03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Fim de semana com boa música

Posted by Emilio Calil On novembro - 30 - 2007 COMENTAR

Sexta-feira, 18h. Deixo a vocês a sugestão de fugir um pouco das porcarias que tocam por aí e deleitarem-se com um pouco de boa música neste fim de semana. Segue um bom link abaixo e, logo após, a letra da música.

Josh Groban – Alla Luce Del Sole

Qui c’è il buio fuori di me
ed anche un pò dentro di me…
che assurdità questa città
senza persone!

Io non so spiegar neanche come
ma non è questa la mia dimensione,
e la mia mente non è mai in pace,
è sempre altrove.
Tu dove sei? La tua voce dov’è?
Senza di te, senza il tuo aiuto
che sarà di me?

Tutto sembrerà migliore
alla luce che verrà dal sole!
Questa notte passerà,
il buio che c’è si dissolverà!

Si vedranno le colline,
io continuerò a cercare te.

Via da questa malinconia,
invidia o rabbia che sia.
Qui nel mio cuore
non voglio più queste parole.

Tu dove sei? Il tuo sorriso dov’è?
Senza di te, senza il tuo amore
che sarà di me?

Tutto sembrerà migliore
alla luce che verrà dal sole!
Questa notte passerà,
il buio che c’è si dissolverà!

E alla luce di quel sole
Io continuerò a cercare te.

Tutto sembrerà migliore,
alla luce, al sole.
Il silenzio morirà,
la gente che c’è si confonderà.

E alla luce di quel sole
Io continuerò a cercare te.

Hora do almoço

Posted by Emilio Calil On novembro - 28 - 2007 14 COMENTARIOS

Uma coisa que me diverte muito é o apelido que as pessoas dão a certos restaurantes. Não sei exatamente como esses apelidos surgem – às vezes é um comentário irônico e que acaba ‘pegando’ entre os amigos. Seja como for, até no seriado Seinfeld essa questão de rebatizar restaurantes foi abordada – lembram do ‘Nazista da Sopa’?

Aqui na região de Perdizes, onde trabalho, há uma tradição na empresa em apelidar restaurantes novos que o pessoal da equipe descobre. Como esta é uma área nobre, almoçar torna-se um desafio para evitar lugares caros. Assim, geralmente existe algum desbravador que se envereda por ruas desconhecidas para trazer a notícia de algum restaurante acessível para almoçar. Acessível, porém, com algum detalhe peculiar que lhe renda o apelido.

Outro dia estávamos decidindo aonde iríamos almoçar e começaram as sugestões: “Vamos na Tia Louca?”, “Não, o Varanda do Terror é mais perto.”, “Eu queria comer massa, acho que vou lá na Cantina Bizarra“.

Fiquei rindo sozinho ao ouvir essa conversa e confesso que quem não está habituado à nossa nomenclatura peculiar para restaurantes pode achar que comemos asa de morcego, olho de lagarto ou patas de aranha. Mas esses apelidos são apenas nomes carinhosos para nossos restaurantes favoritos.

Vejamos, a “Tia Louca” é um restaurante por quilo com um ambiente familiar – tão familiar que é capaz de você se envolver nas brigas de família dos donos (a Tia Louca, o Tio Louco, a Filha Louca e o Filho Louco). Ah, e como esquecer o enorme pôster, datado de mil novecentos e sessenta e pouco, da Tia Louca agarrada ao “rei” Roberto Carlos?

Desconheço a origem do nome “Varanda do Terror”. Talvez seja um trocadilho com o nome real – “Varanda do Sabor” – ou porque alguém alguma vez pode ter tido alguma experiência aterradora ali. Também é um restaurante por quilo e a comida é boa. Ultimamente tem sido minha preferência.

Já a “Cantina Bizarra” é… hã… realmente bizarra. É uma cantina italiana típica – inclusive fiquei sabendo que serviu de lavagem de dinheiro para a Máfia há muitos anos. O dono, um italiano típico, esbanja grosseria na tentativa de atender educadamente seus clientes. Certa vez estávamos em umas dez pessoas e nossos pedidos atrasaram um pouco. Chega então o dono para resolver o problema. Sacou o bloquinho de notas e foi conferindo os pedidos. Levantei a mão para pedir uma coca e ele prontamente recusou-se a anotar: “Não! Estou aqui para ver quem está sem comida e não sem bebida. Para pedir bebida tem que falar com o Pelé. Pelé! Traz a coca do rapaz aqui!”. Pelé é um dos garçons. Na hora de pagar, a maquininha de cartão estava com a pilha fraca. E antes de trocar a pilha, o dono xingou, bateu nela, reclamou que estava com defeito e então gritou: “Pelé, cadê as pilhas dessa porcaria?”

