03/09/2010

Emilio Calil :: Blog

Comentando o cotidiano

Exemplo de civilidade

Posted by Emilio Calil On agosto - 31 - 2007 5 COMENTARIOS

Voltava para casa ontem à noite. Eram umas 18h45 e eu estava parado no trânsito da hora do rush, no viaduto que conduz à Radial Leste, depois do bairro da Liberdade. Congestionamento corriqueiro: carros parados e mau humor.

À minha frente ia um Peugeot. Quando recomeçamos a andar surge, sabe-se lá de onde, um indivíduo na passarela do viaduto. O sujeito simplesmente salta a mureta de proteção e resolve atravessar para o outro lado, correndo no meio dos carros. O Peugeot por pouco não atropela o imbecil, mas houve uma troca rápida de xingamentos entre os dois.

Inconformado com o quase atropelamento (e considerando-se absolutamente na razão), o rapaz, exaltado, procura alguma coisa no chão para atirar no carro. Não encontra nada além de uma pequena pedrinha, então volta correndo, dá um salto e esmurra a janela do Peugeot – tudo isso no meio do trânsito, arriscando-se a ser atropelado novamente. O máximo que conseguiu com isso, imagino, foi machucar a mão. Sentido-se satisfeito, o indivíduo desapareceu.

O motorista do Peugeot, irritado, tentou sair com o carro e acabou batendo no da frente. Por sorte, não houve dano algum e ambos seguiram seu caminho.

A coisa toda não durou mais do que três minutos.

Você tem esperança que nosso país se desenvolva? Acredita quando dizem que o Brasil é o país do futuro? Acha realmente que em países de Primeiro Mundo eles têm tantos problemas como nós? Então é hora de abrir os olhos e deixar de se auto-iludir.

Estamos a anos-luz de sermos uma “civilização” no real sentido da palavra. Trocássemos nossas vestimentas por peles de animais e brandíssemos tacapes no meio da rua, pouco se notaria a diferença.

Antes de querer resolver problemas de origem humana, é necessário sermos humanos. E a meu ver, no momento ainda chafurdamos na lama como animais.

Espaço Santa Terra

Posted by Emilio Calil On agosto - 24 - 2007 3 COMENTARIOS

Para quem, como eu, aprecia a hora do almoço não para comer correndo e voltar ao trabalho, mas para saborear uma boa comida em um ambiente extremamente agradável junto dos amigos, fica a dica do Espaço Santa Terra.

O restaurante está localizado na rua Turiassú, em Perdizes, e oferece pratos excelentes em um ambiente que não dá vontade de ir embora. Fui lá hoje, em comemoração ao aniversário de um colega de trabalho, e saí encantado. É lugar para se ficar no mínimo duas horas, batendo papo. E você não vai ter nenhum susto na hora de pagar a conta. Dada a região em que se encontra, os valores até que são bem acessíveis. Vá com amigos, com namorada(o), com a família ou mesmo sozinho. Vale a pena.

Sugestão para sobremesa: o cheesecake com nutella. Não tem como errar.

Para mais informações e fotos, clique aqui.

Acidente de trabalho

Posted by Emilio Calil On agosto - 22 - 2007 2 COMENTARIOS

Um amigo me disse, outro dia, que é impossível ficar triste vivendo neste nosso mundo. Eis aí uma das razões:

Artista anão é hospitalizado com pênis preso em aspirador de pó

Um artista chamado Daniel Blackner, que se apresentava no Festival Fringe de Edimburgo, na Escócia, foi hospitalizado com urgência após introduzir seu pênis em um aspirador de pó e não conseguir retirá-lo. Blackner é anão e tem fama por seus espetáculos excêntricos.

O incidente aconteceu quando Blackner – apelidado de “Capitão Dan, o anão demoníaco” -, do Circo de Horrores, preparava um espetáculo que consistia em atravessar o cenário com seu pênis dentro de um tubo do aspirador, segundo a agência Press Association.

A parte do aspirador na qual Blackner encaixava seu pênis se soltou e o Capitão Dan tentou fazer um reparo com uma cola. No entanto, o artista circense deixou a cola secar por 20 segundos, enquanto o fabricante recomenda 20 minutos. Ao fazer a acoplagem com o aparelho, a cola ainda não estava seca, o que fez com que o pênis de Blackner se colasse no aspirador.

O artista teve que ser levado de emergência ao hospital de Edimburgo, e a equipe do hospital conseguiu descolar Blackner do aparelho após uma hora.

“Estava preso a um aspirador de pó, sobre uma cadeira de rodas”, disse Blackner. Ele afirmou que foi o momento mais incômodo da sua vida.

“Queria sumir. Felizmente, a equipe foi bastante rápida e não sofri muito”, disse Blackner.

