Você está acompanhando o debate entre o Rod e o Emerson nos comentários do meu post sobre Heróis e Ídolos? Não? Então dê uma olhada lá e confira. A coisa está ficando boa, fazia tempo que um texto meu não gerava tantos comentários. Deixe sua opinião também.
Paisagens 3D de graça
Ano passado comentei sobre a nova versão do programa de criação de paisagens 3D, o Vue 7. Recebi do amigo Matt Rivencie, da e-on software, a versão xStream do Vue 7 e ainda não tive tempo de testar para escrever um review aqui.
Pois bem, recebi ontem o comunicado de que a e-on software acabou de lançar uma versão gratuita de seu famoso produto, batizada de Vue 7 Pioneer. É uma versão mais simplificada das versões pagas, mas ainda assim incrivelmente repleta de recursos. À primeira vista, apenas olhando para a interface do programa, não é possível diferenciar a versão xStream (mais completa) da Pioneer.
Quem estiver interessado em se aventurar na criação de mundos 3D, pode conhecer melhor o Vue 7 Pioneer clicando aqui. Para baixar o programa (cerca de 350 MB), é só clicar aqui. A única exigência para a instalação do software é que você faça um cadastro no fórum Cornucopia3D (o número serial de ativação do produto depende desse cadastro).
Para quem deseja dar seus primeiros passos no Vue, recomendo vivamente a instalação do programa.
Desmarxificando
Já faz algum tempinho que a seguinte mensagem tem circulado pela web em e-mails, fóruns e listas de discussão:
“Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado.”
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
Antes que alguns desavisados saiam por aí repassando esse texto profético do Marx como prova da sapiência do homem que engravidou a empregada e abandonou-a com o filho ao deus-dará, é bom saberem que esse parágrafo é falso. Podem procurar em todo o O Capital e não o encontrarão em página alguma. Notem que no e-mail é citado o autor, o nome do livro e o ano, mas não cita a página onde encontrar a frase.
Querem os espertinhos esquerdistas fazer crer que a atual crise financeira mundial é culpa do capitalismo. Não é. Mas isso é assunto para outro artigo mais complexo.
Quis apenas alertar para esse falso texto atribuído a Marx. É como na época dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando começou a circular uma ‘profecia’ de Nostradamus que previa a queda das Torres Gêmeas. Outra farsa. Se bem que, nesse caso, acusar um texto de Nostradamus de farsa é quase um pleonasmo.
Versão final do Internet Explorer 8
A Microsoft acaba de disponibilizar a versão final do novo Internet Explorer 8, em português. Há versões para Windows Vista, Windows XP, Windows Server 2003 e 2008. Para fazer o download e instalar, basta acessar este link: www.microsoft.com/brasil/ie8
Uso o IE8 desde a primeira versão beta, lançada ano passado, e posso atestar a enorme evolução pela qual o navegador passou nesse período. Além da segurança reforçada (alguns dizem que é o navegador mais seguro do momento), o IE8 está muito mais rápido do que as versões anteriores, carregando algumas páginas quase instantaneamente. Em casa tenho instalado o Firefox e o Google Chrome também, e não senti diferença nenhuma entre os três nesse quesito.
Entre os diversos novos recursos, os que mais eu uso são os Aceleradores e a Pesquisa Instantânea, que poupam um tempo considerável de navegação.
Claro, você pode ter suas razões para preferir outros navegadores, mas vale a pena dar uma olhada no Internet Explorer 8. Você pode ter uma boa surpresa.
Clipping: 2ª semana de março de 2009
O apanhado de notícias da semana. Dessa vez os links renderam um pouco mais:
► Provador de café faz seguro da língua por R$ 34 milhões
► Colombo se chamava “Pedro” e era genovês, diz historiador
► Hortelã pode tratar doenças causadas por germes (A ciência descobrindo o que nossos bisavós já sabiam)
► Crânio de possível vampiro do século XVI é descoberto
► Consumo de maconha reduz a capacidade de dirigir (Não brinca! Sério?)
