03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Infiel

Posted by Emilio Calil On março - 30 - 2008 6 COMENTARIOS

Finalmente terminei de ler Infiel, autobiografia de Ayaan Hirsi Ali. Se eu tivesse que recomendar aos leitores do blog apenas um livro neste ano, sem dúvida seria esse.

Nascida na Somália em 1969, Ayaan sofreu as agruras de governos socialistas, guerras civis e a pressão do islamismo – que ora era seu refúgio, ora seu martírio. Da Somália foi para a Arábia Saudita, depois Etiópia e Quênia. Questionadora, devorava os livros a que tinha acesso e imaginava uma sociedade onde as mulheres escolhiam o rumo das suas vidas, em vez de viverem submissas.

Em 1992, Ayaan ia rumo ao Canadá para viver um casamento arranjado pelo pai. Com o vôo fazendo escala na Alemanha, num ímpeto de coragem e ousadia, ela resolveu escapar e pediu asilo político na Holanda, onde se graduou, conquistou cidadania holandesa e elegeu-se deputada no parlamento, defendendo a liberdade de expressão e os direitos das mulheres no islã. Para uma mulher, negra, muçulmana e que desconhecia o modo de vida europeu, sem dúvida foi um feito incrível.

O livro é sensacional. Não tem a correria de um thriller de ficção, mas prende a atenção como tal. Há momentos que chocam, como a descrição das atrocidades cometidas contra as mulheres e a narrativa de refugiados de guerra, além dos eventos que culminaram no assassinato de seu amigo, Theo van Gogh. Um resumo desses acontecimentos você pode ver aqui.

A visão de um país que não permite questionamento de suas leis e condena liberdade e democracia é perturbadora. A disseminação do ódio mostra como pessoas podem ser manipuladas a enxergar inimigos que não existem. Por exemplo, o ódio aos judeus. Acabou a luz na rua? Culpa dos judeus. Tropeçou numa pedra? Culpa dos judeus. Até inimigos internos, como Saddan Hussein, eram tidos como judeus. Não há de se estranhar, portanto, esse conflito milenar.

Mas nem tudo é sofrimento. O livro descreve uma Somália diferente da de hoje, onde um governo unificado construía um futuro de esperanças. O pai de Ayaan, muçulmano fiel, não era radical e gostava de dialogar. Figura importantíssima no livro, ele estudou em Roma e em Nova Iorque nos anos 60 e retornou deslumbrado com os americanos: “Se eles conseguiram chegar aonde chegaram em apenas duzentos anos, nós, somalis, podemos ser a América da África”. Mas a tomada do poder por um governo comunista minou as esperanças e lançou o país na miséria.

O choque cultural de Ayaan ao viver na Holanda e descobrir que era dona do seu nariz é divertido. O que para nós, ocidentais, é comum, para ela era um escândalo. Entretanto, o excesso de liberdade da Holanda e a falta de limites para exilados e estrangeiros também pode ter sido o princípio da sua ruína, visto como o país está hoje sempre às voltas com atos terroristas. Em nome da liberdade de expressão, não se freou a tempo um ‘governo paralelo’ que prega justamente o fim de toda e qualquer liberdade. Veio-me à mente o Brasil e o MST.

Acredito que Ayaan tenha absorvido rápido demais a nova cultura e quis compensar o tempo perdido. Notam-se as inúmeras referências a escritores, filósofos e seu envolvimento com a política foi a maneira de extravasar o que sentia. Na ânsia de chocar, de chamar atenção para um problema, creio que se excedeu. É uma mulher brilhante, intelectual e determinada. Mas em alguns momentos parece ser ainda uma somali perdida em um mundo estrangeiro.

relatei no outro blog que gosto de fazer minhas leituras em um café do meu bairro. Em uma manhã de sábado, enquanto lia uma passagem triste de Infiel, olhei pela janela do café e vi duas meninas – uma loira e a outra negra – com roupas de ginástica e mochilas nas costas, indo para a academia. Sorriam e brincavam despreocupadas na manhã ensolarada. Me peguei sorrindo também. Alheias ao racismo, intolerância e terror que eu estava lendo, elas não faziam idéia de como suas vidas eram boas.

