03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Entre livros, filmes e games

Posted by Emilio Calil On janeiro - 27 - 2009 3 COMENTARIOS

Ando desesperadamente atrás de um bom livro para ler. Não consigo ficar muito tempo afastado de livros. Ano passado minha melhor leitura foi Infiel, de Ayan Hisri Ali, que já comentei aqui. Fora isso, li alguns contos de Stephen King para matar o tempo, mas ficção e fantasia já perderam a graça – é como comer doce quando se está com fome: engana, mas não satisfaz.

Em 2009 pretendo aumentar minha quantidade de leitura mensal. Não dá, por exemplo, pra seguir o mesmo ritmo do Cristaldo de oito livros por mês, até porque ele tem mais tempo livre do que eu. Mas pelo menos dois por mês é algo que preciso me impor. Difícil é encontrar algo que preste nas livrarias brasileiras, especialmente entre os best-sellers. Estou esperando a nova publicação de Atlas Shrugged, de Ayn Rand, mas se for lançada no mesmo preço de A Nascente, fica complicado. O mesmo para o Quixote, de Cervantes. Mas não era bem sobre livros que pretendia escrever. Disse que andava procurando um bom livro, mas, enquanto não encontro, tenho me divertido com outras mídias: filmes e videogames. Assim, deixo aqui duas sugestões que me cativaram nos últimos tempos.

Filme: Slumdog Millionaire
Vai estrear no Brasil em 6 de março sob o título de Quem Quer Ser Um Milionário? Dirigido pelo inglês Danny Boyle, o drama narra a história de três crianças  – Jamal, Salim e Latika – que vivem em uma favela da Índia e, de uma hora para outra, se vêem obrigados a lutar pela sobrevivência, crescendo e  trilhando caminhos nada amigáveis. A história nada tem de mais, mas a forma como é contada, com reviravoltas e flashbacks, prende a atenção. E, confesso, eu não esperava aquele final. Recomendo como ‘desintoxicação’ de Hollywood, que dá sinais de completa falta de imaginação. Slumdog Millionaire está sendo bem cotado para o Oscar de melhor filme estrangeiro. É bom, mas não chega a tanto. E o Oscar nunca foi lá referência confiável, também. Tenho lido por aí que o início do filme de Boyle lembra bastante o brasileiro Cidade de Deus. Não vi Cidade de Deus (nem tenho vontade de ver), portando não posso opinar.

Jogo: Prince of Persia
Sou fã da série Prince of Persia desde a época dos computadores 386 com monitores monocromáticos. Um jogo que mescla aventura e raciocínio sempre é bem-vindo. Para mim, a melhor versão do jogo original foi a lançada para Super Nintendo, com gráficos e sons bem elaborados para a época. Depois, a série andou sumida (arriscaram uma versão 3D muito sem graça) e retornou com a ótima trilogia Sands of Time, Warrior Within e Two Thrones. E agora, surgindo para a nova geração de consoles, Prince of Persia retorna ainda mais fantástico. A nova versão do jogo, que não possui nenhum subtítulo, parece uma pintura em movimento. Os controles são bastante fáceis de aprender e a história é cativante. O tal ‘príncipe’ é um andarilho do deserto que acidentalmente junta-se à princesa Elika numa corrida contra o tempo para enfrentar o deus das trevas Ahriman, que foi libertado após milênios preso pelo deus da luz Ormazd. Mas a verdadeira graça do jogo não está nos desafios, nos gráficos, nem na história em si. O melhor do novo Prince of Persia são os diálogos constantes entre os protagonistas. Ele, totalmente cético, agnóstico e sarcástico, passa o tempo todo provocando Elika, que é devota de Ormazd. Os diálogos são tão naturais que às vezes você esquece que é só um jogo. Destaque para observações do príncipe à Elika, como “Muito obrigado por me colocar no meio da luta entre dois deuses os quais eu nem mesmo acredito”. Ou quando Elika pergunta se ele não vive por nenhum ideal e ele responde: “Lutar por um ideal é viver de acordo com as idéias de outra pessoa. Eu prefiro viver de acordo com minhas próprias idéias”. E – meu diálogo favorito – quando o príncipe pergunta à Elika por que lutar por um deus que não se mostra, e ela responde que isso lhes garantirá ótimas e agradáveis recompensas na vida, ao que ele retruca: “Se eu me cobrir de chocolate e entrar num harém, terei ótimas e agradáveis surpresas, também”. Enfim, um jogo imperdível. Há versões para PlayStation 3, Xbox 360 e PC.