► “Ritual” de macaco antes de atirar pedra indica premeditação (Já pode ser enquadrado no art.15 do Código Penal)
► Descobertas jóias de ouro com 3 mil anos em tumba egípcia
► Servos da gleba (Reinaldo Azevedo comentando sobre ditaduras)
► Neurônio artificial pode criar estrutura capaz de emular cérebro humano
► Google Docs vaza documentos de usuários
► Polícia indiana usa ratos para conter praga de camundongos
► Cientistas britânicos descobrem “peixe drácula”
► Aventureiros atravessarão oceano em barco de garrafas pet
► Fadiga mental pode induzir fadiga física, diz estudo (Mens sana in corpore sano)
► Após estréia, Wi-Fi em Dona Marta desaba (Como qualquer serviço público brasileiro)
► Relógio de Lincoln guardava mensagem secreta
► Abaixo Babel! (Crônica do Cristaldo sobre a ‘morte das línguas mortas’)
► Depois de 130 anos, geladeiras poderão ter avanço tecnológico
► O Tio da Aviação (Diogo Mainardi discorre sobre quem realmente inventou o avião)
► Estudo mostra que Homo erectus é mais velho que o estimado
► Descoberta igreja do Império Bizantino em Israel
► Internet Explorer 8 é mais rápido do que Chrome e Firefox
► Nasa detecta buraco negro em “cabelo” de Medusa
► O fim de uma farsa que durou 10 anos (Outra crônica do Azevedo sobre as privatizações do governo FHC)
Sobre heróis e ídolos
Se existe algo que me incomoda profundamente é a obsessiva adoração de ídolos de barro por acéfalos desprovidos de opinião própria. Não digo propriamente as ‘modinhas’, como gostar de determinado artista ou grupo musical em evidência – isso é inerente à estupidez da adolescência. Refiro-me a elevar certas personalidades a status de semideuses infalíveis.
Pode-se admirar o trabalho de uma pessoa ou até admirar certas qualidades dessa pessoa; mas não dá para admirar o trabalho da pessoa só porque foi feito por essa pessoa ou admirar a pessoa só porque fez o trabalho. Confuso? É como gostar de todo e qualquer filme feito por Steven Spielberg só porque foram feitos por Spielberg; ou gostar de Spielberg só porque ele faz filmes.
Há muito se perdeu a capacidade de criticar. Só por que você gosta desta ou daquela pessoa, não significa que tudo o que ela faça seja perfeito. E essa incapacidade de enxergar defeitos em quem se admira cria imbecis sugestionáveis. Você pode gostar das coisas que eu escrevo, mas não significa que precise concordar com tudo. Aliás, nem deve! Raciocinar implica em também discordar de quem admiramos.
Estava pensando nesse assunto hoje cedo, enquanto vinha para o trabalho. Sendo contemporâneo de Obamas, Lulas e Bonos da vida, tidos como ‘heróis’, ‘líderes inspiradores’, ‘exemplos a serem seguidos’ – e sabendo que não são nada disso – fico imaginando o quanto é realmente verdade a respeito do caráter e dos feitos dos grandes nomes da História. Terão sido de fato tudo aquilo o que se escreveu sobre eles?
A segunda grande invenção do homem bem que poderia ser uma máquina do tempo (segunda, pois jamais superaria o ar condicionado).
Ecologicamente tóxicos
Divirto-me ao ler sobre o empenho de empresas para se mostrar ecologicamente responsáveis. Agora todos querem fazer deste planeta um lugar melhor. Muitos setores da indústria já possuem suas chamadas ‘linhas verdes’ de produtos. Até internet entrou na roda, com o debate de que sites com fundo preto gastam menos energia do monitor – e há os que defendem o contrário, que sites brancos são menos poluentes.
Há uns dez anos, para uma empresa ser ‘moderna’, não podia vender produtos, tinha que “fornecer soluções e se comprometer com resultados dos clientes”. Hoje isso é o mínimo que se espera. Agora o mote mudou, empresa moderna cuida do meio-ambiente. Ora, isso também é o mínimo, e não diferencial.
Não ironizo a redução de poluição, reciclagem e coleta seletiva. São ações importantes. A ironia está em ver que isso é apenas moda. Alguém disse que consumidores compram mais de empresas engajadas com o meio-ambiente e agora um quer ser mais ecológico que o outro. Isso é coisa de eco-chatos esquerdistas que vivem falando em causas ambientais, mas sem resultados. É como abraçar árvore. Ninguém está nem aí para a derrubada de árvores, então faz-se uma ação onde pessoas dão as mãos e ‘abraçam’ uma árvore. Pronto, a natureza está salva.