Aos apreciadores da boa música

Posted by Emilio Calil On março - 25 - 2008 2 COMENTARIOS

Duas notícias:

Violino raro de US$ 3,9 milhões é o mais caro de todos os tempos
‘Guarnieri del Gesu’ foi confeccionado na Itália há cerca de 300 anos. Instrumento é mais raro do que o conhecido ‘Stradivarius’. [Mais]

Maestro italiano Ennio Morricone se emociona em São Paulo
Compositor assistiu à Orquestra Sinfônica de Heliópolis, formada por jovens carentes. Ele fará um concerto à frente da Orquestra Roma Sinfonietta na próxima segunda-feira. [Mais]

Recebi essas duas notícias por e-mail. Foram enviadas por um amigo. Fui procurá-las nas primeiras páginas dos principais sites de notícias brasileiros. Nada. Nem uma nota. Aliás, eu sequer sabia que Ennio Morricone estava no Brasil. De qualquer forma, colaboro com a divulgação.

O erro zero

Posted by Emilio Calil On março - 23 - 2008 COMENTAR

Fuçando em algumas gavetas, encontrei meu caderno de anotações da época em que trabalhei em uma agência de marketing cuja experiência relatei nesta crônica anterior. O dono da agência marcava reuniões semanais e discorria sobre fórmulas para alcançar o que ele chamava de ‘erro zero’, ou seja, entregar um trabalho impecável do começo ao fim, sem retoques ou retrabalhos.

Acredito ser impossível obter ‘erro zero’ o tempo todo, visto que há muitas variantes. Mas a busca por esse resultado torna o trabalho indiscutivelmente melhor. Resolvi, então, fazer um resumo dessas lições e compartilhá-las aqui. Independente da sua profissão, creio que serão proveitosas. E sempre que você ler a palavra ‘cliente’, interprete-a como a pessoa que lhe pediu um serviço – seja um cliente real, seu patrão, seu colega de trabalho ou mesmo seu parente.

Objetivo de um trabalho
Gerenciar e entender as expectativas do cliente para evitar decepção. Para isso, realize projetos tailor-made, ou seja, o trabalho deve ser personalizado de acordo com as expectativas de cada cliente. Um trabalho não é bom se não atingir essas expectativas, por melhor que possa parecer a você.

Gerenciamento de expectativas
Se alguém lhe pediu algo, ele espera algo. E para entregar um trabalho que atenda a essa expectativa, deve-se seguir essas regras:

1 – Pergunte
Obtenha o máximo de informações sobre o trabalho. Não se limite a fazer o que lhe pediram, pois nem sempre todas as informações estão claras. Questione prazos, tipo de trabalho, o que o cliente realmente espera do resultado, etc. Isso evita aquele famoso “mas você não me disse isso antes” no fim do trabalho.

2 – Entenda
Procure entender realmente o trabalho solicitado. Às vezes o cliente não sabe se expressar direito e o que parecia simples torna-se um vai-e-vem com coisas a acrescentar ou modificar. Um trabalho 100% compreendido é um trabalho 50% realizado.

3 – Argumente
Além de perguntar e entender, argumente. Se você sabe que o trabalho pode ser melhorado ou que essa não é a melhor maneira de fazê-lo, exponha suas idéias. Ainda que quem lhe solicitou o serviço tenha mais conhecimento, não significa que ele está sempre certo. Sugestões são ótimo exemplo de pró-atividade.

4 – Posicione
Explique ao cliente a forma como o trabalho será realizado com base nas informações que você extraiu dele. Diga que começará no dia tal, que utilizará estes ou aqueles recursos, se dividirá o trabalho em etapas ou que pode haver atrasos se depender de terceiros.

5 – Dê feedback constante
Não abandone o cliente durante o trabalho. Mantenha-o informado com relatórios diários, semanais ou mensais. Se surgirem contratempos, avise-o para evitar justificativas posteriores. As pessoas mudam de idéia e isso serve para que o cliente interaja com o trabalho, caso resolva mudar algo. Não espere terminar para ouvir “ficou bom, mas não vamos mais trabalhar com essa linha de produtos”.