Obama e os clipei ardentis

Posted by Emilio Calil On janeiro - 26 - 2009 COMENTAR

Se você estava procurando algum motivo para animar seu início de semana, acredito que a notícia abaixo possa valer alguns momentos de diversão:

Vídeo mostra suposto Ovni durante posse de Obama

Ao que parece, a posse do novo presidente dos EUA não foi saudada apenas por milhões de terráqueos imbecis. Alguns extraterrestres imbecis também passaram por lá – ou, para quem viu o vídeo, um urubu passou ligeiro pela câmera.

Esse clipei ardentis só vem corroborar com o fato de que não existe vida inteligente em outros planetas.

Clipping: 3ª semana de janeiro de 2009

Posted by Emilio Calil On janeiro - 23 - 2009 COMENTAR

E vamos às notícias que se destacaram nessa semana, com meus parênteses quando necessários.

» Mexicana de 66 anos dá bofetada em ladrão armado com Uzi
» Britânicos quebram recorde de passar roupa debaixo d’água
» Britânico encontra moedas de ouro da Idade do Ferro
» Homens mais ricos dão mais prazer às mulheres, afirma pesquisa (E dizem que dinheiro não traz felicidade)
» Estudo questiona se rastros de aviões podem afetar o clima (Depois da flatulência bovina, eis aí outro causador do pseudo-aquecimento global)
» Cães de raças bonitas perdem inteligência, diz pesquisa
» Museu quer exumar corpo de Galileu para analisar DNA
» Pessoas calmas têm menos risco de demência, diz estudo
» Descoberta a maior sepultura pré-histórica da Espanha
» Submarino microscópico pode navegar pelo corpo humano (Lembram de Viagem Insólita?)
» Relaxar é mais eficaz que dieta, sugere estudo (Bom saber…)
» Estudo: educação causou morte de mais britânicos no Titanic (Quem é mal-educado vive mais)
» O advento (Ótima análise do Reinaldo Azevedo sobre a posse de Barack Obama)
» Mucho estruendo y pocas nueces (Crônica do Cristaldo também sobre Obama. Esta está mais divertida)
» Tarso deve ter achado que seria só mais um flerte irresponsável com o terror. Deu-se mal. (Outra do Azevedo, comentando a palhaçada do Brasil abrigar um terrorista italiano)
» O Google não é tão cool assim 
» Garoto de 8 anos tira certificado da Microsoft
» Ubisoft compra produtora brasileira de games
» USP coloca livros raros na web
» Blogueiro que adivinha o futuro é preso
» Astrônomos encontram um zumbi cósmico

É hoje!

Posted by Emilio Calil On janeiro - 20 - 2009 2 COMENTARIOS

Usando o mesmo texto do Avolio (aqui) para descrever o dia de hoje, é possível afirmar que 20 de janeiro de 2009 entrará para história como “o dia em que nada mudará, mas tudo será diferente”.

Incrível que as esperanças de uma nação sejam depositadas em um indivíduo que nada tem de mais a oferecer. Mais incrível ainda é a cumplicidade quase criminosa com que a imprensa mundial saúda o dia de hoje como se fosse o segundo advento do messias.

Pelos próximo quatro (e talvez oito) anos, receberemos notícias de como Barack Obama é estupendo, destemido, genial, etc., etc., etc. Ainda que o sujeito não faça absolutamente nada, que fique sentado na cadeira o dia inteiro, dormindo, os jornalistas dirão que o ‘fazer nada’ dele é magnífico.