Isso me remete a meados de 2005, época em que a agência onde trabalhei atendia uma indústria química de Piracicaba. Visitei o lugar algumas vezes. Quem andasse pelas instalações não imaginaria que ali se produzia resinas. Entre os galpões e tonéis, ruelas de pedra arborizadas davam num jardim com quiosque e churrasqueira. Parecia um sítio. Acima ficava o reservatório de água, com muros forrados de vegetação e uma criação de carpas. Para quem não sabe, carpa demanda água cristalina e cuidados especiais para sobreviver. Aquelas carpas habitando a água tratada da fábrica provavam o cuidado com o meio-ambiente.
Conversando com o diretor comercial, sugeri ressaltar essas preocupações ambientais com clientes e imprensa. Sorrindo, me respondeu: “Bem, Emílio… Apesar do verde e água limpa, eu não usaria isso como diferencial. Há alguns meses houve um vazamento e os resíduos contaminaram água e solo de uma favela lá embaixo no vale. Tivemos problemas sérios com a prefeitura e ficamos com a pecha de empresa malvada que despeja lixo tóxico nos pobres”. Tragicômico. Com tantos lugares para o vazamento escoar, foi logo para a favela.
Não basta querer ser ou se auto-proclamar ecologicamente responsável. O menor descuido destrói essa imagem.
Outro exemplo clássico é o do ex-vice-presidente americano Al Gore e seu demagogo evento Live Earth, que reuniu, em 2007, artistas de todo o mundo contra o aquecimento global e desperdício de energia, sendo que o próprio Gore gasta mais energia em um mês na sua casa do que um americano médio em um ano.
Tenho visto gente comemorar o surgimento do Kindle, o leitor de e-books da Amazon. É sem dúvida um produto revolucionário – você armazena centenas de livros digitais em um único aparelho. Mas esses que celebram o Kindle mandam uma mensagem aos jornais convencionais: “Parem de derrubar árvores!”. Alto lá! Apesar dos leitores de e-books substituírem livros e jornais de papel, não podemos ignorar que o produto é feito de plástico, possui tela LCD e usa bateria – para ler as notícias do dia, você estará gastando energia. Não que o Kindle seja um agente poluente, mas há de se pesar os prós e contras. Árvores podem ser replantadas.
E mais uma vez volto àquele diretor da indústria química. Na mesma conversa, insisti que poderiam fazer parceria com algum instituto de proteção ambiental. E ele: “Veja bem, Emílio. Nós não fabricamos móveis, não vendemos frutas, não produzimos tecidos. Somos uma indústria química que produz plástico, produto que leva mais de 100 anos para começar a se decompor. O plástico sempre será visto como o pior vilão contra a natureza. Nenhum instituto ambiental se interessaria em nos ter como parceiros, pois nosso trabalho implica em poluir mais ou poluir menos, mas sempre poluir. É bem provável que estejamos, neste exato momento, contribuindo para o fim do mundo. Mas o planeta inteiro depende de plástico e, até que alguém invente uma alternativa viável, não há nada que nós ou nossos concorrentes possamos fazer”.
Clipping: 1ª semana de março de 2009
As notícias de destaque dessa primeira semana pós-carnaval – ou talvez devesse dizer notícias da primeira semana útil de 2009.
» Cafeteria nos EUA usa garçonetes de topless contra crise
» Brasileiros estão fora da briga por “melhor emprego do mundo” (Tudo bem, já temos o emprego de pintor de corpos de modelos nuas)
» Raiva no trabalho pode ajudar carreira, diz estudo
» Cores no céu intrigam moradores de SP e do RS (Um amigo meu diria que é algum tipo de ataque gay contra a humanidade)
» Vacina que dá imunidade imediata contra doenças é criada
» Encontrado no Egito sarcófago que pertenceu à nobre Isis
» Asteróide com cerca de 30 metros passa próximo à Terra (Ainda não foi dessa vez, afinal, o mundo só vai acabar em 2012)
» Emulador universal salva informação digital para futuras gerações (Uma iniciativa louvável)
» Mercado de jogos eletrônicos cresce no Brasil apesar da crise
» Office Live Workspace conquista 3 milhões de usuários
» O País que Quer Crescer Mais Trabalhando Menos (Ótimo texto do Sachsida)
» Garota processa RIAA por práticas ilegais (Uma pequena invertida de valores)
» No 56º ano da morte de Stalin, russos alertam para número de seguidores
» Arqueólogos encontram estátuas de antigo rei egípcio
» Mãe e filha encontram corpo de 200 anos em jardim
» Firefox teve mais bugs do que o Internet Explorer em 2008
» Japão quer explorar a Lua
» Otimistas vivem mais e com melhor saúde, diz estudo (Ah, sério?)