Fonte: Folha Online

Open Windows

Posted by Emilio Calil On agosto - 21 - 2007 1 COMENTARIO

Como seu eu já não tivesse mais o que fazer, resolvi criar outro blog, desta vez voltado para o meu lado profissional. Desde ontem está no ar o Open Windows, relativo ao trabalho que estou realizando no site de Windows no Brasil, pela Microsoft. Ali publicarei dicas, notícias e sugestões relativas ao Windows e todas as suas suas ramificações. Apareçam por lá e confiram as novidades!

Ah, essa justiça…

Posted by Emilio Calil On agosto - 14 - 2007 18 COMENTARIOS

Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, foi preso. Longe de mim defender aqueles que burlam a lei e utilizam de meios obscuros para atingir seus objetivos, mas fica a pergunta: Se o avião da TAM não tivesse caído, alguém tomaria alguma atitude contra o sujeito? Melhor ainda, alguém lembraria que é ele?

E, se é pra fechar boates por causa de prostituição,  então é melhor a justiça começar a se mexer. Há um certo “café” conhecido dos paulistanos, que inclusive anda fazendo propaganda em canais de TV a cabo. Será fechado? E as prostitutas na rua, serão presas? A rua Augusta poderia ser um bom começo para a polícia. Por mim, fechava-se tudo, mesmo.

Isso me lembra a palhaçada contra a loja da Daslu. A “lei”, sem dúvida, é aplicada de diferentes formas para diferentes pessoas em diferentes ocasiões. O que aconteceu com aquele lance de que todos são iguais perante a lei?

Santa Claus de Garanhuns

Posted by Emilio Calil On agosto - 7 - 2007 10 COMENTARIOS

Li isso em um comentário do blog do Paulo Henrique Amorim e achei fantástico:

Lula é o Papai Noel: Barbudo e sorridente, vive balançando um saco cheio de “presentes” (assistencialismo) pra quem for bom menino (não falar mal dele), nunca trabalha, mas põe seus “anões” (os petralhas) para labuta.

Paulo Henrique Amorim, por sinal, pode ser incluído entre os “anões”. Nunca vi tamanha desfaçatez  para passar o dia defendendo o “Papai Noel”. Provavelmente ele deve receber belos “presentes” no fim do ano.

Exagerei nas aspas. Mas foi proposital.

A diferença entre emprego e trabalho

Posted by Emilio Calil On agosto - 3 - 2007 4 COMENTARIOS

Moro na Mooca, Zona Leste da cidade. Trabalho em Perdizes, na Zona Oeste. O caminho de casa até o trabalho é praticamente uma reta só. Pego a Radial Leste, sigo em frente pelo Elevado, desço na Av. Francisco Matarazzo, contorno o viaduto ao lado do shopping West Plaza, pego a Av. Sumaré e pronto, estou na empresa. Em um dia normal, de trânsito cheio, levo de 30 a 40 minutos para percorrer o caminho. Quando saio um pouco mais cedo e pego o caminho livre, o trajeto cai para 20 minutos.

Hoje saí de casa mais cedo ainda, para dar carona para minha noiva, como sempre faço às sextas-feiras. Saí às 7h45 e cheguei no trabalho às 9h50. O motivo? Trânsito intenso devido à greve de metrô (desde ontem) em conjunto com uma paralisação de ônibus que teve início hoje pela manhã. A cidade vira um caos porque funcionários públicos decidem interromper serviços vitais para mais de 1 milhão de habitantes.

Uma vez já havia comentado em crônica antiga, e volto a reafirmar. Que privatizem de uma vez o transporte público! Principalmente o metrô. Não há vantagem alguma em se manter isso nas mãos do governo, com um serviço péssimo. Fosse uma empresa privada, a greve seria repensada mil vezes, pois, uma vez parado, o funcionário já não precisaria voltar mais.

Li que o governo estuda a implantação de um sistema que faria os trens do metrô operaram automaticamente em caso de greve. Ora, se isso já é possível, qual a utilidade de se manter um condutor, então, a não ser como cabide de empregos da estatal?

Isso me fez lembrar uma história que ouvi há algum tempo. Não sei se é verídica, mas a essência é o que interessa. Segue a história:

Um empresário americano, do ramo de construções, passeava por uma estrada, na Rússia comunista, quando avistou várias pessoas no que parecia ser uma obra. O empresário parou, desceu do carro e observou a cena: vários homens, munidos de pás, trabalhavam intensamente numa escavação. O empresário dirigiu-se ao homem que julgou ser o mestre de obras e perguntou:

- O que vocês estão construindo?
- Estamos escavando um túnel, senhor. O governo quer fazer um grande túnel nessa região.
- E para que tanto trabalho braçal? Eu posso lhes vender duas escavadeiras que fariam todo o trabalho em muito menos tempo e por um preço bem menor do que a mão-de-obra atual.
- De jeito nenhum! E o que aconteceria com o emprego de todos esses homens? Preferimos manter do jeito que está.
- Ora, eu achei que o objetivo de vocês era construir um túnel, e não justificar o emprego de tanta gente. Se esse é o caso, melhor lhes tirarem as pás e lhes darem colheres.

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