“Ah, Emílio, está criticando o Obama porque você é de direita, é capitalista e simpatiza com os republicanos”, dirão alguns. Sim, minha tendência política pende para os ideais da direita. Sim, prefiro milhões de vezes o capitalismo com todas as suas falhas à ‘perfeição’ de um socialismo cubano. E sim, nos EUA, simpatizo mais com republicanos do que com democratas (os petistas de lá) – apesar de não concordar com todas as ações de Bush, por exemplo. Ainda assim, as críticas que faço a Obama não estão atreladas somente ao fato dele representar um ideal que não concordo, mas sim ao fato do mundo todo acreditar que seu mandato será diferente dos outros. Não será.

Obama é um sujeito inexperiente que, como Lula aqui, tirou vantagem de sua boa retórica nos discursos. E como Lula, passará seus dias na presidência de um país explicando por que a sua “mudança” (change we can‘t) não aconteceu.

Bush foi reeleito com 51% dos votos e disseram que a América estava dividida. Obama foi eleito com 52% dos votos e disseram que a América está unida. São essas pequenas particularidades que me fazem rir sozinho.

Que mais não seja, agora teremos outro presidente de quem poderemos rir à beça.

Clipping: 2ª semana de janeiro de 2009

Posted by Emilio Calil On janeiro - 16 - 2009 1 COMENTARIO

Essa semana foi péssima para o blog. Não consegui escrever mais do que o post de segunda-feira. Mas, tentando manter a promessa de publicar um apanhado de notícias todas as sextas, eis abaixo algumas que me chamaram a atenção durante a semana (com alguns parênteses meus). Novamente, destaco que o grau de relevância, utilidade e veracidade de cada notícia não está atrelado a nenhum conceito ou opinião pessoal meus. Interprete-as como quiser.

» Vaga de zelador de ilha paradisíaca oferece salário de R$ 40 mil
» Empresa dos EUA testará carro voador em fevereiro
» Egito: arqueólogos encontram ruínas de quase 4 mil anos
» Estudo relaciona tamanho de dedo a sucesso financeiro (???)
» Fóssil no RS reforça teoria da ligação África e América
» Imagem em cores mostra diferenças em lua de Saturno
» Beber café pode ser bom contra Alzheimer (agora leia a notícia abaixo)
» Excesso de café pode causar alucinações, diz estudo (agora leia a notícia acima)
» Piadas ruins fazem rir 4 em cada 10 pessoas, diz estudo (eu costumo rir de piadas ruins)
» Inglês teria traçado mapa da Lua antes de Galileu
» O ameaçador romance do Google e Obama
» Coma canguru e combata o aquecimento global (essa é para um amigo que vive na Austrália)
» Sinal cósmico de origem desconhecida é detectado pela NASA
» Contato com cães libera hormônio ligado ao amor
» Primeiras telas da versão Alpha do Office 14
» Gás metano detectado em Marte pode indicar sinais de vida
» Microsoft renova site corporativo do Windows Vista (um projeto do qual participei apareceu na Info, quem diria. Em tempo, o site é este aqui)
» Funcionário trapalhão rouba protótipos da SonyEricsson

Brincando com o Windows 7

Posted by Emilio Calil On janeiro - 12 - 2009 2 COMENTARIOS

Nesse fim de semana dediquei boas horas a uma atividade que adoro: fuçar em softwares novos. Tenho uma compulsão por novidades no mundo da tecnologia. Não consigo, por exemplo, trabalhar com um determinado programa sabendo que já existe uma versão nova – ainda que beta. Sinto-me impelido a instalar sempre as versões mais recentes dos programas que uso. Claro, isso já me rendeu sérios problemas no passado, mas agora ando mais cuidadoso. Que mais não seja, acabo servido de exemplo para possíveis problemas que outros usuários possam enfrentar.

Pois bem, na última sexta-feira a Microsoft liberou a versão Beta pública do Windows 7, o sucessor do Windows Vista. Eu, claro, tratei logo de garantir minha cópia. Baixei a versão de 64 bits (3.15 GB). Em um primeiro momento, instalei o Windows 7 em uma partição nova do meu HD, fazendo dual boot com o Vista – para ver como o novo sistema iria se comportar. Como tudo transcorreu perfeitamente bem, da instalação do sistema à compatibilidade dos drivers, parti para atitude mais drástica. Formatei o micro e instalei o Windows 7 Beta como meu sistema operacional principal. E não me arrependi.

