena o mais rápido possível.

Espaço, a fronteira final…

Posted by Emilio Calil On maio - 11 - 2009 2 COMENTARIOS

Assisti nesse fim de semana ao novo filme da série Star Trek, que reinicia a franquia contando a história da origem da famosa nave U.S.S. Enterprise e de seus tripulantes, em especial – claro – a do capitão Kirk.

Quando li as primeiras notícias sobre o filme, pensei: “Outro Star Trek? Será que já não é hora de parar?”. Então descobri que seria uma história de origem, recontando tudo desde o princípio, e pensei: “Outra franquia tentando se reinventar? Com certeza será um ‘Star Trek Teen‘. Hollywood está mesmo sem imaginação”.

Aí surgiram os trailers e a coisa começou a mudar um pouco. Parecia ter mais cenas de ação, os efeitos especiais estavam bacanas e os atores, apesar de jovens, não tinham aquele apelo “High School Musical” que eu temia. E, por fim, pensei: “Talvez esteja bom”.

Minha expectativa se confirmou após sair da sala do cinema. Não sou um ‘trekker’, mas assisti bastante a série clássica e estou familiarizado com toda a mitologia. O novo filme consegue combinar perfeitamente os elementos originais com os novos padrões de filmes de ficção científica, que exigem mais ação e desenvolvimento rápido da história.

O roteiro é bom. Nada extraordinário nem tão filosófico como na série original, mas para uma história de origem, passa. Os efeitos especiais estão ótimos, em especial as cenas de altitude e batalhas espaciais, que chegam a causar vertigem em certos momentos – impossível não comparar certos momentos com Star Wars. Em uma das cenas finais de batalha, a forma como a Enterprise surge para salvar o dia quando tudo parecia perdido realmente empolga, e trilha sonora consegue passar a emoção correta à cena.

Mas o que sempre fez de Star Trek um clássico eram os personagens, com suas peculiaridades e gênios distintos. E tudo isso está presente no novo filme. Os novos atores conseguem manter quase o mesmo apelo da ‘velha guarda’, com a diferença de que ainda são inexperientes e erram. Aliás, erros e burradas é o que não faltam no filme. Coisas que funcionavam perfeitamente na série não são ainda totalmente dominadas no filme, como a tecnologia do teletransporte, por exemplo, que mais de uma vez envia alguém para o lugar errado na hora errada. Mas a essência está ali. E as semelhanças dos atores novos com os antigos chega a ser assustadora em certos momentos.

A trama procura costurar elementos e situações diversas para chegar à formação clássica que conhecemos, com Kirk finalmente ocupando a cadeira de capitão da Enterprise. Os fãs antigos ficarão empolgados com a cena, e os mais novos, que não conhecem a série, terão aí um novo herói para admirar.

É um filme para ser visto no cinema, pois provavelmente não passará a mesma emoção no DVD, por maior que seja a TV de LCD em que você assista. Mas fica a dica: Se você, como eu, se decepcionou com Wolverine, vá se desintoxicar assistindo Star Trek.

A melhor foto da semana

Posted by Emilio Calil On maio - 5 - 2009 COMENTAR

Quando você acha que a humanidade está perdida em termos de história, onde bandidos são tratados como heróis e heróis como bandidos, de vez em quando surgem atos que despertam lá no fundo da alma uma ponta de esperança. Como, por exemplo, isto aqui.

Palmas para os vienenses (se é que foram mesmo vienenses os autores da proeza). Trataram essa pusilânime criatura como merece. Teriam os brasileiros a mesma coragem dos austríacos de encarar a verdade ou será que os ignorantes ainda estão por aí brandindo cartazes de “Fora Bush”?

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