6 – Discuta resultados parciais
Conforme o trabalho for progredindo, apresente os resultados e discuta se essa é a melhor forma de continuar ou se há outros caminhos. Antes de terminar, um trabalho sempre pode ser melhorado. Tudo o que vier depois da entrega é retrabalho por falta de comunicação.

7 – Relate detalhadamente o resultado final
Uma vez terminado o trabalho, apresente-o como se defendesse uma tese. Arme-se do maior número de informações para que não haja erros. Mostre o resultado e explique os objetivos alcançados. Se perguntarem “por que você pintou isso de verde?”, tenha à mão os feedbacks para dizer “porque no dia tal, na hora tal, nós dois concordamos que o verde era a melhor cor para isso”. Jamais fique sem argumentos.

O que não fazer
As regras acima mostram como fazer um trabalho que atinja ou até supere as expectativas do cliente. Agora veremos as regras do que não se deve fazer:

1 – Não ache, tenha certeza
Quando for expor sua opinião, baseie-se em fatos e não em impressões pessoais. Por preguiça, é comum dizermos “eu acho que não fabricam mais isso” ou “eu acho que não dá pra fazer dessa forma”. É muito melhor dizer “eu liguei lá e não fabricam mais isso” ou “eu sabia que você ia me pedir isso e já tentei, mas não é possível fazer dessa forma”.

2 – Não espere, aja
Nada pior do que ver algo errado e não fazer nada porque não lhe pediram pra fazer. Se o fornecedor não entregou o material, se o e-mail com os arquivos não veio, não cruze os braços esperando isso se resolver e muito menos diga ao cliente “eu não fiz porque você não me mandou o material”. Está faltando algo? Vá atrás, ainda que não seja sua função. Não deixe o trabalho morrer no seu colo por falta de ação.

3 – Não espere que o cliente vá esquecer
Às vezes, em meio a dezenas de trabalhos que o cliente solicitou, existe um que é complicado demais e que você pode não dominar muito bem. É comum correr com os outros e ir deixando esse de lado, mas o cliente não esquece. Portanto, se for difícil, peça ajuda, mas evite ser cobrado, semanas depois, por aquele trabalho em específico.

4 – Não chute
Não é porque você não possui todas as informações que vai ‘chutar’ uma resposta. Durante a execução do trabalho, pode haver dúvida se deve seguir pelo caminho A ou B. Não adivinhe a resposta. Melhor comunicar o cliente e, juntos, escolherem a melhor solução.

5 – Não minta
Algo deu errado. Pode ou não ser culpa sua, não importa. Diga a verdade ao cliente, em vez de inventar uma historinha que, cedo ou tarde, virá por terra. As informações giram rápido e você será pego na sua própria mentira.

7 – Assuma responsabilidades e não se justifique
Jamais fuja da responsabilidade ou arrume justificativas para um erro. Se o cliente lhe pediu algo, você é o responsável pelo trabalho – ainda que delegue funções a outros. Quem dá muita explicação, perde a razão. Não ponha a culpa neste ou naquele fator. Ao cliente não interessam os problemas que você enfrentou, mas sim se a expectativa dele foi alcançada.

Todas as regras acima têm por objetivo uma única ação sobre o trabalho a ser realizado: Fazer uma vez só e bem-feito.

Censura ou bom senso?

Posted by Emilio Calil On março - 19 - 2008 COMENTAR

Paulo Henrique Amorim foi demitido do iG. Seu blog, o Conversa Afiada, foi pra cucuia. A explicação do ocorrido foi dada pelo ombudsman do site:

Não se discutem opções empresariais que fazem parte das atividades de qualquer empresa. Caberia, porém, um esclarecimento público e voluntário do portal sobre a ruptura com Amorim e sobre sua relação com temas sensíveis, como o processo de compra, pela Oi, da Brasil Telecom, proprietária deste iG. Amorim é crítico radical desta compra e tem atacado os que a defendem.