As configurações do meu micro:
Athlon X2 Dual Core 64 bits – 1.9 GHz
HD SATA de 250 GB
6 GB de Memória RAM – DDR2 800 MHz
Placa de vídeo GeForce 8600 GTS de 256 MB com suporte a DirectX 10

Quais as novidades? O que mudou? – você deve estar se perguntando. Bom, é preciso reforçar que, se você ainda trabalha com o Windows XP, as mudanças são muitas. Mas se você já usa o Windows Vista no dia-a-dia, o que se nota fortemente são melhorias e aperfeiçoamentos em vez de mudanças realmente drásticas.

O que me impressionou foi o tempo de instalação. Do momento em que coloquei o DVD no drive até ter o sistema completamente funcional, foram aí uns 20 minutos. O Vista leva quase isso também, mas se você precisar instalar o Service Pack 1 inteiro, o tempo dobra. Numa visão geral, o Windows 7 está mais leve e mais rápido do que o Windows Vista. Mas como o Vista sempre se saiu muito bem no computador de casa, essa minha sentença de “mais rápido e mais leve” pode ser acrescida de um “ligeiramente”. Não senti mudança tão drástica, apesar de o tempo de inicialização ter diminuído um pouco. Notei que a instalação e a abertura de programas também ficaram mais rápidas. Softwares como o Outlook 2007 ou Photoshop CS4 abrem quase instantaneamente. Mas, novamente, lembrando que no Windows Vista eu também tinha quase esse desempenho. Em questão de compatibilidade, o único programa que não funcionou foi o Skype – mas isso, claro, deve ser corrigido até o lançamento da versão final.

Visualmente, esse beta do Windows 7 tem pouca diferença do Windows Vista. Talvez vejamos uma nova interface gráfica em um (possível) outro beta ou mesmo numa versão Release Candidate, geralmente lançada pouco antes da versão final chegar às lojas. A seguir, publico algumas fotos do Windows 7 com meus comentários sobre os recursos que mais me chamaram a atenção. Devo voltar ao tema futuramente, conforme for descobrindo novidades.

Clique nas imagens para ampliá-las:

Área de trabalho

Essa é a área de trabalho do Windows 7. As grandes mudanças aqui em relação ao Windows Vista são a Barra de Tarefas, com novas funções, e o fato de que os Gadgets não possuem mais a Barra Lateral. Eles ficam soltos, mas basta aproximá-los de algum canto da tela para que eles ‘grudem’ ali, como se estivessem presos à Barra.

Barra de Tarefas

A nova Barra de Tarefas possui um comportamento bem diferente do habitual. Quando li a respeito, achei que era algo complicado. Mas me acostumei de tal forma que é difícil retornar ao padrão antigo. Agora, os ícones da barra representam tanto o atalho para abrir o programa como a própria janela aberta desse programa. Na foto acima, você vê que os programas abertos são o Internet Explorer, o Windows Live Messenger e o Photoshop, pois seus botões ficam realçados, enquanto todos os outros permanecem como atalhos. Não existe mais aquele monte de botões representando janelas abertas e minimizadas, pois tudo fica limitado ao próprio ícone do programa. Basta segurar o mouse sobre ele para visualizar as janelas abertas. No caso do Internet Explorer da foto, cada janelinha representa uma aba aberta do IE (isso não ocorre com o Firefox ou o Chrome).

Barra de Tarefas (botão direito do mouse)

Outro recurso bacana dessa nova Barra de Tarefas é o clique com o botão direito do mouse sobre os ícones. Cada programa possui uma reação diferente. No caso de softwares como o Word, Media Player ou Galeria de Fotos, o clique com botão direito exibe os últimos arquivos abertos pelo programa. Na foto acima, o clique está sobre o Windows Explorer, e ele mostra as pastas acessadas com mais freqüência. Você pode fixar (pin) as pastas que preferir, para que elas sempre apareçam no menu. Uma mão na roda para acesso rápido a um determinado diretório do seu computador.

