Moro na Mooca, Zona Leste da cidade. Trabalho em Perdizes, na Zona Oeste. O caminho de casa até o trabalho é praticamente uma reta só. Pego a Radial Leste, sigo em frente pelo Elevado, desço na Av. Francisco Matarazzo, contorno o viaduto ao lado do shopping West Plaza, pego a Av. Sumaré e pronto, estou na empresa. Em um dia normal, de trânsito cheio, levo de 30 a 40 minutos para percorrer o caminho. Quando saio um pouco mais cedo e pego o caminho livre, o trajeto cai para 20 minutos.
Hoje saí de casa mais cedo ainda, para dar carona para minha noiva, como sempre faço às sextas-feiras. Saí às 7h45 e cheguei no trabalho às 9h50. O motivo? Trânsito intenso devido à greve de metrô (desde ontem) em conjunto com uma paralisação de ônibus que teve início hoje pela manhã. A cidade vira um caos porque funcionários públicos decidem interromper serviços vitais para mais de 1 milhão de habitantes.
Uma vez já havia comentado em crônica antiga, e volto a reafirmar. Que privatizem de uma vez o transporte público! Principalmente o metrô. Não há vantagem alguma em se manter isso nas mãos do governo, com um serviço péssimo. Fosse uma empresa privada, a greve seria repensada mil vezes, pois, uma vez parado, o funcionário já não precisaria voltar mais.
Li que o governo estuda a implantação de um sistema que faria os trens do metrô operaram automaticamente em caso de greve. Ora, se isso já é possível, qual a utilidade de se manter um condutor, então, a não ser como cabide de empregos da estatal?
Isso me fez lembrar uma história que ouvi há algum tempo. Não sei se é verídica, mas a essência é o que interessa. Segue a história:
Um empresário americano, do ramo de construções, passeava por uma estrada, na Rússia comunista, quando avistou várias pessoas no que parecia ser uma obra. O empresário parou, desceu do carro e observou a cena: vários homens, munidos de pás, trabalhavam intensamente numa escavação. O empresário dirigiu-se ao homem que julgou ser o mestre de obras e perguntou:
- O que vocês estão construindo?
- Estamos escavando um túnel, senhor. O governo quer fazer um grande túnel nessa região.
- E para que tanto trabalho braçal? Eu posso lhes vender duas escavadeiras que fariam todo o trabalho em muito menos tempo e por um preço bem menor do que a mão-de-obra atual.
- De jeito nenhum! E o que aconteceria com o emprego de todos esses homens? Preferimos manter do jeito que está.
- Ora, eu achei que o objetivo de vocês era construir um túnel, e não justificar o emprego de tanta gente. Se esse é o caso, melhor lhes tirarem as pás e lhes darem colheres.