Há outras explicações paralelas, como a de que o blog não deu o retorno financeiro esperado e, também, que não tinha leitores o suficiente. Sejam essas explicações verdadeiras ou não, o engraçado é que Amorim, na disputa do iBest, está em primeiro lugar. Lembro que quando a disputa pelo prêmio começou, o blog do Reinaldo Azevedo disparava na frente. Aliás, o próprio Azevedo pedia para não votarem nele, pois não acreditava na seriedade desse prêmio. Então, os asseclas de Amorim, usando de recursos ardilosos (como criação de perfis falsos), iniciaram uma votação em massa e colocaram o Conversa Afiada no topo da lista. Claro que entre votos de perfis falsos e acessos reais ao blog há um oceano de diferença.

Fosse como fosse, Amorim já era. Prova de que sarcasmo, textos ofensivos e tendenciosos, defesa incondicional da ideologia esquerdista, mentiras, proteção exagerada a Lula e críticas a tudo o que represente a direita e o capitalismo não seguram o emprego de ninguém – nem em um site esquerdista como  iG. Reinaldo Azevedo, por outro lado, vai de vento em popa. Se ainda não conhece o blog dele, faça uma visita.

Os petistas, claro, já falam em “censura” para justificar a demissão. Engraçado é que esses mesmos petistas pregam o fim do blog do Azevedo, do Diogo Mainardi e do site Mídia Sem Máscara, entre outros. Para eles isso não seria censura, claro. Demitir jornalista de esquerda é censura, demitir jornalista de direita é um dever cívico. Só na cabeça desmiolada deles isso tem lógica.

Amorim já vai tarde. Em vez da censura, prevaleceu foi o bom senso. Claro que ele não ficará desempregado e nem deixará de escrever. Já engatilhou um novo site que, em breve, entrará no ar.

Mas isso tudo vem mostrar uma coisa: Não existe jornalismo imparcial. Você pode até tentar, mas acaba pendendo para o que aponta sua consciência. O problema de Amorim foi de ser parcial demais contra quem lhe pagava o salário. Nenhuma empresa gosta de ver um funcionário falando mal dela. Especialmente um funcionário com um blog.

Mesmo aqui no meu blog, onde não sou pago para escrever – pelo contrário, a manutenção do site sai do meu bolso – procuro evitar certos temas e assuntos dos quais me considero tendencioso demais. Há momentos e momentos para se dizer o que pensa. Algumas vezes no papel, outras na web e outras ainda ao vivo. E um bom profissional deve conhecer institivamente cada um desses momentos.

Descomplique

Posted by Emilio Calil On março - 18 - 2008 COMENTAR

Os usuários do Windows Vista e do Office 2007 que se sentiram perdidos com a mudança no visual dos aplicativos agora têm uma forte ajuda para encontrar o que precisam e tornarem-se mais produtivos. A Microsoft Brasil lançou o site Descomplique, que visa apresentar os recursos dos softwares de forma rápida e simples, levando os usuários diretamente aos pontos principais de suas questões.

Saiba mais em meu outro blog. Acesse o Open Windows.

Cuba rasteja rumo à civilização

Posted by Emilio Calil On março - 13 - 2008 COMENTAR

Foi-se a época em que perdia meu tempo debatendo na internet. Nada mais ridículo do que gastar horas tentando fazer com que seu ponto de vista seja aceito por pessoas que tentam fazer você aceitar o ponto de vista delas. O debate degringola em acusações, ofensas, brigas e impropérios até que o assunto principal fica lá pra trás. No fim, você não convence a pessoa e nem é convencido por ela. Não, muito obrigado.

Quer debater em fóruns da web? Fique à vontade, mas não me chame. Aqui no blog escrevo sobre o que quiser e os leitores têm liberdade para comentar e discutir cada texto, mas nada que se estenda por páginas de besteiras. Dito isso, revelo que tenho um pequeno passatempo maquiavélico. Apesar de não mais participar desses embates furados, adoro bisbilhotá-los anonimamente. E que melhor lugar para fazer isso do que o Orkut, a maior concentração de pseudo-filósofos frustrados da internet? Acesso muito pouco o Orkut, mas quando o faço, algumas leituras são obrigatórias, como a comunidade do PT e outras pró-socialismo. A esquerda sempre sabe como fazer comédia, basta que lhe deixem expressar suas idéias. Na comunidade do PT, por exemplo, os moderadores agem como se fossem assessores pessoais de Lula e desfilam opiniões nonsenses. Quando a cantora Ivete Sangalo aderiu ao movimento anticorrupção, o tal ‘Cansei’, surgiram comentários como “alguém ainda ouve as músicas dessa mulherzinha insignificante?” ou “essa aí está no fim de carreira e quer aparecer”. Divertidíssimo.