Menu Iniciar

O Menu Iniciar está praticamente idêntico ao do Windows Vista. A grande diferença são aquelas setas ao lado do nome de cada programa. Ao passar o mouse sobre o atalho, é exibida a lista de arquivos abertos recentemente pelo respectivo programa. No caso da foto acima, o Word está mostrando sua lista de documentos recentes.

Windows Media Player 12

A nova versão do Windows Media Player também não traz grandes novidades. A interface está bastante semelhante à versão anterior, mas incorpora elementos da interface ‘ribbon’ dos softwares do pacote Windows Live. Eu, particularmente, gostava mais da versão anterior pela maior quantidade de transparência da janela. A grande vantagem é a presença de um ‘mini-player’ que abre quando se clica duas vezes sobre um arquivo de vídeo. Ele é extremamente leve e o vídeo começa a ser reproduzido instantaneamente. Infelizmente, mesmo com a instalação de codecs, o Windows Media Player 12 não consegue (ainda?) abrir arquivos externos de legendas, como SRT ou SSA, o que era possível no WMP11.

Personalização (botão direito do mouse)

Ao clicar com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho, três novas opções estão presentes. Screen Resolution, obviamen
te, permite alterar a resolução do monitor – a vantagem é que a opção está bem simplificada e indica a resolução de tela ideal para seu monitor. A opção Gadgets abre a janela dos mini-aplicativos da ex-barra lateral. E, em Personalize, você abre a opção de temas da interface.

Personalização (temas)

A opção de escolha de temas está bem parecida com a do novo Windows Live Messenger, lançado semana passada. Existem temas pré-definidos que alteram, de uma vez, a cor das janelas, a imagem de fundo, a proteção de tela e os sons do Windows. Mas você pode optar por personalizar cada um desses itens separadamente. Também será possível baixar pela web mais temas personalizados.

Personalização (plano de fundo)

Esta é uma opção que me agradou muito. Além da compulsão por novos softwares, tenho uma verdadeira mania por baixar papéis de parede para o micro. Em geral, vou atrás de imagens em alta resolução de cidades e paisagens, mas de vez em quando uso temas de filmes, games, etc. Acontece que nunca estou feliz com uma imagem. Basta colocá-la como plano de fundo da área de trabalho para enjoar em 5 minutos. A nova opção de imagem de fundo do Windows 7 permite que você selecione uma pasta cheia de imagens e determine de quanto em quanto tempo ela deve ser trocada. A transição entre uma imagem e outra é bem suave e acabou com meus problemas de indecisão.

Sticky Notes

O antigo gadget da Barra Lateral agora é um software independente. O Sticky Notes permite criar diversos ‘post-its virtuais’ na área de trabalho, possibilitando redimensioná-los com o mouse igual a uma janela comum. Você tem várias opções de cores. Eu uso muito aplicativos assim para anotar desde tarefas pendentes até logins e senhas de sites. A evolução é bem-vinda, mas falta ainda a possibilidade de trocar a fonte do texto. Você fica limitado à essa fonte da foto acima, que é um pouco grande para a quantidade de coisas que eu coloco em cada nota.

Essa foi minha primeira impressão do Windows 7. Claro, por ser uma versão beta, muita coisa pode mudar. Mas acredito que a Microsoft tenha acertado em diversos pontos que faziam algumas pessoas relutarem em instalar o Windows Vista. Mesmo assim, se você quiser conhecer melhor o Windows 7, eu recomendo o uso do Vista até que o 7 seja lançado em sua versão final. Sugiro isso em especial para empresas que trabalhem com softwares próprios, desenvolvidos internamente. O ‘núcleo’ do Windows 7 tem poucas diferenças com o Vista, portanto, em questão de compatibilidade, um aplicativo desenvolvido para o Windows Vista deverá funcionar normalmente no Windows 7, o que nem sempre acontecia entre o Windows XP e o Vista. O melhor caminho para o Windows 7 é o Windows Vista.