Mas esses lugares não são exclusivos daqui da região. Quando trabalhei no Tatuapé, havia um restaurante apelidado de “Crazy Witch”. Também naquela época, às quintas-feiras, era comum irmos à Praça do Bom Parto comer fogaça numa barraca de feira. Parafraseando Seinfeld, o dono poderia ser descrito como o “Nazista da Fogaça”. Você só podia fazer um pedido por vez, senão ele se irritava. Certa vez pedi duas fogaças e ele, bufando, reclamou: “Você vai comer as duas ao mesmo tempo? Não. Então pede uma, come, e depois pede outra. Senão atrasa os pedidos das outras pessoas e a fogaça fica aí parada, esfriando”. Um verdadeiro gentleman.

Meu irmão também conta de um restaurante próximo à Rua Funchal o qual era conhecido por “Azia’s”. E alguns restaurantes sequer precisam de apelidos. Lá na região da Av. Berrini, próximo ao Centro Empresarial Nações Unidas, há um bonito café chamado “Garfus”. Se você andar uns três quarteirões, encontrará estabelecimento parecido chamado “Pratus”. Ainda não encontrei o “Copus”, mas com certeza deve estar por ali, em algum lugar.

Coisas que (talvez) você não sabia sobre este blog

Posted by Emilio Calil On novembro - 26 - 2007 COMENTAR

Sei que muitos acharão este texto meio idiota pelo fato de eu estar dizendo algo óbvio, mas não custa nada reforçar certas coisas. Muita gente não conhece todos os recursos do blog, então lá vai:

::: RSS
Se você costuma visitar meu blog freqüentemente para saber se publiquei texto novo, então é mais fácil assinar o feed de RSS. Dessa forma, você recebe uma mensagem de atualização do blog no mesmo instante em que eu postar o texto.

Como fazer isso? Fácil, existem inúmeros softwares “leitores” de RSS – procure em sites de download que achará vários. Você apenas indica o site e ele se encarrega de lhe avisar sempre que algo novo aparece. Entretanto, navegadores de web como o Internet Explorer 7.0 ou Firefox já possuem esse recurso embutido – ao visitar uma página que possua RSS, um ícone laranja (como este à esquerda) aparecerá junto à barra de endereço. Clique sobre ele para se cadastrar e pronto.

Particularmente, eu prefiro utilizar o Outlook 2007 ou o novo Windows Live Mail para cadastrar RSS, pois recebo as atualizações direto na Caixa de Entrada, como se fossem e-mails. Ah, sim, o endereço correto para cadastrar o feed do meu blog é: http://www.emiliocalil.com/blog/?feed=rss2

::: Twitter
Você já deve ter notado, ali na barra lateral direita do blog, uma seção chamada “Notas Rápidas”. Essa seção mostra os textos publicados no meu Twitter. Ah, não sabe o que é isso? O Twitter (www.twitter.com) é uma mistura de Orkut com MSN Messenger.

É um site onde você escreve pequenos textos – como se fossem aquelas frases que colocamos no Messenger – e as pessoas podem acompanhar o desenrolar de diversos acontecimentos. A idéia é diferente de um blog, pois você só pode escrever uma minúscula frase a respeito do que está fazendo em determinado momento.

Para acompanhar meu Twitter, você pode acessá-lo diretamente pelo endereço www.twitter.com/emiliocalil ou, então, entrar aqui no blog e olhar o texto ali ao lado. Dá na mesma.

::: Last.fm
Ainda na barra lateral à direita, incluí recentemente uma lista do site Last.fm (www.last.fm) que exibe minha músicas e artistas favoritos. Ainda não entendi bem como a coisa funciona, mas enfim, está aí.

A difícil condição humana

Posted by Emilio Calil On novembro - 22 - 2007 1 COMENTARIO

Apenas reforçando o texto anterior sobre o tal O Segredo, segue o link para ótima leitura, sugerida pelo amigo Emerson:

A difícil condição humana

Esse artigo também fala de outra grande baboseira que eu acabei não mencionando em minhas crônicas passadas: o filme Quem Somos Nós?. Leiam, vale a pena.

O Segredo (requentado) por Ana Maria Braga

Posted by Emilio Calil On novembro - 19 - 2007 6 COMENTARIOS

Eu havia comentado em post anterior sobre o tal livro de auto-ajuda O Segredo – o qual, segundo dizem, ‘mudou’ a vida de milhares de pessoas contando algo que todo mundo já sabia. Coloquei o mudou entre aspas porque, na verdade, não conheci ninguém que, tendo lido o livro, obteve de fato qualquer mudança. Que mais não seja, em minha outra crônica terminei o texto com a seguinte frase:

“Como livros de auto-ajuda conseguem fazer tanto sucesso contando a mesma história centenas de vezes e fazer com que as pessoas acreditem que se trata de algo inédito?”

E não é que agora temos mais uma autora se aventurando no campo da auto-ajuda? A apresentadora Ana Maria Braga lança hoje o livro O Segredo por Ana Maria Braga. Após ler A Lei da Atração, de Michael Losier, Ana Maria Braga descobriu o verdadeiro ‘segredo’: livros de auto-ajuda vendem aos montes e seus autores são os únicos a obter reais benefícios do tema. Assim sendo, a apresentadora sequer se preocupou em disfarçar o tema ou apresentá-lo como algo inédito. Plagiou até o título, incluindo apenas um adendo para evitar questões judiciais, e mandou ver!