Quem decide o que é melhor para seus filhos?
O Ministério Público Federal torna a tema antigo, já discutido anteriormente e que se acreditava resolvido: A presença de brinquedos vinculados a lanches de redes fast food como McDonald’s e Burger King. É o que nos diz a notícia do G1: MPF quer suspensão da venda de brinquedos em redes de fast food
A princípio, você pode considerar um ato nobre, de preocupação do Governo com a saúde dos infantes. Mas para quem sabe ler nas entrelinhas, a mensagem é clara: “Atenção pais, vocês não sabem o que é melhor para seus filhos, então o Governo está assumindo essa função e tomará as decisões por vocês”.
Ora, que me desculpe o procurador da República Marcio Schusterschitz, autor dessa recomendação, mas acredito que ele nunca tenha dado uma volta na praça de alimentação de um shopping. O que mais se vê nas filas dos McDonald’s da vida durante a semana são adolescentes e adultos. Às crianças são reservados os finais se semana, geralmente quando a família inteira resolve fazer o ‘pacote completo’ (almoço + compras + cinema). Ainda assim, nem todas as famílias almoçam em fast food. Que os brinquedos atrelados aos lanches são chamariz, concordo. Mas desconheço família que permita que seus filhos comam todo dia nessas lanchonetes só para ganhar brinquedo.
O que mais vejo em minhas andanças por shoppings – e de shopping eu entendo um pouquinho – são crianças comendo no mesmo lugar que seus pais escolhem para comer. Vejo muitos protótipos de gente – que ainda nem sabem segurar talheres direito – comendo arroz, bife, macarrão, comida chinesa, peixe, etc. E, é claro, nos fast foods também.
Uma amiga minha faz de tudo para manter seu filho de 2 anos longe de refrigerantes e lanches o máximo que puder. Só suco e comida saudável. E eu não apenas concordo como apóio a decisão! Mas ela sabe que vai chegar a hora inevitável em que ele se encontrará com um Big Mac. Nessa hora, entretanto, ele já terá discernimento o suficiente para saber que os lanches estão longe de ser refeição saudável. Mas vez ou outra, não faz mal. Eu mesmo costumo comer no McDonald’s apenas uma vez por mês. Às vezes nem isso.
Assim, o Ministério Público presume que os pais são criaturas desprovidas de inteligência e cuidado com os próprios filhos (OK, alguns até são mesmo, mas é minoria) e simplesmente resolve arrancar-lhes das mãos o direito de decidir o que a criançada pode ou não pode comer. Tudo isso para camuflar um ódio velado a multinacionais norte-americanas, que costumam ser associadas ao dito ‘capitalismo selvagem’.
Aonde houver ações de marketing bem sucedidas lá estará o Estado exercendo seu totalitarismo, sob pretexto de proteger a pobre população de propagandas irrecusáveis. Claro, investigar como os sujeitos lá da Praça da Sé conseguem vender um lanche de churrasco grego (junto com suco) por R$ 1, ninguém quer. Afinal, trata-se da classe “pobre e trabalhadora” tentando ganhar a vida. Para esses, as vistas grossas do governo.
O que o Ministério Público parece desconsiderar é que existe a maior arma contra propagandas e técnicas de marketing que buscam roubar a alma de nossas indefesas criancinhas: A capacidade dos pais de dizer ‘não’.
A grande Hatshepsut
O amigo Emerson Freire finalmente retoma os textos em seu blog e, dando continuidade à idéia de escrever um livro sobre as mulheres mais influentes da história, publica um ótimo artigo sobre aquela que se acredita ser a primeira mulher faraó do Egito, a rainha Hatshepsut.
O texto é muito bom e remonta à glória e opulência da fascinante época dos faraós, mostrando a importância de Hatshepsut para o crescimento político e comercial do Egito. Leitura mais do que recomendada. Para ler o texto do Emerson, basta clicar aqui.