Clipping: 1ª semana de janeiro de 2009

Posted by Emilio Calil On janeiro - 9 - 2009 COMENTAR

Um apanhado das notícias desta semana que considerei mais interessantes. Você pode discordar quanto à relevância ou utilidade, claro, mas vou tentar manter o hábito de publicar, todas as sextas, links para sites e blogs que me chamaram a atenção durante a semana. Vamos a elas:

» Versão Beta do Windows 7 (em inglês) disponível hoje para download gratuito
» Versão final do pacote Windows Live Essentials disponível para download
» Via Láctea é mais rápida e mais pesada do que se acreditava
» Jogar Tetris pode reduzir estresse pós traumático
» Estudo: excesso de açúcar no sangue prejudica memória
» Morte à TAM (crônica do Cristaldo sobre a empresa de aviação)
» A carne barata das crianças palestinas (um dos vários ótimos textos do Azevedo sobre o conflito de Gaza)
» Cantor americano soluça há quase 2 anos sem parar
» Primeiro cinema IMAX brasileiro estréia dia 16 de janeiro (e é pertinho da empresa onde eu trabalho!)

Por que a surpresa?

Posted by Emilio Calil On janeiro - 8 - 2009 COMENTAR

Lula declarou em entrevista que não lê revistas nem jornais porque isto lhe provoca azia.

A declaração do molusco provocou mal-estar na imprensa brasileira e diversos blogs já tecem um sem-número de comentários, considerações e reinterpretações da afirmação de Lula.

Ora, gastam palavras à toa os que fingem surpresa ante este fato. O problema não é que Lula não lê revistas nem jornais, e sim que ele não lê. Ponto.

O preço de um sorriso

Posted by Emilio Calil On janeiro - 7 - 2009 4 COMENTARIOS

Na rua da empresa onde trabalho há um pequeno café de esquina. É nosso point das tardes. Lá pelas 16h ou 17h corremos lá para um cafezinho, doces e bate-papo. O lugar foi batizado de ‘Tia Rica’ devido aos altos preços que cobrava. Trocou de dono já há algum tempo, os preços melhoraram um pouco, mas o apelido continua – confesso que nem sei o nome real do lugar.

As atendentes garantem momentos de humor com comentários pitorescos sobre o cotidiano. E são honestas a ponto de dizer: “Ih, não pega esse quindim, está aí há dias. Mas a torta de limão é de hoje”. Um atendimento que faz diferença e garante nosso retorno quase diário.

Limítrofe ao café, abriu recentemente um estacionamento. Estacionamento é exagero. É um corredor estreito, onde cabem uns dez carros na diagonal. Virou moda na região estacionamentos não possuírem mais vagas para mensalistas – afinal, por que cobrar R$ 100 mensais de um veículo que ficará ocupando espaço de outros que pagam R$ 15 por dia? Esse novo estacionamento não é diferente. Mas apesar de pequeno, está estrategicamente bem posicionado na rua e chama atenção de muitos que lutam por um espacinho para estacionar.

O manobrista desse estacionamento, entretanto, é um verdadeiro bronco. Não faz questão de ser gentil, quase não conversa com os clientes e passa a maior parte do dia em pé, braços cruzados, encostado na porta do café da esquina. Soube de pessoas que deixaram o carro com ele e envolveram-se em bate-boca.

Nessa terça houve problemas com a internet na empresa e, como meu trabalho depende cem por cento da web, saí pra tomar café. E lá estava o manobrista-neandertal, feito lagartixa na parede. Enquanto eu estava entretido com minha xícara, um carro parou na esquina. Lá de dentro, uma mulher olhou para o manobrista e perguntou: “Olá, vocês têm vagas para mensalistas?”. Ele, sem mover a cabeça nem descruzar os braços ou tirar o pé da parede, resmungou: “Só diária”. A mulher do carro quase se desculpou por ter feito a pergunta e foi embora. Uma das atendentes do café brincou: “Que horror, hein? Vai ser grosso assim lá longe! Custava ser gentil com a mulher? Mas nem um sorriso?”.

Ele respondeu: “Sou pago pra manobrar carros, não pra sorrir”. Engraçado como uma simples parede separa dois estabelecimentos com atendimentos tão distintos. Eu já comentei antes aqui sobre pessoas que fazem somente aquilo pelo qual são pagas pra fazer, mas às vezes até eu me espanto.

Qual será o valor a ser acrescido no salário do sujeito para que ele mostre os dentes além de manobrar carros?

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