Assim, se você é um ávido leitor do gênero, corra e garanta já o seu exemplar! Descubra o que todo mundo já está cansado de saber e ajude a fundamentar minha tese de que a auto-ajuda realmente opera maravilhas na vida…. dos escritores de auto-ajuda.

Na verdade, ando pensando em me enveredar por esses caminhos. Já que estou precisando de algum ‘segredo’ para melhorar minha conta bancária, quem sabe ainda não lanço um livro semelhante? Já tenho até o título: “Mais do Mesmo – por Emílio Calil“.

Deu no Financial Times

Posted by Emilio Calil On novembro - 13 - 2007 COMENTAR

Menos burocracia equilave a mais prosperidade. Artigo interessante que merece leitura. Seguem abaixo links da mesma matéria em dois sites diferentes:

Empreendedores brasileiros fogem da burocracia e fazem dinheiro nos EUA

Empreendedores brasileiros prosperam nos EUA

Questão de qualidade

Posted by Emilio Calil On novembro - 4 - 2007 5 COMENTARIOS

Já foram conhecer o novo Shopping Boulevard Tatuapé? Está em atividade desde 8 de maio deste ano e há tempos queria visitá-lo. Estive lá pela primeira vez há cerca de mês e meio e gostei bastante. Diferente do Shopping Metrô Tatuapé, o Boulevard não é intransitável e não possui aquele monte de gente se acotovelando e se espremendo nos corredores. É possível caminhar tranquilamente e apreciar as lojas sem ser carregado pela multidão – apesar de os dois shoppings estarem diretamente conectados pela passarela do metrô Tatuapé.

Há duas ou três semanas, estive lá novamente, passeado com minha noiva. Resolvemos jantar. Eu, tentado pela propaganda, queria experimentar o novo Chicken Gourmet, do McDonald’s. Ela, buscando alternativa menos calórica, optou por crepe. A lanchonete de crepe (totalmente vazia) fica exatamente ao lado do McDonald’s (totalmente lotado).

Assim, fui com ela pedir o crepe para depois enfrentar as filas e ir buscar meu lanche. No único caixa da lanchonete de crepe haviam duas atendentes, vendo as moscas passearem. Olhamos o cardápio e ela escolheu o sabor do crepe, junto com uma coca-cola. O crepe custava R$ 11,00 e a coca, R$ 2,50. As duas atendentes começaram, então, a fazer juntas a soma do pedido num pedaço de papel no balcão. Escreviam, rabiscavam, somavam, refaziam a conta, somavam de novo e chegaram a pedir ajuda para uma calculadora. Tudo isso pra somar 11 + 2,50.

Segurei minha língua para evitar qualquer comentário sarcástico. Com o pedido feito, deixei minha noiva esperando o crepe e fui ao McDonald’s pegar meu lanche. Enfrentei uma fila enorme para comprar e depois outra fila maior ainda para retirar o lanche. Foram aí uns bons 10 minutos – mas o movimento estava realmente atípico.

Com a bandeja em mãos, retornei à mesa que havíamos escolhido – sozinho! Onde estava ela, afinal? Olhei para a lanchonete de crepe e a vi, solitária, esperando no balcão. Corri até lá para saber o que acontecia: “Ainda estou esperando o crepe”, disse ela, bufando. Impossível! Gastei 10 minutos na fila do McDonald’s para pegar um lanche e nesse tempo todo não foram capazes de fazer um único crepe? Qual a dificuldade em jogar a massa líquida numa chapa e recheá-la? O processo não dura mais que 2 minutos.

Ainda esperamos mais uns 5 minutos até que o crepe chegasse. Nesse momento outras pessoas começavam a formar uma pequena fila no caixa. Minha vontade era de alertá-los que, se estivessem realmente com fome, que procurassem outro lugar.

São coisas assim que justificam a existência do McDonald’s, o qual faz jus ao termo ‘fast food‘. Você pode até não gostar dos lanches, mas há de admitir que o atendimento faz toda a diferença. Claro, há exceções e sempre haverá pessoas que tiveram problemas no McDonald’s ou em outra rede de lanchonete semelhante – mas são casos mais raros. A questão é que, apesar de não ser perfeita, a empresa realmente se preocupa com a satisfação do cliente e as cobranças em cima dos funcionários são constantes – isso posso afirmar porque trabalhei lá quando tinha meus 15 anos.

Os americanos são obcecados por produtividade, estatísticas, padrões, procedimentos e qualidade. Qualquer empresa multinacional cobrará esses itens de seus empregados – seja do faxineiro ao vice-presidente. O reflexo disso está ligado diretamente à satisfação dos clientes, que são o combustível da empresa. Não pode ser de outro jeito, pois, do contrário, você ficará mais de 20 minutos esperando sua refeição, mesmo que seja o único cliente no estabelecimento.

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