Um dos destaques outro dia foi em uma comunidade sobre Cuba, logo após o ditador Fidel Castro anunciar sua aposentadoria. Num debate sobre o destino da ilha, um garoto que sequer largara a mamadeira comentava: “Meu medo é que os cubanos tenham acesso a celulares, computadores, carros importados, roupas da moda, lanchonetes e todo esse tipo de coisa que já nos contaminou por aqui”. Ou seja, o cabeça-de-pudim deseja que os cubanos vivam felizes no paraíso medieval socialista enquanto ele, heroicamente, suporta o tenebroso mundo capitalista e seus McDonald’s da vida. É muita estupidez para pouca idade. Felizmente (para os cubanos), os medos do garoto começam a se confirmar. Leio a notícia de que Cuba liberou a venda de computadores e DVDs para a população, o que era proibido antes. Tudo bem, não é lá um avanço gigantesco, mas foi um passo. Agora atentem para dois parágrafos da matéria:

“Baseado na melhora do acesso à eletricidade, o governo aprovou a venda de alguns equipamentos que antes era proibida”, informou um memorando interno do governo, ao qual a Reuters teve acesso hoje.

Estavam listados computadores, aparelhos de vídeo e DVD, e TVs de 19 e 24 polegadas, panela de pressão elétrica, panela de arroz, alarmes de carro, microondas e bicicletas elétricas – que antes os cubanos não eram autorizados a comprar.

Se você não percebeu, destaco a frase: “Baseado na melhora do acesso à eletricidade“. Ué, Cuba não era o paraíso na terra, segundo dizem os socialistas (que jamais puseram os pés lá)? Que paraíso é esse que nem energia elétrica tinha direito? E notem os utensílios que eram proibidos à população: Panela de pressão? Panela de arroz? Bicicletas? Sem sombra de dúvida Cuba era um paraíso. Para neanderthais.

Novidades da Microsoft

Posted by Emilio Calil On março - 6 - 2008 COMENTAR

A Microsoft lançou, nesses últimos dias, alguns produtos e serviços novos muito bacanas, como o Windows Live SkyDrive, que permite armazenar até 5 GB de arquivos em um disco virtual para acessá-los de qualquer computador; o Office Live Workspace, que possibilita salvar e abrir seus documentos do Office diretamente de um espaço na internet e, também, a versão Beta 1 do novo Internet Explorer 8, com alguns recursos bem interessantes. Você pode conhecer mais sobre esses produtos clicando aqui e visitando meu outro blog.

Certo estava o cabelereiro

Posted by Emilio Calil On março - 4 - 2008 1 COMENTARIO

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou nesta terça-feira que vai denunciar Hugo Chávez, presidente da Venezuela, para o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia (Holanda), sob a acusação de “patrocínio e financiamento do terrorismo”.

A notícia completa você lê aqui. Duvido que isso resolva alguma coisa, mas ao menos alguém tomou a iniciativa de finalmente ligar Chavez ao terrorismo. Já era hora – se as Américas Latina e do Sul quiserem realmente evoluir – de dar um basta a toda essa bobagem de revolução e guerrilhas armadas, entre outras imbecilidades sempre ligadas às esquerdas e ao socialismo. Foi essa mesma revolução socialista, liderada por Fidel Castro, que aniquilou Cuba e transformou a ilha, que tinha um futuro brilhante, em uma enorme favela-prisão. Nem mesmo a tão alardeada medicina cubada é real, visto que não passa de uma mentira jogada ao vento pela imprensa.

Impressionante como tem gente que repudia o nazismo e a suástica, mas não vê problema algum em enaltecer o socialismo e usar a imagem de Che. Trocam seis por meia-dúzia. Assassinos serão sempre assassinos, independente do título que lhes dêem. Che era um idealista? Hitler também. Fidel teve o apoio do povo pra chegar ao poder? Hitler também. Milhares de inocentes morreram por causa desses ‘líderes’ poulares? Sem dúvida. E com Chavez não é diferente. É ainda um falastrão populista, mas pode tornar-se um tirano sanguinário num piscar de olhos se não lhe impuserem limites para suas sandices. E como Lula é ‘amiguinho’ de Chavez, não vejo razões para não nos preocuparmos por aqui com o desenrolar desses acontecimentos.

Certo está meu cabelereiro. Semana retrasada fui ao salão e, enquanto cortava meu cabelo, ele disse: “Já reparou que quanto mais informado você é, quanto mais notícias você lê e quanto mais você entende sobre o mundo, mais nervoso, estressado e apreensivo você fica?”

De fato, às vezes ignorância é uma bênção. Vivesse eu sem internet, TV, rádio, livros ou jornais, nem me preocuparia com essas coisas. Por outro lado, eu também seria um potencial eleitor de Lula.

A Super Máquina: 25 anos depois

Posted by Emilio Calil On março - 3 - 2008 2 COMENTARIOS

Um vôo de sombras ao mundo perigoso de um homem que não existe. Michael Knight: Um jovem solitário em uma cruzada para defender as causas do inocentes, dos desamparados, dos fracos e oprimidos em um mundo de criminosos que sobrepõem a lei.

Assisti ao episódio-piloto da nova versão de Knight Rider, conhecida no Brasil como Super Máquina. Quem viveu a infância nos anos 80 lembra bem dessa série, onde o justiceiro Michael Knight combatia o crime ao volante de KITT, um indestrutível Pontiac Trans-Am preto dotado de inteligência artificial – e um pouco de sarcasmo. Aquele carro – junto ao inigualável Mach 5 – povoou meus sonhos de garoto que, ingênuo, acreditava ser KITT realmente capaz de falar e fazer todas aquelas acrobacias mirabolantes. Bons tempos.

Pois bem, Knight Rider retorna à TV. A nova série já ganha pontos por não ser remake, mas continuação direta da original. O novo piloto de KITT é Mike Traceur, filho de Michael Knight, e trabalha com o criador dos carros (o antigo e o novo), Charles Graiman, interpretado pelo arroz-de-festa Bruce Davison. E por falar em KITT, a nova ‘super máquina’ agora é um Ford Mustang Shelby GT500KR de cair o queixo. Para alegria dos fãs, as famosas luzes vermelhas continuam no capô.

Infelizmente, se você estava acostumado à antiga dublagem em português, onde o carro tinha voz grave e fortes tons sarcásticos, estranhará o calmo e insípido Val Kilmer como KITT, que não consegue dar ‘personalidade’ ao carro. Talvez melhore nos futuros episódios. As habilidades do veículo ainda não foram exploradas. Sabe-se que o carro é feito com nanotecnologia e se auto-regenera de avarias, além de se ‘camuflar’ em variações do Mustang. Senti falta do famoso salto sobre obstáculos. Quem sabe mais pra frente.

A história em si é fraca e repleta de clichês, com direito ao momento em que o herói desiste de pilotar KITT, mas volta atrás devido ao senso de justiça responsabilidade. O clímax do elo com a série antiga é a brevíssima aparição de um velho e acabado David Hasselhoff, que revive seu papel como Michael Knight. É o momento em que, inevitavelmente, voltamos ao passado. Outra surpresa é o nome de Glen A. Larson nos créditos. Larson, que hoje deve ter uns setecentos anos, foi o produtor do primeiro Knight Rider, além de inúmeras outras séries.

Mas não se deixe enganar pelos clichês, pois a série de 1982 também era cheia deles. Leis da física são desafiadas sem constrangimento (KITT, parado, é atingido por um furgão e não se move um milímetro), mas você acaba perdoando tudo isso. Em uma época onde as séries precisam de mistérios complexos para atrair a atenção, a ingenuidade faz dessa nova Super Máquina uma continuação à altura da original. Recomendo.

TRAILER:
http://www.youtube.com/watch?v=-Xmw9pgy5Mg&feature=related

PREVIEW DE 2 MINUTOS:
http://www.youtube.com/watch?v=7e9wgshS0qI

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